terça-feira, 21 de maio de 2013

O despertar de um novo dia

Acordei. Mais um dia, mais uma manhã em que o sol entra pela minha janela e me convida a saltar da cama. Espera-me mais um desafio, mais um entre tantos neste caminho (em busca) de felicidade. Aguarda-me mais um dia rodeada de pessoas, umas que me fazem crescer porque todos os dias me dão um pouco de si e me ensinam a saber partilhar um pouco de mim com elas, e outras que me fazem despertar e compreender que na vida sempre haverá lugar para pessoas que nós gostamos e para pessoas que, por motivos vários, nos são indiferentes. Umas com mais destaque e outras com menos, a verdade é que as relações que estabelecemos ao longo da vida nos enriquecem e nos fazem amadurecer, porque à medida que contactamos com os outros aprendemos mais sobre nós mesmos e sobre as reacções humanas. É importante dar-mo-nos a conhecer a quem o merece, é bom interagir e chegar perto dos outros, tornando-os menos receosos em relação a nós e mais receptivos no que diz respeito a conhecer novas personalidades e formas de ser e pensar. Todas as pessoas que passam pelas nossas vidas não são um acaso, elas têm algo para nos ensinar, seja uma lição de um caminho a seguir ou de um caminho a excluir futuramente. As pessoas levam um pouco de nós e deixam um pouco de si e nisto acontece uma metamorfose que nos muda, nos (trans)forma e nos molda ao mundo. O convívio e a forma de estar na vida, a posição que assumimos para com os outros levam-nos a caminhar em vários sentidos diferentes e por vezes é preciso chegar ao fim de uma estrada sem saída para reconhecer que a estrada ao lado era o caminho certo a seguir. 
Os erros também nos moldam, também nos fazem crescer e abrir os olhos para o que está e para quem está à nossa volta. Observar é um bom exercício, aprende-se muito enquanto deciframos os actos dos outros, e por vezes nos revemos neles. Por vezes é necessário parar, pensar e só depois agir, mas não desistir de lutar  e de enfrentar os desafios diários que a vida nos coloca. 
Nisto, surge um sorriso rasgado que se prepara para enfrentar o bom e o mau de um novo dia. Levantei-me, por fim.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Observar o mundo

Escolhas, actos, palavras, olhares e sentimentos, é isto que define as pessoas. Ultimamente tenho dado por mim a observar atentamente o que me rodeia e cheguei à conclusão de que o ser humano pode ser tão controverso quanto incontestável. Noutros dias julguei que, embora cada um gerisse de forma diferente e íntima o seu leque de sentimentos, todos pudéssemos, unidos pela capacidade de sentir, lutar contra conceitos que hoje em dia já estão profundamente enraizados na nossa sociedade (tais como racismo, preconceito, ódio, vingança, guerra). Essa ingenuidade depressa desapareceu e agora, muito mais desprendida da doce inocência que antes me fazia julgar que o mundo se pudesse resignar a aceitar e respeitar todas as diferenças, encontro-me num outro sítio novo para mim. É o mundo como sempre existiu mas que eu não via porque estava escondido. Escondido pelas facilidades de uma infância feliz e por sorrisos rasgados de uma flor ainda por brotar. Pela crença na bondade e na sinceridade que hoje  descobri que não existem em muitos dos actos que cometemos. As pessoas revelam-se ao longo do tempo e à medida que crescemos olhamos o mundo com outros olhos, ele surpreende-nos e torna-se frequentemente um obstáculo, a realidade é por vezes cruel. Nisto, são poucas as pessoas que nos rodeiam  que realmente nos apoiam e merecem, são poucas as que são capazes de nos fazer realmente bem, que têm paciência para ouvir os nossos desabafos, para lidar connosco nos momentos de inconstância, para nos indicar o caminho quando nos perdemos e divagamos longe de nós. São poucas mas existem, felizmente. São essas pessoas que nos fazem perceber que vale a pena continuar e que nos dão força para lutar. Não precisam de ser do nosso sangue, a verdade é que, por vezes, pessoas que não são da nossa família são capazes de fazer por nós coisas inacreditáveis e tornam-se verdadeiramente especiais, autênticos irmãos, não de sangue, mas de coração e esses laços são tão saudáveis quanto valiosos. Os amigos são a família que nós escolhemos, são quem nos ampara e nos impede de cair, e eu acredito que os laços do coração podem ser muito maiores que os de sangue.


domingo, 19 de maio de 2013

Leitura do Momento: "A Praia Das Pétalas de Rosa"

Eis a minha mais recente aquisição no campo da literatura: um romance de Dorothy Koomson, uma excelente escritora da qual já li várias obras. Ainda estou no início do livro, não tivesse ele chegado só hoje às minhas mãos, mas já estou completamente apegada a ele. Dorothy Koomson tem este poder sobre mim: vicia-me. Mais tarde deixo-vos a minha opinião final sobre o livro.


Apresentação do livro na Escola Secundária José Falcão - As fotos













quarta-feira, 13 de março de 2013

Apresentação do livro na Escola Secundária José Falcão

Hoje foi um dia em cheio! A parte da manhã foi preenchida com a visita à Escola Secundária José Falcão. Muito bem recebida pela professora Filomena, a professora bibliotecária,e duas turmas de 10º ano, tive oportunidade de falar um pouco com os alunos sobre mim, o meu livro, o blogue e projetos futuros. Entre questões, sorrisos e muitas palavras, passou-se uma manhã, para mim que adoro comunicar, muito interessante. No fim, ainda tive direito a miminhos, uma rosa, um bloco de notas e uma caneta. Da minha parte foi um prazer, gostei muito, espero que eles também tenham gostado! 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Para alguém muito especial...


