terça-feira, 22 de maio de 2012

Felicidade - mais perto do que julgamos


Às vezes procuramos felicidade longe de nós, através de sonhos altruístas e de amores platónicos, não percebemos que a felicidade que tanto procuramos pode estar mesmo ao nosso lado. O ser humano tornou-se num dos seres mais complexos a habitar o mundo, não é por acaso que somos tão imaturos ao ponto de até destruirmos a nossa própria casa (perspectiva universal - Terra), assim sendo, porque não haveríamos nós de ser cruéis ao ponto de destruir quem nos rodeia e até mesmo de impedir a nossa própria felicidade?! O importante é que acima de tudo estejamos dispostos a chegar mais longe e a ver para lá da nossa periferia, porque por vezes a nossa concha prende-nos a nós mesmos e não nos deixa libertar para o exterior. (re)Agir é algo que só depende de nós, a liberdade começa em nós, na nossa vontade de a ter, na nossa vontade de nos afirmarmos e na nossa responsabilidade para a termos. Não basta querer, é preciso concretizar e para isso, é preciso saber avaliar e discernir, fazer opções, mas acima de tudo ter consciência das consequências dos nossos actos, por vezes irreflectidos e tendo em conta os meios que utilizamos. Apesar disto tudo, não se inibam de serem felizes, vão, procurem a vossa felicidade, o que voz faz bem, o que vos provoca um sorriso ou um brilho no olhar, mas antes de partirem, olhem em vosso redor e percebam primeiro o que têm à vossa volta, porque por vezes o que desejamos e o que precisamos para encontrar a nossa felicidade está bem perto de nós, mas não vemos, pois a nossa ambição só nos deixa ver para lá do que nos rodeia. Vão, lutem, marquem a vossa diferença e construam a vossa personalidade, façam o que tem de ser feito, para que um dia quando os olhos se fecharem em jeito de descanso, o coração para de bater devagarinho, mas de forma a que esses últimos segundos ainda cheguem para que possam dizer "CARAMBA, FUI FELIZ!".

sábado, 19 de maio de 2012

Pensamento do dia :)


Há coisas que nos tornam mais fortes, que nos fazem repensar, que nos mostram o quanto vale a pena lutar, há coisas simples capazes de tornar um dia monótono num dia especial, há pessoas que com gestos simples fazem com que nos sintamos felizes, há pequenas palavras que fazem magia e pequenos sussurros que nos fazem relembrar aquelas pessoas que dependem de nós para sorrir... há ainda pequenos sorrisos que nos fazem sorrir também e gargalhadas que nos fazem libertar!
Já pensaste que há alguém que pode estar a precisar do teu sorriso para sorrir também?! :)


sexta-feira, 18 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

"Diário de Filipa: Peças de Um Puzzle" - Apresentação em Góis

Acabadinha de chegar da " XVI Semana das Artes e das Leituras Góis", depois de muitos livros vendidos, muitos autógrafos, muita conversa e muitas perguntas respondidas. Gostei muito desta tarde em Góis acompanhada pelos elementos da Câmara Municipal, da Escola de Góis e muitos alunos de 2º e 3º ciclo. Apesar dos 36º que se fizeram sentir, valeu a pena :)






domingo, 13 de maio de 2012

Príncipes e Princesas


Sonho contigo uma e outra vez, os olhares repetem-se, mas em cada um deles há um brilho diferente. As minhas utopias não são filmes onde os príncipes e as princesas vivem felizes para sempre, nem sequer novelas onde ele e ela são perfeitos um para o outro, os meus sonhos são passagens adormecidas de mim aconchegada em ti, tu fazes-me voar e não preciso de ser perfeita, porque tu me fazes sentir perfeita mesmo não o sendo. Fazes-me sentir segura de quem sou e acreditar que um príncipe não precisa de ser encantado para fazer alguém sentir-se uma princesa. São sonhos assim que me fazem acreditar num mundo menos fantasioso mas igualmente belo e com uma outra vantagem: toda esta utopia pode virar realidade, se assim quisermos.                                                                                                                         Bom Domingo para todos :)



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Amanhecer

Descobri-te no amanhecer,
naquela manhã acordaste comigo,
envolto num lençol de gelo,
que quebrei ao beijar-te.
Aprendi a ler o teu rosto no silêncio,              
a desmistificar os teus olhares,
a seguir os teus sinais.

