segunda-feira, 16 de abril de 2012




16-04-2012 a 23-04-2012 

"A distância não faz com que me esqueça de ti, ela apenas aumenta a minha ansiedade em te ter por perto outra vez."


Acho que todos concordamos que a distância, seja ela curta ou comprida, não trás esquecimento, na maior parte dos casos ela encobre o passado e, possibilita-nos fingir que o esquecemos, mas ele está lá. O ser humano é dotado de instintos e impulsos e por vezes tentamos encobrir aquilo que não nos convém que seja exposto, os nossos sentimentos, por exemplo. Ontem, passei a tarde entregue à leitura, e uma das maiores conclusões que tirei foi que por vezes, procuramos sair da nossa zona de conforto na tentativa de mostrar-mos aos outros que somos fortes, quando na verdade só temos que o provar a nós mesmos, temos de ser nós os primeiros a acreditar nisso! Enquanto lia "Os livros que devoraram o meu pai" (um livro de Afonso Cruz), pude constatar que  existem alturas da nosso vida em que, ao tentar-mos diminuir o nosso sentimento de culpa, ferimos as outras pessoas e revela-mo-nos quem não somos. Umas das personagens deste livro, dotada por impulso momentâneo, foi culpada por duas mortes totalmente infundadas, depois de algum tempo presa ela percebeu o mal que tinha feito e o sentimento de culpa era tal que ele já nem conseguia dormir. É então que esta personagem toma a atitude mais (im)previsível da sua vida: começar a matar pessoas sem qualquer razão. Sabem porquê? Porque quando algo na nossa vida se torna banal, deixa de ser importante para nós, deixa de nos pesar... era assim que pensava Raskolnikov, até se aperceber que o que estava a fazer só iria piorar a sua consciência... Acho que não vale a pena dizer mais nada, o melhor é cada um reflectir e chegar às suas próprias conclusões.

domingo, 15 de abril de 2012




A pergunta de hoje chega-nos da Capital Europeia da Juventude, Braga, e o seu autor é o João Paulo Dias, a quem, desde já agradeço a colaboração nesta rubrica.
Ora, vejamos a questão:

"Olá Ana. Escrevo-te de Braga e chamo-me João Paulo Dias. Vi esta rubrica no teu blogue (que já sigo à algum tempo) e aproveito para te colocar a minha questão, que é a seguinte: Como costumas organizar a tua rotina para conseguires actualizar o blogue frequentemente?! É difícil gerir um blogue já há dois anos?!"

- Olá João! É um prazer responder à tua questão e, começo por dizer que nem sempre é fácil gerir tudo, mas, como eu costumo dizer, com boa vontade, tudo se consegue. Infelizmente, não consigo actualizar o blogue diariamente, nem tantas vezes como desejo, mas faço os possíveis para não estar mais de três dias sem o actualizar. Às vezes levanto-me quinze minutos mais cedo e venho actualizar o blogue, outra vezes deito-me quinze minutos mais tarde, e, quando tenho mais tempo livre, guardo numa pasta alguns materiais para próximas actualizações e quando tenho menos tempo recorro lá. Não se pode considerar algo "difícil", mas às vezes implica uma boa gestão de tempo e de prioridades e além disso é importante não desiludir os leitores, que neste caso não estão limitados só a Portugal mas um pouco por todo o mundo. Aqui não costuma haver muitos comentários, mas no e-mail dos blogue costumo receber vários comentários de pessoas que me "lêem" e que querem dar os "parabéns" ou então querem saber mais sobre mim e o meu livro, e isso acaba por ser muito gratificante. 
Obrigada pela questão. 
Beijinhos, Ana Filipa. 
Os separadores "Sugestões de Leitura" e "Agenda" já se encontram actualizados!
Mais logo, poderão ver respondida mais uma questão, desta vez a pergunta semanal chega-nos de Braga (Capital Europeia da Juventude), e o responsável pela pergunta é o João Paulo Dias.
Amanhã poderão ver também actualizado o separador "Frase da Semana".
Até logo... :)

sábado, 14 de abril de 2012

Eternamente em mim

Penso em ti,
como se estivesses aqui,
os teus olhos brilham,
o teu olhar fascina-me.