Olá bisa :) Já há algum tempo que não te escrevia e na verdade, sentia falta disso. Desde que te foste embora tornaste-te ainda mais um motivo para ter força, quero deixar-te orgulhosa! Não me esqueci de ti... o tempo não apaga as pessoas, quanto muito vai apaziguando a sua ausência e faz com que deixemos de falar tanto delas, mas, pelo menos para mim, estarás sempre viva - fazes parte de mim, sinto-te no meu coração. Eu sei que muita gente não acredita que depois da morte exista uma outra vida, acho que isso dificulta a aceitação da morte pelas pessoas. Eu sei que estavas a sofrer e sei que estavas triste por achares que eras um fardo para nós, mas não és... nunca foste! Tenho pena de não te ter dito mais vezes o quanto eu gosto de ti... mas sabes como sou reservada nesses sentimentos e como me é difícil às vezes demonstrar-me. Já passou mais de um ano e, por um lado, parece que ainda ontem te tinha aqui e sentia as tuas mãos quentinhas a aquecer as minhas, por outro lado parece que já estás longe à tanto tempo, uma eternidade. Espero que estejas bem, que a vida aí em cima seja feliz e te dê a paz que sempre mereceste. És a minha grande força, a minha grande confissão... nunca te esqueças disso. És o meu anjinho da guarda e guardo-te no meu coração como alguém muito, muito especial. Avó, lembraste daqueles momentos simples que passámos juntas? Pareciam tão insignificantes e agora... é deles que me lembro tão bem. As bolachas que me davas às escondidas... as batatas fritas mal passadas, a tua respiração, os teus olhos brilhantes, os teus gestos de carinho. Ficaram-me gravados! E quando fui à televisão e tu me disseste ao telefone que eu tinha estado muito bem, lembraste? Acho que agora isso ainda significa mais para mim do que na altura. Acho sinceramente que não te dei todo o valor que merecias e acabei por te perder sem te dizer que, sem querer, me ensinaste a conseguir dar valor ao que tenho. Uma lágrima acaba de me escorrer pelo canto do olho. É de saudade... não estou triste, apenas gostava de te abraçar, de te sentir, embora saiba que estejas comigo. Chama-se fé e eu acredito tanto que me ouves... que me vês. Acho que se não fosse assim não suportaria a dor de te teres ido embora. Gosto tanto quando me visitas. Eu sei que ninguém iria acreditar nisto, mas como ninguém sabe quem eu sou, não tem mal... Quando me visitas nos meus sonhos sinto verdadeiramente essa tua presença perto de mim, gosto de quando sorris, ver o teu sorriso faz-me crer que estás bem aí em cima e que estás em paz. Gosto quando brincas comigo. Desculpa... desculpa não te ter dito mais vezes que não te devias sentir triste porque eras importante e que a tua presença, embora parecesse insignificante, fazia falta! Recordo-te como símbolo de carinho e agora sei o quanto tu me ensinaste... muito mais do que possas pensar! Desculpa também quando erro e te desiludo, quando parece que me esqueço do que me transmitiste... ainda estou a crescer... aos poucos vou aprendendo a lidar comigo, com os outros e com os meus sentimentos. Espero um dia poder homenagear-te e mostrar que continuarás sempre viva no meu coração, porque o amor nunca morre! Olha por mim, meu anjinho da guarda, e nunca te esqueças que te amo e que um dia voltaremos a estar juntas... para sempre (: 
Um beijinho grande!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



Está quase a acabar o ano! Confesso que a época do Natal é das minhas preferidas e o ano que se aproxima enche-me de expectativas. Este ano não foi fácil, lembro-me como se fosse hoje, há um ano atrás, nesta segunda feira da primeira semana de férias fui a uma consulta de rotina. Como de habitual medi-me e pesei-me. Não tinha ideia do peso que tinha, sabia que estava longe do meu peso ideal mas já não me pesava há muito tempo. Descalcei-me, subi para a balança... O valor que apareceu era assustador - 68,700kg. Lembro-me como se fosse hoje. Imaginando que 700 gramas eram da roupa, tinha 1,55 metros e 68 kg. Estava acima do peso. Aquele número ecoou na minha cabeça durante todo o dia, senti vergonha de mim mesma, não me sentia bem comigo própria. Naquele mesmo dia decidi que ia mudar. Na verdade toda a minha determinação escondia o meu próprio pessimismo - já tinha tentado várias vezes mas sempre tinha desistido. Naquele momento quase que me obriguei a acreditar que ia conseguir. Convenci-me de que o pessimismo era apenas lixo mental que nos levava a desistir, fazendo-nos passar por fracos quando na verdade somos fortes e capazes de alcançar o que queremos. Sabia que ia ter de emagrecer por mim própria e que jamais teria ajuda de quaisquer comprimidos ou suplementos que auxiliassem no processo, do género daqueles que se falam na televisão, sinceramente nunca seria capaz de pedir qualquer um desses medicamentos aos meus pais, por vergonha, talvez. Assim, no dia 1 de Janeiro de 2012 comecei a minha dieta. Progressivamente foi alterando os meus hábitos alimentares para um tipo de menus mais equilibrados e ricos em nutrientes, a minha alimentação passou a ser muito mais equilibrada e a incluir fruta, saladas e sopa, sem as quais agora já não me imagino. Ganhei gosto pelo exercício físico e habituei-me a resistir às tentações que todos os dias se impunham pelo meu caminho. Na primeira semana perdi 4 kg. Cada quilo foi festejado como se tivesse ganho o euromilhões, pela primeira vez sentia-me orgulhosa de mim. Semana após semana estava mais feliz com os resultados, a pouco e pouco começava a notar diferença na roupa, estava cada vez mais perto do meu objetivo... até que o cumpri! Perdi ao todo 17 kg ao longo de 6 meses. Mas... ainda não acabou! Agora havia outra meta a superar, manter o peso. Assustava-me a ideia de comer um doce, mas sabia que não ia resistir eternamente por isso, mantendo a minha alimentação equilibrada e fazendo caminhadas pude começar a ter um dia por semana em que comia um doce. Se engordei? Não, felizmente isso não aconteceu e consegui, até hoje manter o peso que perdi ao longo deste ano. Venci esta luta... e percebi que a nossa mente é capaz de coisas extraordinárias e que quando nos convencemos de que somos capazes e temos força de vontade conseguimos mesmo vencer. Neste momento estou a partilhar a minha história com todos vocês não para que me deem os parabéns por ter conseguido mas sim para que também vocês se encham de coragem e lutem pelo que querem. Sejam a mudança que querem ver no espelho e não desistam de vocês mesmos. Sejam felizes e saudáveis.