Foi assim que,
Nua de preconceitos,
num mundo só nosso,
me entreguei a ti,
como se cada beijo fosse o último,
e o amanhã não existisse!

E...
Neste mundo,
Nestes instantes,
Fui feliz.


sábado, 5 de maio de 2012

Ups! Tenho andado desaparecida! Custa-me muito não vir tantas vezes ao blogue quantas queria e deveria, mas realmente o tempo não dá para mais e tenho andado bastante cansada!
Amanhã é dia da mãe e por mais que ache que estas coisas do dia disto e daquilo são algo ingratas, são datas bonitas...

Mãe...

Da ternura do teu rosto colhi flores,
vindas dum jardim plantado de alegria,
e no teu olhar naveguei,
como se dum céu de recortes se tratasse.

De mãos dadas contigo eu cresci,
na segurança de ser amada,
e de aos poucos, aprender a amar.

E o teu carinho de veludo,
afagando-me os cabelos,
e sorrindo docemente,
fica gravado em mim.

Assim, MÃE é a palavra mais bela,
não fosses tu aquela,
que sofreu e cuidou de mim.

Gosto muito de ti!


quarta-feira, 2 de maio de 2012

‎"(...) Não quero saber do que ela possa vir a pensar, vou contar-lhe. Somos amigas e sei que ela vai compreender o que lhe vou contar e, de certo vai saber aconselhar-me.
- Fico ansiosa à espera da tua visita! Fazes-me falta aqui. Sinto a falta de uma menina desejosa por caramelo para me fazer miminhos e para ouvir as minhas histórias mirabolantes e as minhas aventuras tolas. 
Tentei levantar a ponta do véu e dar-lhe a entender que estava a precisar de desabafar e de libertar algumas das minhas dúvidas. Ela não é nenhum exper, nem nenhuma entendida na matéria, apenas é uma boa amiga e as boas amigas funcionam também como boas conselheiras e boas ouvintes. Acho que ela entendeu o meu pedido de “ajuda” momentânea.
- Oh Emilie… - hesitou durante dois segundos (aposto que tinha ficado a pensar que o assunto derivava de algo amoroso) – sabes que podes contar sempre comigo e que apesar da distância estarei sempre disponível para ti! – sei que sim, caso contrário nem sequer teria arriscado ligar-lhe às 23h08 da noite."

in "Onde está o amor?!" ♥
(o romance que me está a transportar para outro mundo e que eu queria muito publicar ainda este ano) :)

terça-feira, 1 de maio de 2012


"Estou naquela fase em que deixei de me importar se as pessoas gostam ou não daquilo que eu sou e comecei a importar-me mais com aquilo que eu acho e gosto. Talvez daí me tenha tornado uma pessoa tão directa e com poucas papas na língua. A Pam (Pamela), a minha melhor amiga que está em Londres, costuma dizer que eu sou uma caixinha de surpresas porque o meu humor é muito inconstante e estou sempre a pregar-lhe partidas. A Pam é uma pessoa muito especial para mim e que eu nunca quero perder. É sem dúvida a pessoa que melhor me conhece e compreende e também aquela com que eu me sinto perfeitamente à vontade para falar. Conhecia quando tinha sete anos, em Beverly Hills (Califórnia), onde ambas nascemos. A Pam é super simpática e divertida e, adora caramelo! "

in "Onde está o amor?!" ♥

(próximo livro da minha autoria :)

sábado, 28 de abril de 2012

Mundos paralelos



Outrora desaparecida, estou de volta ao ciclo da vida,
Aquele onde constam dias felizes e dias tristes,
O ciclo sôfrego que me faz duvidar do que sou,
Que me oprime de mim e me faz sentir saudade.

Ciclo inconstante e imerso em lençol de cetim, 
Onde as andorinhas dançam e os rouxinóis cantam,
Onde a Lua se ri para o Sol e a noite parece embalar,
Lençol de recordações manchado a carvão.

