sábado, 11 de junho de 2011

Aquilo em que te tornaste...

Custa-me acreditar naquilo que te tornaste,
na forma cruel como a nossa amizade desmoronaste,
nas palavras ridículas que hoje ditaste,
na pessoa linda que eras e naquela em que te formaste.

Conheci-te e julguei que eras minha amiga,
agora percebo o valor da ingenuidade,
afinal de contas não és amiga de ninguém,
por mais que custe, é esta a verdade.

Vagueias, sem rumo, como boneca perdida em água,
vais e voltas conforme te convém,
as tuas inconstâncias magoam pessoas e vertem lágrimas,
se queres ir, vai, mas não arrastes mais ninguém.

Sinto que nem sequer te conheço,
desiludiste-me, magoastem-me, iludiste-me,
foste uma delisusão, agora, olho-te e não vejo uma amiga,
vejo alguém cruel, mesquinho e sem razão.

Se quiseres ir, vai,
estendi-te a minha mão,
tentei levantar-te desse poço,
arrisquei ir buscar-te,
mas contra ti ages,
foste rígida,
magoaste quem te tentou ajudar,
quem pensava que éramos amigas,
quem só queria o teu bem e,
uma amiga para a vida.

Apesar de todas as palavras amargas,
de todas as desilusões e brutidades,
apesar de todos os gestos mal feitos,
sabes que me custa ver-te assim,
sem rumo, a afundares-te, escusadamente,
por isso, por muito que tenhas feito,
por muitas feridas que tenhas causado em mim,
continuo aqui para o que precisares,
ainda que a nossa amizade não prevaleça igual.


Ana Filipa Batista
(pode não rimar,
pode até não ser das melhores coisas que escrevi,
mas, mais uma vez, deixei o meu coração falar,
escrito com o coração, apenas.
Sabia que tinha de o fazer... ).
Beijinhos e um óptimo fim-de-semana para todos!!

3 comentários:

  1. Está óptimo :) parabéns.

    Identifico-me mt com o poema.

    Bjs.

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  2. Obrigada Carina e Andreia :)
    Beijinhos, Ana Filipa.

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