sábado, 10 de novembro de 2012

Passo a passo

Passo a passo, um passinho de cada vez,
conquisto o mundo com um sorriso,
e num sorriso guardo recordações felizes,
de um mundo que me conquistou.

Sou viajante de mim,
viajo em sonhos e lembranças,
não esquecendo o presente.

E cada dia é uma viagem,
de olhares e de memórias,
de sonhos e feitiçarias,
de pessoas e de sentimentos.

Nisto, o mundo torna-se pequenino,
pequenino para tantas bagagens de sentimentos,
para tantos contos de fada imaginários,
para tanta gente com sede de voar.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sentimentos...

Sentimentos vão e vêm como ondas da praia que o mar leva e trás sucessivamente numa dança desregulada e envolvente. Sentimentos são como pessoas, difíceis de entender. Sentimentos definem-nos, sentimentos magoam-nos, sentimentos levam-nos a errar. Sentimentos são como fios suspensos no ar e como borboletas, com asas multicolores. Sentimentos são complexos, delicados de descodificar. Sentimentos são uma espécie de "coisa" que os outros usam como brinquedo quando nos querem atingir. Sentimentos podem ser a pior coisa do mundo se não forem respeitados e a melhor se forem aproveitados. Sentimentos são conceitos abstractos que a física não tem como explicar, para os quais a química ainda não encontrou a fórmula e a matemática não achou solução. Sentimentos são a base das reacções humanas. Sentimentos são como as bolhas de sabão, vagos, mas admiráveis. Sentimentos são aquilo a que recorremos para nos expressar e, a forma que usamos no olhar, expressa o sentimento que o nosso coração por vezes não consegue demonstrar. Sentimentos chegam sem avisar e não dão explicações, causam estragos, abrem feridas e fazem cair lágrimas. Sentimentos não trazem instruções. Sentimentos são apenas isso... sentimentos, não sei descrevê-los de outra forma.

terça-feira, 23 de outubro de 2012



Bem, estou completamente de rastos! Os testes têm surgido uns atrás dos outros e por vezes mais do que um por dia (como aconteceu hoje). Na verdade estou bastante cansada, mas não quero dar a vitória ao cansaço e deixar que a melancolia me assombre. Quando estou em modo "dia-mau" normalmente acordo mal disposta, sem vontade de fazer nada e consigo ser muito resmungona e até um pouco agressiva nas minhas respostas. Quando estou em modo "dia bom" (felizmente muito mais vezes) é exactamente o oposto, pulo, canto, danço, brinco, rio, levo as coisas na desportiva e tento relaxar todos à minha volta. O pior mesmo são aqueles dias quem que o dia começa bem e acaba mal. Às vezes consigo estar muito bem disposta de manhã e no fim do dia estar com uma vontade de chorar que só me apetece enterrar nos lençóis e dormir para ver se passa a neura. Hoje foi um dia complicado, farto em sentimentos... alguns deles que nem eu própria sei explicar. A idade às vezes faz-nos duvidar de certos momentos e atitudes e leva-nos a agir por impulso, talvez com a experiência de vida aprendamos a controlar os impulsos e agir mais calmamente...
Mas, por hoje chega de pensamentos e desabafos... tenho de ir estudar!

domingo, 14 de outubro de 2012

Sentimentos dispersos

Se me perguntarem o que sinto talvez não saiba responder. São sentimentos vagos que tento ocultar a mim mesma, por vezes sem sucesso. Queria compreender-me, compreender esta tendência de optar pelo errado mesmo sabendo que não é certo. Queria sair desta concha que me mantém longe de um outro mundo, e voar... para lá do horizonte, onde nada me impedisse de ser quem sou e onde não houvesse uma sociedade pronta para criticar cada um dos meus actos e cada uma das minhas palavras.

É bom conhecer novas pessoas, (re)fazer amizades, (re)ver sentimentos felizes de quem encontra alguém que nos faz pensar que realmente somos importantes e que nos demonstra que sente a nossa falta quando não estamos lá, pessoas que se preocupam com o nosso bem e com a nossa felicidade e que nos apoiam incondicionalmente. Por vezes estas pessoas estão mais perto de nós do que nos parece, mas limitam-se ao silêncio de quem observa e protege sem se dar conta, no entanto, se um dia deixarem de o fazer, iremos perceber o quanto essas pessoas fizeram por nós.