Mundo este onde crianças têm rosto de anjo,
E numa tela infinita pintada de palavras e expressões,
Esvoaçam pássaros com asas de poema,
E homens que lançam maldições.

É um mundo de cores, amores e desamores,
É o infinito pintado de palavras e luar,
Uma tela cheia de nada ou de um tudo invisível,
Versos de terra com letras a germinar.


quarta-feira, 25 de abril de 2012




25-04-2012 a 02-05-2012 

"A liberdade começa em nós, e no nosso desejo de nos libertarmos."

Não fosse hoje dia 25 de Abril, um dia que ficou assinalado na nossa história como um ponto de viragem. Acima de tudo acho que a liberdade não depende só do que nos deixam ou não fazer, ou do que fazemos sem prestar contas a ninguém. Em nós também é preciso haver liberdade, para nos expressar-mos, para nos dar-mos aos outros, para expelirmos o que nos mantém presos dentro de nós. É preciso que nos permitamos sonhar, ir mais além, é preciso que façamos de nós pessoas com horizontes e não nos obriguemos a viver dentro de uma redoma de vidro sem saída. É preciso que nos concedamos a liberdade para sermos felizes. A liberdade também é uma escolha. Dentre disto há atitudes que escravizam e outras que libertam... As atitudes que escravizam são aquelas que alguém toma e que como consequência retiram a liberdade de outras pessoas, obrigando-as a abdicar da sua liberdade de escolher o caminho que querem seguir, mas, também quando nos deixamos levar por maus caminhos. O individualismo, que nos trás a solidão, o egoísmo (querer tudo só para nós), o ódio, a revolta, a mentira, o pecado, e os vícios, são coisas que nos escravizam porque nos levam à melancolia e nos desviam do caminho da felicidade, tirando-nos a liberdade que possuímos para sermos felizes e procurarmos o bem. Já o amor, o conhecimento, o discernimento, a responsabilidade, são coisas que nos libertam, levam-nos a rejeitar o mal e a procurar o bem. 

Se eu e as pessoas da minha idade somos livres?

Na minha opinião, as pessoas da minha idade são livres (apesar de haver exceções). A liberdade é um desafio que teremos de encarar a vida toda, bem como aprender a usar a nossa liberdade sem que afetemos a liberdade dos que nos rodeiem e antes pelo contrário, ajudá-los a libertarem-se. Temos a capacidade de optar, mas sabemos que as nossas opções têm consequências… Temos amor para dar e, como a meu ver as crianças são dos seres mais puros, temos o nosso coração revestido de carinho, alegria, e esperança, pondo de parte a tristeza, o ódio, a revolta e todo esse conjunto de coisas que nos escraviza, corrói e magoa. Mas, seremos mais livres ao procurarmos liberdade para os outros.

segunda-feira, 23 de abril de 2012



Diário de Coimbra, 21-04-2012
"Jovem de 13 anos é a autora do "Diário de Filipa"

A qualidade não é das melhores, mas enfim... conta a intenção.

O que diz no "corpo da mensagem" é o seguinte:
"Ana Filipa Batista, de 13 anos, aluna do 8º ano do Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache, alcançou o primeiro lugar da Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura (3º ciclo), cuja eliminatória decorreu no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, na passada quarta-feira. 
Após uma prova escrita em que participaram os representantes das escolas do distrito de Coimbra, Ana Filipa foi apurada com outros cinco participantes para a prova de argumentação, leitura e declamação, com os resultados finais a darem-lhe a vitória. A estudante do 3º ciclo terá agora de prestar provas em Lisboa na final nacional do concurso, com os representantes dos vários distritos.
«Leitora assídua e apaixonada, encantou o júri com a sua capacidade de comunicação», lê-se numa nota do colégio, com a jovem a elogiar esta iniciativa do Plano Nacional de Leitura. Autora do livro "Diário de Filipa", a jovem dinamiza ainda, desde 2010, o blogue "Poesia a Brincar".

sábado, 21 de abril de 2012

Olá! Bem, hoje madruguei e nada melhor do que vir logo pela manhã até ao blogue e constatar que ontem fomos visitados por uns quantos países, que bom!
E que tal se começássemos logo de manhã por responder a mais uma pergunta de um leitor?! Vamos a isso...
Está "no ar" a rubrica...