Sinto saudades,
Mas assim aconteceu,
O amor de verdade, esse,
Ainda não morreu.

Ficaste comigo no coração,
E de ti lembro doçura,
Rosto sensível, de afeição,
Nostalgia que perdura.

Silêncio calmo de um sorriso,
Telepatia de um olhar,
O adeus e o até já,
A vontade de te abraçar.

É grande a minha saudade,
Desde que te vi partir,
Mas, sabes... amo sentir saudade,
Na verdade, ela faz a distância diminuir.

O teu último olhar, acompanha-me,
o teu sorriso fortalece-me,
o carinho que tenho por ti, permanece.

Na verdade, estamos apenas distantes,
um dia, vamos encontrar-nos,
nesse dia, vou poder abraçar-te,
num abraço que anseio desde que partiste...

Acredito no amor,
Enquanto ele existir, há vida,
Assim sendo,
Estarás sempre viva no meu coração!

---> Ensinaste-me a ler o carinho do teu olhar e de ti guardo as mais variadas memórias, partiste há 5 meses e parece que já foi há tanto tempo... mas, todos os dias me lembro de ti... fazes-me falta, faz-me falta o teu sorriso... mas, quero acreditar que no dia em que nos reencontrar-mos toda a dor vai passar :) 



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Olá :) 
Por enquanto vou fazer uma paragem na história da Maria, mas logo que consiga, deixo-vos o final, ainda faltam umas II ou III partes para acabar a história completa :)
Sabem... a noite passada tive um sonho, mas desta vez não foi só mais um sonho, nem um sonho sem pés nem cabeça, e não querem lá ver que daí surgiu inspiração para um novo livro... Ainda não posso adiantar nada, porque eu própria não sei como se vão desenrolar as coisas, mas nas férias de Verão vou iniciar um novo projecto, além do que estou a escrever agora "Onde está o amor?!", que ainda não está nem a meio! 
Vou dando notícias e... já sabem que serão sempre os primeiros a saber todas as novidades!
Beijinhos,
Ana.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Maria, A menina que via para lá das estrelas - Parte III