Não posso querer que me voltei a apaixonar, não queria, aliás, não quero (acreditar). Talvez não me queira magoar novamente... estou demasiado frágil. Ainda acho que não está certo, mas por mais que a minha consciência o ache e a razão apoie, o meu coração teima em não concordar e mais uma vez consegue dar a volta à situação e sair a ganhar. Perdi... involuntariamente deixei-me levar. Quero afastar-me, não é correto, mas será que tudo tem de ser correto? 
Na irreverência da minha incapacidade, sinto-me tentada a arriscar, tudo em mim se contradiz, tenho saudades dele, mas não o conheço suficientemente bem para perceber quem é "ele". Assim, vou deixar-me levar, esperar o acordar e ficar na ideia de que nada passou de um sonho.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"Contigo Mais" - há momentos em que é preciso refletir




Bem, após um longo período sem publicações no blogue, estou de volta para partilhar convosco um pouco mais de mim. Mais do que escrever sobre a vida ou em poesia, nesta nova fase do blogue quero aproveitar para escrever um pouco mais profundamente sentimentos meus, pelos quais passei e que posso testemunhar. A minha vida é a história que escrevo desde que nasci, o mais engraçado é que mesmo sem papel ela vai ficando registada algures num tempo passado, sendo suposto eu aprender com ele para não cometer os mesmos erros no futuro. A nossa história pessoal, escrita algures no livro da vida, e a nossa personalidade, a maior marca da autenticidade de cada um de nós, constroem-se e configuram-se a partir de acontecimentos importantes, experiências boas, de alegria e êxito, mas também más, de tristeza e dor, e ainda da superação de dificuldades, de provas e desafios, de oportunidades e lutas... Isto é o que constrói uma vida, mas seria possível construí-la individualmente sem aquelas pessoas especiais que nos marcam constantemente, que estão lá sempre que precisamos, que nos dão a mão, que nos ensinam e se prestam a ajudar-nos e a estar connosco nos melhores e nos piores momentos? Seriam poucas as pessoas a conseguir viver felizes sem estas pessoas que nos fazem tanto bem. Seria difícil ser feliz sozinho.
Este ano o tema do ano na minha escola é "Contigo Mais", e vou também aproveitar para desenvolver um pouco mais este tema aqui no blogue, apesar de tudo por ser um tema que me diz muito e que apela às nossas relações com os outros e à entre-ajuda.
Vou dando novidades e postando coisas novas, beijinhos (:


Está aberta uma nova rubrica nesta nova fase do blogue! "Conta-me tudo" é a rubrica onde todos os visitantes do blogue podem participar. Basta enviar um e-mail para anocas2606@hotmail.com com histórias de vida, coisas engraçadas, textos vossos, opiniões, sugestões, comentários, enfim... tudo o que quiserem. E depois? Depois é só esperar para ver a minha resposta aqui no blogue onde será partilhado quer o e-mail quer a resposta. Que tal? 
Fico à espera dos vossos e-mails!

domingo, 16 de setembro de 2012


"Para viver de verdade, temos que esmurrar muitas vezes a cara. Temos que tentar e não conseguir, achar que vai dar e perceber que não deu, querer muito e alcançar, ter e perder. Temos que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de quem amamos e dizer uma coisa terrível, mas que tem de ser dita. Temos que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que amamos e ouvir uma coisa terrível, mas que tem de ser ouvida. A vida é incontornável. Perdemos, levamos porrada, tentamos deixar o passado para trás, caímos. Dói, dói demais. Mas passa. Sabes essa dor que sentes agora? Ainda vais olhar para trás e rir-te dela. Juro que estou a dizer a verdade. Eu não minto, vai passar."


Bom Domingo 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lembranças de ti - poema de 2010

Hoje reflecti sobre ti,
tentei pôr o coração de parte,
pensar nas coisas,
como elas realmente são.

Marcaste-me com o teu jeito,
com as tuas qualidades,
e até com os teus defeitos,
sim, porque ninguém é perfeito.

Mirei o luar estarrecido na noite,
o céu estrelado a ouro,
a janela de vidro fosco,
a chuva estilhaçada na janela.

Pensei nos momentos que passamos os dois,
na nossa relação e na nossa cumplicidade,
naquilo que havíamos sido e naquilo que agora somos,
simples conhecidos que se falam de quando em quando.

Dei por mim inundada em lágrimas,
apedrejada pelas recordações,
desse passado tão doce e animado,
que passei contigo ao meu lado.

Fizeste-me sorrir, mesmo quando só me apetecia chorar,
a tua forma de falar, a tua simplicidade,
a teu jeito carinhoso de me reconfortar,
as tuas palavras eram melodia e o teu sorriso, alegria.

Perdi-me em pensamentos,
julgamentos e mágoas,
sorrisos e lágrimas,
enfim... no que já passou.

Agora, sinto em mim algo novo,
uma vontade insaciável de te ter por perto,
mas um desejo enorme de te esquecer,
um misto de sentimentos.

Sinto que me fazes falta,
a minha alma evoca o teu nome no silêncio,
o meu coração chama incessantemente por ti,
os meus olhos brilham cada vez que te vêm... gosto de ti.

Sei que não me amas, 
que não sentes nada por mim,
tentei fazer de ti passado,
mas tu insistes em cruzar o meu presente.

Sinto-me confusa, sem rumo, à deriva,
num mar de perdições, 
entre o fogo e o gelo,
a noite e o amanhecer.

Tenho medo de acordar,
e que tu já tenhas partido,
a tua ausência magoa-me,
e causa em mim um vazio profundo.

Teimo em dizer que és passado,
mas, no fundo sei que é mentira,
uma mentira tão certa como eu,
uma mágoa desgastante e corrosiva.

Seja como for, sei que te amo,
mas, sei que não sentes nada por mim,
a tua chama apagou-se, com a brisa,
sei que um dia a minha também se irá apagar.