Desta vez, a pergunta escolhida chega-nos de Sintra, e foi-me enviada por uma menina de 13 anos, a Andreia Cardoso, a quem desde já quero agradecer a colaboração nesta rubrica. Aqui está o seu e-mail...

"Olá Ana Filipa. Tenho 13 anos, sou de Sintra e chamo-me Andreia Cardoso. Sou uma leitora constante do teu blogue e fico muito feliz por saber que ganhaste a fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura. Gostava de saber como consegues manter-te sempre tão positiva e como consegues sempre ter essa coragem para seguir em frente e chegares aos teus objectivos. Espero a tua resposta. Beijinhos."

- Olá querida Andreia! Fico muitíssimo feliz por responder à tua questão! Obrigada por visitares o blogue e pelas tuas palavras no e-mail que, como já vem sendo habitual, me deixam muito contente e orgulhosa. 
Nem sempre é fácil manter-me positiva, apesar de não parecer, sou uma pessoa bastante negativista, embora esse negativismo se manifeste, na sua maioria, em relação a mim própria e nos meus pensamentos. Acho que temos de acreditar que é possível, temos de ter sempre presente uma réstia de esperança, embora tenhamos de ter sempre muito cuidado com as desilusões e ilusões que por vezes se atravessam no nosso caminho. O ideal é sempre procurar um ponto de equilíbrio. 
Também tenho problemas, aliás, por vezes publico coisas menos alegres, é normal... a vida não são só sorrisos e alegrias, também existem problemas e dias menos felizes, eu não sou excepção.  Apesar de tudo, acredito sempre que é possível, acredito na nossa força interior, acredito que somos capazes e que temos sempre forças onde menos esperamos. Por isso transmito tantas vezes esta mensagem de esperança, força, coragem... e sei que muitas vezes quem me lê se sente encorajado, mas essa coragem não parte de mim, mas sim de cada um de vós, só sirvo para vos lembrar que a têm e que a devem utilizar. É assim a minha perspectiva... é assim que, apesar de todos os problemas e tristezas, de todas as desavenças, me preparo para erguer a cabeça, seguir em frente e... sorrir!
Espero ter-te esclarecido,
Beijinhos, Ana Filipa. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Concurso Nacional de Leitura 2012


Hoje foi um dia "em cheio", o blogue contou com visitas de Portugal, do Brasil, dos Estados Unidos da América, da Bélgica, da Alemanha e da Suécia :)

Além disto... fui concorrer para a fase distrital do Concurso Nacional de leitura, na Figueira da Foz... A aventura começou ás 11h15 e prolongou-se até às 22h00. E sabem que mais?! GANHEI! Fiquei em 1º lugar do distrito de Coimbra e agora vou à fase final em Lisboa, cuja data ainda não está definida.
Logo que possa, amanhã talvez, coloco algumas fotos deste maravilhoso dia!
Beijinhos... agora, vou descansar :)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Para descontrair do stress semanal...

Ontem, estava eu e a minha mãe no fórum quando de repente...
Eu digo: Oh mãe, já sei o que quero de prenda de anos... Adivinha!!!
Mãe: Não sei! 
Eu: Por mais que tentes não vais adivinhar :)
Mãe: Então diz lá!
Eu: Então é assim... eu quero... um PAPAGAIO!
Mãe: Um papagaio??! :O
Eu: Oh mãe... sim, um papagaio, ó menos sempre tenho alguém que me ouça sem se queixar e que me faça companhia...
Mãe: e quanto é que isso custa?
Eu: Sei lá, uns 100 €, mas não te preocupes que eu vou ver na net!

...
Horas depois, já em casa, enquanto procuro papagaios na internet e apercebo-me que com muita sorte um papagaio não fica em menos de 500€ / 650€.
Como se já não bastasse esta desilusão, depois de contar tudo à minha melhor amiga ela vira-se para mim e diz:
- Se calhar é melhor comprares um macaco! XD



P.S.: História 100% verdadeira...
Quero mesmo um papagaio :)


segunda-feira, 16 de abril de 2012




16-04-2012 a 23-04-2012 

"A distância não faz com que me esqueça de ti, ela apenas aumenta a minha ansiedade em te ter por perto outra vez."