Quanto ao rei João, a tristeza lia-se-lhe no olhar cabisbaixo. As palavras amargas, fruto do enorme desgosto que sentia, foram surgindo, e Irina não escapou às sentenças cruéis a que o pai tinha exposto toda a corte. Se a revolta era grande, agora, mais do que nunca, era praticamente impossível suportar tudo o que a rodeava. A dor que sentia já era, só por si, algo devastador, mas, mais devastador ainda era ouvir as baboseiras frias que o pai teimava em descarregar a torto e a direito, fosse em cima de quem fosse. Estava a sofrer, ela sabia disso, mas, ela também estava a sofrer, muito, e quem a poderia ajudar? Ninguém! Com o pai num estado de pura angústia, sem a mãe, e ainda por cima filha única, estava por sua conta e risco, no entanto, não podia fugir, não podia libertar-se agora e deixar o pai nas mãos alheias que o iriam levar, muito provavelmente, à doença, ou quem sabe, até mesmo à morte…
Irina não teve uma adolescência fácil! A vida às vezes é matreira e, para Irina, foi até mesmo, bastante injusta. A falta do carinho da mãe, a falta das conversas “femininas” que mãe e filha tinham de quando em quando, os porquês que ainda estavam por responder, as dúvidas, as incertezas próprias da idade, os desejos ou até mesmo a sede de liberdade que por mais que fosse parecia tardar. Irina sentia-se a desesperar, a cada dia que passava era mais difícil manter-se ali, hirta, fazendo de conta que tudo estava bem. O sorriso estava cada vez mais desvanecido e a alma cada vez mais distorcida por mil e uma coisas, algumas delas verdadeiras complicações, crises passageiras pelas quais todos os adolescentes passam (sem excepção). Aprender a lidar com a dor é, só por si um enorme obstáculo, duro de ultrapassar. O tempo abre umas feridas e cura outras, é como que um ciclo giratório simples ao qual nós nunca nos iremos habituar, por mais que o façamos irá sempre causar impacto.
Se me perguntarem se Irina era feliz naquela altura, responder-vos-ia que talvez ela não fosse feliz, talvez ainda não tivesse maturidade suficiente para lidar com os pequenos e grandes desastres que a vida já lhe proporcionou, talvez ainda não passasse de uma pequena aspirante a princesa, jovem, solteira, com um coração imenso mas, sem dono.
Certo dia, Irina, domada pelo desespero, decide sair de casa e ir ao encontro da tão desejada liberdade que havia procurado durante anos mas, sempre sem sucesso. Fugir seria um acto que muitos considerariam inconsciente. Talvez fosse, ou talvez não. Ela sabia que este acto, inconsciente ou não, lhe traria consequências, aliás como todos os nossos actos, mas, a grande questão era: Estaria ela disposta a arcar com as consequências de tal acto?! Talvez sim, talvez não, mas, ainda era muito cedo para se saber a resposta correcta a esta pergunta.
Arrumou um monte de roupas numa mala velha, empoeirada há muito pelas habituais teias de aranha do sótão, juntou algumas peças de valor para ela e despediu-se daquele quarto gigante que já conhecia de cor e salteado. Agora estava entregue ao destino, sobreviver era um dos obstáculos, saber como sobreviver era a meta que ela teria de alcançar para um dia conseguir ser aquilo que sempre ambicionou ser, FELIZ!
Preparou uma corda feita de lençóis, amarrou-a à ponta da cama, atirou as suas coisas pela janela do quarto (que ficava nas traseiras do castelo) e, desceu por ali abaixo, pronto para dar um novo rumo à sua vida. Corajosa não?! É claro que o medo a assombrava, iria ter de ultrapassar muitos dos pavores que foi desenvolvendo ao longo dos tempos, agora só dela dependia a sua vida, só ela poderia descobrir o que era certo e errado, só ela tinha o poder de decisão, mas, não seria ela a única a sofrer as consequências! Depois da fuga, esgueirou-se pelo bosque. O medo aterrorizava-a, mas, o que fazia dela uma pessoa corajosa não era não ter medo, era o facto de ela ter medo e de o crer combater, isso sim é a verdadeira coragem.
O rei João só se apercebeu do sucedido horas depois. Tal como seria de esperar, o pânico apoderou-se dele e, quase de imediato ordenou aos seus guardas que fosses procurar filha, a última pessoa que ele esperava que o abandonasse.
Irina entranhou-se por entre bosques e clareiras e, nunca mais ninguém a viu. Passaram-se dias, meses, anos, o rei estava velho e já sem esperança de voltar a ver a sua filha antes de partir. Possivelmente Irina não pensava voltar. O trono e a realeza nunca foram nada que a fascinasse, sempre se preocupou em ser ela própria, em respeitar todos os que a respeitavam, em viver uma vida pacata, desvalorizando sempre os bens materiais e dando muita importância aos sentimentos que a iam confrontando.
O rei João, que entretanto falecera, havia deixado escrito no seu testamento que, apesar de tudo o que Irina lhe fez, e do imenso desgosto que lhe causou ao fugir, naquela noite de Verão, os seus bens ficariam entregues a ela e que, se um dia ela quisesse voltar ao castelo, as portas estariam sempre abertas e o seu quarto sempre pronto para a receber. 


Continua...

sábado, 7 de abril de 2012

Mensagem Pascal


      

Não vou alongar-me muito, porque creio que cabe a todos a reflexão individual desta época que será certamente muito para lá das amêndoas e dos ovos de chocolate (que sabem tão bem!). A Páscoa é um momento de purificação, cheio de simbolismo. Independentemente das tradições diversas por todo o país, celebramos todos o mesmo acontecimento, a Ressurreição de Cristo, depois da sua morte e crucificação.
Purifiquemos os nossos corações de toda a mágoa e tristeza, dando assim lugar à alegria e ao convívio que nos ajudam a enfrentar os problemas e a seguir em frente.
Desejo a todos uma óptima Páscoa, e sim... deliciem-se com as amêndoas e os ovos de chocolate, mas não comam muitos para não estragar a silhueta (ehehe).