A verdade é cruel e custa a acreditar,
como é que é possível que, 
o fim custe tanto a aceitar.
Meu coração está revoltado e eu comigo mesma.

Talvez um dia nos voltemos a reencontrar,
nas águas gélidas do oceano,
nas ondas límpidas do mar,
ou nas nuvens escuras do céu.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Culpados

Procurei-me sem saber,
num mundo sem querer,
e num sonho tudo aconteceu.

Eu queria descobrir verdades,
procurar culpados,
desvendar mortos e interrogar feridos.

Eu queria desvendar mistérios,
desfazer mal-entendidos,
reordenar a justiça.

Mas daí, eu descobri uma pessoa,
que sem saber de nada,
era a única culpada,
e essa pessoa, era eu.

Culpada de quê?
De sonhos por cumprir,
de metas esquecidas no tempo,
de ambições perdidas,
de um destino sem rumo.

Achei que descobriria o culpado,
mas não pensei puder sê-lo,
e assim, num sonho inacabado, fiquei a perceber,
que a gente é aquilo que a gente faz para ser.

domingo, 19 de agosto de 2012

Memórias de um sonho


O coração palpita desregulado,
bate, rebate e volta a bater,
parece esperar por algo,
esperança ambulante, doce, encerada.

Os meus olhos brilham alternadamente,
o meu sorriso vai e volta, 
desvanece e mais tarde, regressa,
como se pelo meio algo o atormentasse.

Soberano sentimento,
irrevogável pensamento,
inconsciente delírio,
soberba perdição.

Tentação subtraída de fraqueza,
desejo ardente, revolta incerta,
tormento esguio que me aborrece.

Misto revolto de sensações,
quimera branca que reluz,
pássaro que sobrevoa,
maré que avança e recua.

Incontrolável loucura,
divina doçura,
escombros, refúgios interditos,
memórias futuras, instintos.

Assim sonhei,
Num sonho inesperado,
sonhado acordado,
daqueles que mexe connosco,
e nos deixa descontrolados...


quinta-feira, 9 de agosto de 2012


Olá,
Sei que (infelizmente) tenho andado um pouco distante e não tenho publicado muito aqui no blogue, mas na verdade, nunca me esqueço de vós!
Estou numa fase crítica da minha vida com bastantes perguntas e interrogações, este último mês foi um mês de surpresas inesperadas, que de certa forma me trouxeram uma nova perspectiva de mim e me fizeram repensar em todas as minhas lutas passadas. 
Estes últimos meses foram meses te grande mudança, a par dos quilos perdidos (15), estão dias bons e menos bons, dias de garra e outros... de fragilidade, altos e baixos, mas muita dedicação e vontade de sorrir. O meu "eu", que é como quem diz, a minha personalidade, mantém-se, sou a mesma pessoa de sempre, aquela menina de sorriso fácil, que gosta de ser simpática e educada, mas que acima de tudo se sabe adaptar às situações, divertir-se, sorrir, brincar, mas... também lutar e trabalhar muito! Agora apenas junto aquela que sempre fui, uma pitada de confiança, porque agora sinto-me mais feliz, orgulhosa e certa de mim e das minhas capacidades. 
Os meus pensamentos são vagos e dispersos e as metas a cumprir, são ainda várias, mas, a felicidade é a luta diária de quem deseja VIVER, mais do que somente existir. 
Mas toda a luta seria em vão sem o apoio de todos os que se têm mostrado disponíveis para mim, e para todos esses eu estarei aqui também, sempre pronta para ajudar.
Espero que vocês também gostem da mudança e, para quem não me conhece pode ficar a conhecer-me através do programa "Querida Júlia", transmitido pela SIC, já na próxima segunda-feira, dia 13 de Agosto.
Um beijinho repleto de força e motivação,
Ana Filipa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dia 13 de Agosto no "Querida Júlia", SIC

Olá a todos :) Quem me conhece sabe que entre outras coisas adoro comunicar e sendo que acabei agora de ser contactada do programa da SIC, "Querida Júlia", apresentado pela Júlia Pinheiro, decidi criar este evento para, mais uma vez, dar a conhecer a todos os que estejam interessados em me ver, que irei estar novamente no programa "Querida Júlia" na próxima segunda-feira de manhã, dia 13 de Agosto, a partir das 10 horas. Os temas vão ser vários, entre eles, o meu livro "Diário de Filipa: Peças de Um Puzzle".


sexta-feira, 3 de agosto de 2012



O endereço é o mesmo, mas muita coisa vai mudar! Não perca, brevemente terá um blogue com melhor apresentação, mais funcional, agradável, divertido e com novos temas e rubricas, fique para ver :)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sentir-te perto (de mim)