Acho que todos concordamos que a distância, seja ela curta ou comprida, não trás esquecimento, na maior parte dos casos ela encobre o passado e, possibilita-nos fingir que o esquecemos, mas ele está lá. O ser humano é dotado de instintos e impulsos e por vezes tentamos encobrir aquilo que não nos convém que seja exposto, os nossos sentimentos, por exemplo. Ontem, passei a tarde entregue à leitura, e uma das maiores conclusões que tirei foi que por vezes, procuramos sair da nossa zona de conforto na tentativa de mostrar-mos aos outros que somos fortes, quando na verdade só temos que o provar a nós mesmos, temos de ser nós os primeiros a acreditar nisso! Enquanto lia "Os livros que devoraram o meu pai" (um livro de Afonso Cruz), pude constatar que  existem alturas da nosso vida em que, ao tentar-mos diminuir o nosso sentimento de culpa, ferimos as outras pessoas e revela-mo-nos quem não somos. Umas das personagens deste livro, dotada por impulso momentâneo, foi culpada por duas mortes totalmente infundadas, depois de algum tempo presa ela percebeu o mal que tinha feito e o sentimento de culpa era tal que ele já nem conseguia dormir. É então que esta personagem toma a atitude mais (im)previsível da sua vida: começar a matar pessoas sem qualquer razão. Sabem porquê? Porque quando algo na nossa vida se torna banal, deixa de ser importante para nós, deixa de nos pesar... era assim que pensava Raskolnikov, até se aperceber que o que estava a fazer só iria piorar a sua consciência... Acho que não vale a pena dizer mais nada, o melhor é cada um reflectir e chegar às suas próprias conclusões.

domingo, 15 de abril de 2012




A pergunta de hoje chega-nos da Capital Europeia da Juventude, Braga, e o seu autor é o João Paulo Dias, a quem, desde já agradeço a colaboração nesta rubrica.
Ora, vejamos a questão:

"Olá Ana. Escrevo-te de Braga e chamo-me João Paulo Dias. Vi esta rubrica no teu blogue (que já sigo à algum tempo) e aproveito para te colocar a minha questão, que é a seguinte: Como costumas organizar a tua rotina para conseguires actualizar o blogue frequentemente?! É difícil gerir um blogue já há dois anos?!"

- Olá João! É um prazer responder à tua questão e, começo por dizer que nem sempre é fácil gerir tudo, mas, como eu costumo dizer, com boa vontade, tudo se consegue. Infelizmente, não consigo actualizar o blogue diariamente, nem tantas vezes como desejo, mas faço os possíveis para não estar mais de três dias sem o actualizar. Às vezes levanto-me quinze minutos mais cedo e venho actualizar o blogue, outra vezes deito-me quinze minutos mais tarde, e, quando tenho mais tempo livre, guardo numa pasta alguns materiais para próximas actualizações e quando tenho menos tempo recorro lá. Não se pode considerar algo "difícil", mas às vezes implica uma boa gestão de tempo e de prioridades e além disso é importante não desiludir os leitores, que neste caso não estão limitados só a Portugal mas um pouco por todo o mundo. Aqui não costuma haver muitos comentários, mas no e-mail dos blogue costumo receber vários comentários de pessoas que me "lêem" e que querem dar os "parabéns" ou então querem saber mais sobre mim e o meu livro, e isso acaba por ser muito gratificante. 
Obrigada pela questão. 
Beijinhos, Ana Filipa. 
Os separadores "Sugestões de Leitura" e "Agenda" já se encontram actualizados!
Mais logo, poderão ver respondida mais uma questão, desta vez a pergunta semanal chega-nos de Braga (Capital Europeia da Juventude), e o responsável pela pergunta é o João Paulo Dias.
Amanhã poderão ver também actualizado o separador "Frase da Semana".
Até logo... :)

sábado, 14 de abril de 2012

Eternamente em mim

Penso em ti,
como se estivesses aqui,
os teus olhos brilham,
o teu olhar fascina-me.