Faço uma pequena interrupção na história da Maria, para vos apresentar a frase desta semana... mais logo, passo por cá para vos deixar a minha mensagem Pascal, mas desde já vos desejo a todos uma excelente Páscoa, com muitas amêndoas, mas acima de tudo muito amor e carinho, muita paz e saúde :)

07-04-2012 a 15-04-2012 

“Há coisas que o coração não esquece, apenas se mostra disposto a aceitar...”

Se me perguntarem se me esqueci de todas as vezes que já me chateei, irei que responder-vos que apenas algumas o tempo apagou, porque há sempre as que ficam e que fazem moça, que deixam marca, que magoam e que se tornam impossíveis de esquecer. Se perguntarem agora se sou rancorosa, digo-vos que não, não guardo rancor, o tempo passou e por mais que erros e chatices tenham ficado gravadas do passado, de nada vale guardar-lhes ódio, mas vale aceitá-las como passado, por mais que saibamos que nunca as esqueceremos. Aceita-mo-las porque não vale a pena viver inconformado, fosse a inconformidade fazer o tempo voltar atrás e demolir todos os erros, todos os pecados e todas a chatices que já vivi e cometi, seria então a pessoa mais inconformada à face da Terra, mas ao revés disso, revolta trás tristeza, faz-nos pessoas solitárias, torna-nos infelizes...
Ninguém nos pede para esquecer, porque há coisas que o tempo não leva e sorriso não apaga, mas são essas mesmas coisas que o tempo pode disfarçar e um sorriso pode enfrentar, mesmo tendo elas acontecido, podemos-lhes fazer face e seguir em frente, guardá-las num baú e deixá-las por lá ficar.
Mostre-mo-nos dispostos a seguir um caminho de felicidade e assim, fortalecidos, venceremos tudo o que nos magoou ou magoa, tudo o que nos aterroriza, enfim, dos fantasmas que outrora nos venceram.

(ATUALIZADO também no separador "Frase da Semana")

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maria, A menina que via para lá das estrelas - Parte II