Nunca pensei que a sensação de estar apaixonada por alguém, que outrora era apenas um simples amigo mas que agora é muito mais do que isso, nos pudesse roubar tantas horas de pensamentos. A realidade é que todos nós precisamos de alguém que nos abrace, que nos mime e nos acarinhe, que nos relembre o quanto somos especiais, quanta falta fazemos e que nos chame aquele tipo de coisas a que ninguém resiste, como "princesa", "linda" ou "amor". É inevitável, o ser humano não pode controlar este tipo de sentimentos, faz parte da esfera da vida e é um ciclo pelo qual todos, mais tarde ou mais cedo, passamos. Dizem que os primeiros amores são os que mais nos marcam e que as desilusões provenientes destes são as mais difíceis de ultrapassar. Enfim, não quero falar de desilusões, não agora. Pela primeira vez sinto definitivamente que tenho alguém verdadeiramente especial para mim por perto e, mais fascinante do que isso, essa pessoa vê-me como uma pessoa igualmente especial e importante para ela. É bom, depois de um quotidiano repleto de adversidades, receber miminhos e ter alguém que nos ouça, por mais chatos que nós sejamos. Esta sensação, ao mesmo tempo tonta, mas feliz, de ter alguém que condiciona o nosso sorriso, que nos faz sentir a sua ausência e que nos deixa horas a pensar, é boa, muito boa, ao mesmo tempo abstrai-nos de tudo o que nos faz mal. De certa forma, apesar da tenra idade, sentimos que somos dois a lutar contra os problemas e que não estamos sozinhos, é tão importante sentir o carinho e o afecto dos outros, faz-nos sentir bem, mesmo àqueles que não gostam de se mostrar afectivos. É bom sentir perto quem nos faz bem, quem nos faz sorrir e faz questão de todos os dias nos relembrar que não somos só "mais alguém", mais uma pessoa simples que passa despercebida, somos A pessoa. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Desafiei-me a procurar na linha do horizonte, onde todos julgavam que o mar acabava e o Sol cabia na palma da mão, um caminho traçado a carvão, com socalcos coloridos e setas ensaiadas. Queria descobrir um caminho secreto e provar a toda gente que aquela linha não é o fim e, que dali se podia partir em busca de outros caminhos e estradas e se podia chegar a outras linhas ainda mais longe do que aquela, porque o horizonte é um desafio infinito de sonhos e cores rabiscados numa tela de descobertas, envolta em aguarelas e rios de tinta, e pincéis de tamanhos variados, que se escondem lá longe à espera de um pintor disposto explorá-los. 


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Depois de 15 kg perdidos :)


Tem excesso de peso e quer lutar contra isso? Então, vamos lutar juntos! Encontramos-se no meu site directamente relacionado com este tema, "É possível sonhar", endereçado http://epossivelsonhar.webnode.pt/
Não espere mais pela sua felicidade, lute por ela e conte comigo para o ajudar :)
Ana Filipa.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Saudade - Poema escrito em 2010


Sonho contigo,
O teu olhar doce faz-me delirar,
Sinto-te em mim,
Como vontade de te abraçar…

Faz-me falta a tua voz,
O teu cheiro suave,
O teu olhar e tua pele,
Faz-me falta o teu amor.

Não sei que sinto por ti,
Pensei que já tinha passado,
Mas afinal nada mudou,
Continuo apaixonada.

O meu coração palpita forte,
Sempre que te vê,
Apetece-me correr para ti,
Abraçar-te, dizer-te o quanto és para mim.

És importante, mais do que julgas,
Alguém que me inspira,
Que me faz sonhar,
Que desperta em mim algo inexplicável.

Se antes me fizeste sorrir,
Agora fazes-me chorar,
Não compreendo o que sentes por mim,
Nem a maneira como ages,
Apenas sei que me sinto triste,
Triste por estares tão distante,
E pelo meu coração morrer de saudades tuas…

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Assim... feliz




Finalmente voltei a ser quem era,
o sorriso voltou a instalar-se em mim,
valeu a pena a imensa espera,
O bolo de mel e o chá de jasmim.

O tempo passou,
deixei o passado ir embora,
ele foi e não voltou,
como chama que se evapora.

O brilho regressou ao meu olhar,
o sorriso preenche o meu rosto de alegria,
encostada à janela miro o luar,
brisa suave que me arrepia…

Custou-me muito deixá-lo ir,
pensar nos momentos que passámos os dois,
mas, sabia que tinha de conseguir,
e que a recompensa só vem depois.

Dizer adeus não foi fácil, ouvi-lo resmungar, vê-lo partir, 
o meu coração manifestou-se e as lágrimas cairam,
a minha alma revoltou-se sem vontade de sorrir,
mas enfim, tudo acabou, as recordações partiram...

Agora, aqui estou,
sorridente, feliz, consciente,
lembrada do que passou,
mas com vontade de seguir em frente,
porque, o que passou, passou...
por mais que vagueie na minha mente!

domingo, 15 de julho de 2012

Momentos


Cansada, grito por silêncio,
esperando o cessar do coração,
ou apenas que ele acalme,
e que a escuridão finte a agitação.

Não falo de morte nem pecado,
mas apenas da noite,
de uma cama que acolha o meu corpo,
que se deite sobre ela e descanse.

Uma almofada que afague a cabeça,
para que os sonhos despertem alegres,
e uma parede pintada de branco,
que traga paz à escuridão.

Não me sinto a entristecer,
apenas preciso de um momento a sós,
para que possa descansar e esquecer,
tudo o que me causou desassossego.

Preciso de uma asa que me aconchegue,
de um anjo que me embale,
ou simplesmente de uma noite bem dormida,
numa cama serena e alheia a chatices.

Às vezes basta um momento simples,
num sítio aconchegado e tranquilo,
para que num refúgio pessoal nos acalmemos,
vou descansar, entre o lençol e o cobertor.

Que o amanhã seja calmo,
tão simples como estes versos,
e que acabe feliz,
nem que seja na escuridão, da noite.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Simplesmente...


Não digas nada,
deixa o silêncio falar.
Deixa cair a máscara que te esconde,
mostra-te como realmente és,
revela-te!
Sê tu mesmo, 
não te escondas por detrás desse véu negro,
dessa capa gélida, desse vazio imundo,
que tanto me assusta e atormenta.
Deixa falar o teu sentir,
diz somente as palavras que sabes que o teu coração
irá suportar ouvir e procura apenas respostas que ainda não descobriste.
Encontra no outro um ponto de encontro,
uma luz perdida na escuridão,
uma vela eternamente acesa,
um rosto de verdade e uma expressão de carinho,
encontra-te e mostra-te, como realmente és,
sente aquilo que queres sentir,
não te obrigues, não te resignes, não te escondas,
arrisca, dá sinal de ti, e eu seguirei os teus sinais! 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Evadir...