Sinto saudades,
Mas assim aconteceu,
O amor de verdade, esse,
Ainda não morreu.

Ficaste comigo no coração,
E de ti lembro doçura,
Rosto sensível, de afeição,
Nostalgia que perdura.

Silêncio calmo de um sorriso,
Telepatia de um olhar,
O adeus e o até já,
A vontade de te abraçar.

É grande a minha saudade,
Desde que te vi partir,
Mas, sabes... amo sentir saudade,
Na verdade, ela faz a distância diminuir.

O teu último olhar, acompanha-me,
o teu sorriso fortalece-me,
o carinho que tenho por ti, permanece.

Na verdade, estamos apenas distantes,
um dia, vamos encontrar-nos,
nesse dia, vou poder abraçar-te,
num abraço que anseio desde que partiste...

Acredito no amor,
Enquanto ele existir, há vida,
Assim sendo,
Estarás sempre viva no meu coração!

---> Ensinaste-me a ler o carinho do teu olhar e de ti guardo as mais variadas memórias, partiste há 5 meses e parece que já foi há tanto tempo... mas, todos os dias me lembro de ti... fazes-me falta, faz-me falta o teu sorriso... mas, quero acreditar que no dia em que nos reencontrar-mos toda a dor vai passar :) 



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Olá :) 
Por enquanto vou fazer uma paragem na história da Maria, mas logo que consiga, deixo-vos o final, ainda faltam umas II ou III partes para acabar a história completa :)
Sabem... a noite passada tive um sonho, mas desta vez não foi só mais um sonho, nem um sonho sem pés nem cabeça, e não querem lá ver que daí surgiu inspiração para um novo livro... Ainda não posso adiantar nada, porque eu própria não sei como se vão desenrolar as coisas, mas nas férias de Verão vou iniciar um novo projecto, além do que estou a escrever agora "Onde está o amor?!", que ainda não está nem a meio! 
Vou dando notícias e... já sabem que serão sempre os primeiros a saber todas as novidades!
Beijinhos,
Ana.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Maria, A menina que via para lá das estrelas - Parte III



Quanto ao rei João, a tristeza lia-se-lhe no olhar cabisbaixo. As palavras amargas, fruto do enorme desgosto que sentia, foram surgindo, e Irina não escapou às sentenças cruéis a que o pai tinha exposto toda a corte. Se a revolta era grande, agora, mais do que nunca, era praticamente impossível suportar tudo o que a rodeava. A dor que sentia já era, só por si, algo devastador, mas, mais devastador ainda era ouvir as baboseiras frias que o pai teimava em descarregar a torto e a direito, fosse em cima de quem fosse. Estava a sofrer, ela sabia disso, mas, ela também estava a sofrer, muito, e quem a poderia ajudar? Ninguém! Com o pai num estado de pura angústia, sem a mãe, e ainda por cima filha única, estava por sua conta e risco, no entanto, não podia fugir, não podia libertar-se agora e deixar o pai nas mãos alheias que o iriam levar, muito provavelmente, à doença, ou quem sabe, até mesmo à morte…
Irina não teve uma adolescência fácil! A vida às vezes é matreira e, para Irina, foi até mesmo, bastante injusta. A falta do carinho da mãe, a falta das conversas “femininas” que mãe e filha tinham de quando em quando, os porquês que ainda estavam por responder, as dúvidas, as incertezas próprias da idade, os desejos ou até mesmo a sede de liberdade que por mais que fosse parecia tardar. Irina sentia-se a desesperar, a cada dia que passava era mais difícil manter-se ali, hirta, fazendo de conta que tudo estava bem. O sorriso estava cada vez mais desvanecido e a alma cada vez mais distorcida por mil e uma coisas, algumas delas verdadeiras complicações, crises passageiras pelas quais todos os adolescentes passam (sem excepção). Aprender a lidar com a dor é, só por si um enorme obstáculo, duro de ultrapassar. O tempo abre umas feridas e cura outras, é como que um ciclo giratório simples ao qual nós nunca nos iremos habituar, por mais que o façamos irá sempre causar impacto.
Se me perguntarem se Irina era feliz naquela altura, responder-vos-ia que talvez ela não fosse feliz, talvez ainda não tivesse maturidade suficiente para lidar com os pequenos e grandes desastres que a vida já lhe proporcionou, talvez ainda não passasse de uma pequena aspirante a princesa, jovem, solteira, com um coração imenso mas, sem dono.
Certo dia, Irina, domada pelo desespero, decide sair de casa e ir ao encontro da tão desejada liberdade que havia procurado durante anos mas, sempre sem sucesso. Fugir seria um acto que muitos considerariam inconsciente. Talvez fosse, ou talvez não. Ela sabia que este acto, inconsciente ou não, lhe traria consequências, aliás como todos os nossos actos, mas, a grande questão era: Estaria ela disposta a arcar com as consequências de tal acto?! Talvez sim, talvez não, mas, ainda era muito cedo para se saber a resposta correcta a esta pergunta.
Arrumou um monte de roupas numa mala velha, empoeirada há muito pelas habituais teias de aranha do sótão, juntou algumas peças de valor para ela e despediu-se daquele quarto gigante que já conhecia de cor e salteado. Agora estava entregue ao destino, sobreviver era um dos obstáculos, saber como sobreviver era a meta que ela teria de alcançar para um dia conseguir ser aquilo que sempre ambicionou ser, FELIZ!
Preparou uma corda feita de lençóis, amarrou-a à ponta da cama, atirou as suas coisas pela janela do quarto (que ficava nas traseiras do castelo) e, desceu por ali abaixo, pronto para dar um novo rumo à sua vida. Corajosa não?! É claro que o medo a assombrava, iria ter de ultrapassar muitos dos pavores que foi desenvolvendo ao longo dos tempos, agora só dela dependia a sua vida, só ela poderia descobrir o que era certo e errado, só ela tinha o poder de decisão, mas, não seria ela a única a sofrer as consequências! Depois da fuga, esgueirou-se pelo bosque. O medo aterrorizava-a, mas, o que fazia dela uma pessoa corajosa não era não ter medo, era o facto de ela ter medo e de o crer combater, isso sim é a verdadeira coragem.
O rei João só se apercebeu do sucedido horas depois. Tal como seria de esperar, o pânico apoderou-se dele e, quase de imediato ordenou aos seus guardas que fosses procurar filha, a última pessoa que ele esperava que o abandonasse.
Irina entranhou-se por entre bosques e clareiras e, nunca mais ninguém a viu. Passaram-se dias, meses, anos, o rei estava velho e já sem esperança de voltar a ver a sua filha antes de partir. Possivelmente Irina não pensava voltar. O trono e a realeza nunca foram nada que a fascinasse, sempre se preocupou em ser ela própria, em respeitar todos os que a respeitavam, em viver uma vida pacata, desvalorizando sempre os bens materiais e dando muita importância aos sentimentos que a iam confrontando.
O rei João, que entretanto falecera, havia deixado escrito no seu testamento que, apesar de tudo o que Irina lhe fez, e do imenso desgosto que lhe causou ao fugir, naquela noite de Verão, os seus bens ficariam entregues a ela e que, se um dia ela quisesse voltar ao castelo, as portas estariam sempre abertas e o seu quarto sempre pronto para a receber. 


Continua...

sábado, 7 de abril de 2012

Mensagem Pascal


      

Não vou alongar-me muito, porque creio que cabe a todos a reflexão individual desta época que será certamente muito para lá das amêndoas e dos ovos de chocolate (que sabem tão bem!). A Páscoa é um momento de purificação, cheio de simbolismo. Independentemente das tradições diversas por todo o país, celebramos todos o mesmo acontecimento, a Ressurreição de Cristo, depois da sua morte e crucificação.
Purifiquemos os nossos corações de toda a mágoa e tristeza, dando assim lugar à alegria e ao convívio que nos ajudam a enfrentar os problemas e a seguir em frente.
Desejo a todos uma óptima Páscoa, e sim... deliciem-se com as amêndoas e os ovos de chocolate, mas não comam muitos para não estragar a silhueta (ehehe).