Às vezes gostava de poder sair, simplesmente sair deste sítio que me aprisiona e me prende o horizonte. Este sítio fechado pelo ódio e por palavras que nos tentam destruir como se fossemos peças de dominó. Queria poder voar e conhecer outros horizontes, outras palavras que não as mesmas, ou que pelo menos soassem mais verdadeiramente do que aquelas que por aqui se ouvem. Preciso de experimentar outros lugares, de ultrapassar outros obstáculos, outros que não sejam o preconceito e a complexidade da mente humana. Quero testar até que ponto posso ir, definir metas, objectivos. Quero partir à descoberta de algo que me complete e que me prove que realmente vale a pena, porque eu sei que vale, só não me recordo do porquê!

domingo, 8 de julho de 2012


"Julguei por momentos que a mudança fosse algo bom, e que esta missão fosse uma batalha fácil, no entanto revelou-se uma missão bem mais difícil. A Terra não se assemelha em nada aos estudos que havia feito sobre ela antes de vir, julgava que as pessoas fossem mais transparentes e menos falsas. A nossa realidade é para elas um mito social e algo em que só as criancinhas acreditam, algo ainda mais impensável que o Pai Natal. Tudo aquilo em que acredito aqui é uma mentira sepulcral e longínqua que ninguém deseja explorar ou conhecer. É meu desejo explorar este planeta, e juntamente com os meus fazer dele um domínio privado só nosso, não sem antes lhes mostrar que no Universo não existe só o planetazinho deles a que estão tão habituados e o qual pensam ser tão único e inevitável. Pois bem, cheguei há pouco tempo, mas se julgam que sou mais um rapaz que se passeia pela escola à espera de um canudo para poder ir trabalhar, estão muito enganados. Julgo que a Terra poderá acabar, segundo os planos da nossa irmandade, daqui a muito pouco tempo, antes disso vamos apoderar-nos de todos os territórios, erradicar os humanos e transformar a Emilie numa das nossas cúmplices. A Emilie é descendente de uma família Americana, com uma história muito longa e que envolve muitos dos nossos. Toda a família dela sabe da nossa existência, excepto ela, que julga que somos apenas fruto da fértil imaginação pública.
Quando morreu, a avó da Emmy deixou-lhe em mãos um tesouro precioso, pensando ela que nós nunca o iríamos descobrir." 
in "Onde está o amor?!" <3

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Frágil


Pensei que seria impossível voltar a sentir a dor que senti,
Voltar a sentir o meu coração pulsar descontrolado,
A minha cabeça estrangulada pela pressão do teu olhar,
Pela indiferença das tuas palavras, pela tua ausência.

Julguei ter-te esquecido,
Tentei enterrar um passado tão presente em mim,
Mas, por mais tentativas, ele volta sempre,
Volta porque sei que ainda te amo, ainda sinto algo por ti.

Não sei se preocupar-me contigo,
Ficar triste com a tua tristeza,
E ficar magoada com esses teus actos inconscientes,
É amor, mas, talvez seja.

Sinto-te distante,
Onde estás?
Procuro-te incessantemente.
Fruto caramelizado,
Rebuçado de morango,
Colar de pérolas,
Chá de jasmim,
Pedra de âmbar e rubi.

Procuro-te assim,
Por vales e montanhas,
Por terra e por mar,
Por céu e por chamar.

Vem ter comigo,
Trás o brilho do teu olhar,
Pega na minha mão,
Ensina-me a voar.

Leva-me daqui,
Para lá do horizonte,
Passeia-me no teu dorso,
Envolve-me com o teu carinho,
Mima-me e acaricia-me,
Estou frágil!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Despir


Os meus olhos abrem e fecham,
Pestanejam e voltam a pestanejar,
O meu coração bate e rebate,
Bate um pouco mais e, volta a bater.

A minha cabeça lateja saturada,
Estou cansada, sinto-me zonza,
Hoje, o dia longo que para mim foi noite,
Deixou-me completamente devastada.

Sinto vontade de fechar os olhos por uns segundos,
Sem que eles voltem a abrir tão depressa,
Sinto vontade de cometer uma proeza,
Sinto vontade de esculpir a minha mente.

Preciso de paz,
Sinto-me revoltada,
Mas,
Serei eu a culpada,
De tanta revolução?!

Às duas por três, já nem sei de nada,
Escuro, sombrio, cabisbaixo,
O sol teimou em se esconder,
E o sorriso, não se quis mostrar.

Estou sem jeito,
Incompreendida por mim,
Alheia de tudo à minha volta,
Desejosa que chegue o amanhã.

Apetece-me largar tudo,
Roupa, chinelas, bijutaria,
Soltar o cabelo apanhado num rabicho,
Destruir a maquilhagem.

Sentada no sofá, a ver TV,
Enrolada numa manta,
Bebendo um chá de cidreira ou camomila,
Ou simplesmente, dormitar,
Ignorar o pesadelo que é a realidade,
Despir de preconceitos e mágoas,
Nua de máscaras e demónios,
Somente eu e o sussurrar da brisa lá fora.

segunda-feira, 2 de julho de 2012



Naquela noite senti um arrepio a percorrer-me a espinha. O coração palpitava no seu arfar acelerado e a respiração aumentava a cada segundo. Esperava incessantemente por notícias tuas... queria voltar a sentir-te de perto como dantes. Olhei vezes sem conta para a porta, que ia e vinha consoante a brisa leve que o vento soprava na sua direcção. Queria sair por aquela porta e ir ao teu encontro, mas num impasse questionei-me se tu estarias disposto a receber-me junto a ti. (Quis) Desisti(r). Não queria alimentar mais aqueles devaneios  que me tomaram por louca e me fizeram correr atrás de alguém que me desiludiu constantemente, mas ao mesmo tempo... queria-te. O meu coração desafiava-me a lutar por ti, ele queria ter-te por perto e sentia a tua falta, mas, eu sabia que isso estava errado e que por mais que eu corresse para te alcançar, isso nunca seria suficiente para chegar a ti, porque tu não eras mais senão uma ilusão... e por mais que eu quisesse ter-te comigo, a razão iria sempre separar-nos... pois tu nunca aceitarias viver (n)uma loucura. Afinal, quem estava errada era eu... (n)uma loucura era o mundo em que eu vivia antes de te conhecer, porque a partir do momento em que te conheci, eu aprendi a amar!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

FÉRIAS + RESULTADO CNL


O dia começou longo, infelizmente não consegui passar à final porque a prova da semi-final ia ao encontro dos mais meticulosos pormenores e, tendo em conta as obras (3) e os temas das mesmas não era assim tão fácil... No entanto, sabem que mais?! Dei o meu melhor e tenho consciências que fiz o que tinha a fazer e representei o melhor que pude o meu distrito: COIMBRA! Deste dia vou guardar uma experiência cansativa mas MUIIIIIITO gratificante! Adorei o convívio com todas aquelas pessoas (especialmente com as meninas e o menino da minha bancada e também com a representante do secundário). Adorei conhecer a malta do Norte (destaco Viana do Castelo e Braga) que eram simplesmente um espectáculo. Valeu muito a pena por tudo mas especialmente pelas novas amizades e porque é bom fugir à rotina e aprender coisas novas... Para o ano tento a minha sorte outra vez :) 
Ah.... e agora, estou oficialmente de FÉRIAS (:

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CNL 2012 e TUMBLR

Oláááááá!
Parece que estamos outra vez com azar, as temperaturas voltaram de descer! Aqui só para nós, para dizer a verdade, hoje nem me importo que não esteja tempo de praia/piscina, se assim fosse, com que disposição é que eu ia passar o meu dia enfiada em casa a preparar as últimas coisas para o concurso?! Pois é, é já amanhã que vou representar o distrito de Coimbra na semi-final + final do Concurso Nacional de Leitura 2012. Não vos tenho dado muita atenção, é certo, mas é por uma boa causa e... vejam as coisas pelo lado positivo: Amanhã à noite já estou livre e de FÉRIAS! Aí já vou poder estar por aqui mais vezes e publicar com mais frequência!
Por hoje, deixo-vos apenas com este pequeno post, logo que possa, volto para vos encher de novidades e outros miminhos...
Ah! Ontem tivemos visitas de um novo país Americano... México! Esperemos voltar a ter visitas deste país.
Até ao meu regresso podem sempre passar pelo meu tumblr para ver coisitas fofinhas! Aqui fica o endereço: http://let-me-dream-again.tumblr.com/  
Beijocas,
Ana.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

14 aninhos!



Faltam menos de 2 horas para fazer 14 aninhos! O tempo passa a correr e ainda agora faltava tanto para os meus anos e já é amanhã!
Desculpem-me a preguiça, mas, sendo que esta semana tem sido passada a ler e a trabalhar para o CNL 2012 (Concurso Nacional de Leitura), amanhã vou descansar e a repor energias, que também mereço! Um mergulho na piscina e uma tardinha acompanhada por quem eu gosto!
Beijocas

Princesa


Sinto-me feliz...
"Princesa", chamam por mim,
tenho de ir, cantando e sorrindo,
vou caminhando assim.

Por estes vales, agora encantados,
Por debaixo deste sol tão intenso,
Cantarolando estas palavras tão doces,
Uma rosa neste mundo imenso.

Sinto-me mais bela e radiante,
mais poderosa, mais eu.
Sinto que estou imparável,
como alguém que renasceu.

Princesinha encantada,
murmura por vales e montanhas,
cantarolando fascinada,
escondendo suas façanhas.

A tristeza abalou de mim,
foi e não voltou,
deixei-a ir assim,
e ela não regressou.

A chuva já caiu,
com ela a dor,
que de mim fugiu,
como um desastre de amor.

Os pingos de chuva salpicaram meu vestido,
o vermelho manchado de azul e o branco de encarnado,
agora estava exposto o meu eu, o vestido manchado
e o que restava do colar de pérolas estilhaçado.

O chá de jasmim caiu ao chão,
a rosa abriu, as pétalas soltaram-se,
o pássaro voou da minha mão,
as rimas esgotaram-se !

Mais um dia solarengo,
de felicidade ambulante,
de sorrisos verdadeiros,
imaginação mirabolante.

domingo, 24 de junho de 2012

Apaixoná-mo-nos!

Um dia, sem querer, apaixonei-me.
Era um moço alto, magrinho,
De cabelos castanhos e olhos cor de caramelo.
O brilho dos olhos dele era contagiante,
E o seu sorriso rasgado de orelha a orelha,
Fazia-me sorrir também.

Quando o conheci,
Era tímido e acanhado,
Mas, só depois entendi,
Que o “caso” era mais complicado.

Passámos dias e dias de provocações,
Parecia-mos cão e gato, sempre desencontrados,
Mas, depois de tantos furacões,
Ninguém diria que acabaríamos apaixonados.