João era então o actual rei, casado com Isabel (a rainha) através de um acordo entre famílias, há cerca de duas décadas atrás, era um rei fiel à sua pequena grande aldeia, onde todos os habitantes lhe tinham muito respeito e grande consideração. Não era o género de rei mau, tipo aqueles das histórias com seres fantásticos e sobrenaturais. O rei João era um rei dedicado ao povo, àqueles que precisavam. Amava Isabel, provavelmente aprendeu a amá-la com o tempo. Casaram muito novos, as suas famílias conheciam-se já há algum tempo mas, João e Isabel apenas se conheceram no dia do casamento que as suas famílias lhes haviam aprontado. Desconhecidos natos, sem qualquer tipo de sentimento em comum e um pouco envergonhados, viram-se obrigados a cumprir com aquilo que alguém tinha decidido por eles, ser o seu futuro. Tiveram de aprender a conhecer-se, a viver uma vida em comum, a respeitar-se (principalmente nas suas diferenças), a amar-se, ainda que não fosse a tarefa mais fácil. Mas, agora Isabel estava doente e o rei nada mais podia fazer do que continuar ao seu lado e garantir que nada lhe faltava, nomeadamente todos os remédios e regalias. Não queria perdê-la, sabia que ela lhe fazia falta, sabia que precisava dela para o ajudar a cuidar e educar a filha, a princesa Irina, que era ainda tão nova. Uma menina deslumbrante, ingénua, inofensiva, desprotegida… enfim, uma menina que ainda não sabia distinguir o bem do mal e, a quem nunca faltou com nada.
Talvez essa opressão, esse cuidado imenso e infundado em proteger Irina, a tenham impedido de voar, de alargar os seus horizontes e de conhecer melhor o mundo que a rodeava e que, apesar de algo perigoso, também era muito belo e digno de ser apreciado. Ao crer protegê-la, o rei João acabou por aprisioná-la, num mundo pequenino e limitado, sem espaço suficiente para ser feliz. Irina acabou por crescer oprimida entre horizontes fechados, desconhecida de um mundo enorme, na consciência imatura e na ilusão causada pelo desejo de querer conhecer mais do que aquilo que sempre lhe fora possível. Sonhar era a sua maior arma, a melhor forma de se abstrair da prisão que sentia, o melhor modo de se sentir livre daquele mundo rotineiro que já conhecia de cor e salteado. Precisava de mais, sonhar não bastava, precisava de saber se os seus sonhos correspondiam realmente à verdade ou se, pelo contrário não passavam disso, de sonhos sonhados por uma jovem princesa deslumbrante de que todos ouviam falar mas que tão poucos conheciam…
A rainha Isabel sobreviveu à peste e manteve-se no trono durante mais alguns anos mas, não podia desdizer o rei João, apesar de compreender o sofrimento da filha e de compreender que ela precisasse de conhecer melhor o mundo à sua volta, nada podia fazer para que isso fosse possível, o rei era quem sempre tinha a primeira e a última palavra e, por mais que quisesse, não podia contrariá-lo nem tão pouco aconselhar a filha a desobedecê-lo.
Resignadas aos seus pequenos horizontes, aos seus mundinhos ilusionistas, mãe e filha viveram sempre sobre o controlo de um marido e de um pai preocupado, cuidadoso, mas que nunca as deixou conhecer os verdadeiros prazeres da vida.
Irina cresceu, mas, à medida que os anos aumentavam, aumentava também a sua curiosidade e revolta por nunca ter conhecido bem aquilo que a rodeava e que a poderia fazer muito feliz.
Revoltada com a ideia do pai sempre a ter protegido tanto e nunca a ter deixado ser quem realmente devia e queria ser, Irina estava profundamente determinada a impor-se e a impedir que alguém, excepto ela, mandasse na sua vida (ainda muito imatura e irresponsável).
Queria fugir, queria sair daquele castelo enorme onde a tinham feito viver dia e noite durante imenso tempo, tempo demasiado. Estava na hora de seguir o seu próprio rumo, de aprender às custas dos seus erros, de ser alguém com vontades próprias, de seguir os seus instintos, estava na hora de ser feliz!
A rainha, que entretanto falecera, deixou saudades, especialmente em Irina. Mais do que uma rainha, Isabel era mãe, uma mãe doce e orgulhosa, uma mãe que apenas queria a felicidade da filha e que, por mais que a quisesse ajudar a concretizar essa felicidade, não podia. Talvez tenha morrido com a mágoa de ter deixado a filha sozinha, entregue a um pai que tudo fazia para a proteger mas que, mesmo sem se aperceber a estava a impedir de seguir o futuro feliz que tanto desejava. Um pai dócil, simpático, mas, teimoso demais para permitir que os demais se intrometessem na educação da sua filha, excluindo quaisquer conselhos que viessem de fora. Isabel foi, para Irina, um apoio. Ela sabia que a mãe nada podia fazer em seu benefício, mas, o carinho reconfortante com que sempre a tratou, a forma terna como lhe afagava as lágrimas, o sorriso contagiante e o orgulho imenso que não deixavam dúvidas, faziam de Isabel uma mãe exemplar. Foi da boca dela que Irina ouviu os maiores elogios, os maiores incentivos. Como poderia ela esquecer a pessoa que a trouxe ao mundo, ainda que por vezes já tivesse desejado que tal nunca tivesse acontecido, Irina sabia que, com o falecimento da mãe, uma parte dela também iria murchar, talvez agora a força e a garra com que todos os dias acordava, já não fossem as mesmas, talvez agora o sorriso se desvanecesse mais facilmente o brilho no olhar se tornasse quase despercebido. Talvez agora que estava sozinha não conseguisse resistir ao sufoco que era aquelas quatro paredes, aquele quarto escuro onde passou metade da sua vida, dias e noites a fio, sempre sonhando, sempre encorajada por uma pessoa que agora já só poderia fazer parte do seu álbum de recortes, da sua memória, da sua história, Isabel.

Continua...
P.S.: Estão a gostar??

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Maria, A menina que via para lá das estrelas

Olá! Hoje deixo-vos uma pequena história que tenho vindo a escrever, reparei que as mini-séries postadas anteriormente no blogue tiveram muito sucesso e por isso decidi dar-vos a conhecer está história que ando a escrever, ainda não está acabada, mas já tem umas boas páginas... Espero que gostem e, não se esqueçam de deixar os vossos comentários!


Maria, A menina que via para lá das estrelas
Parte I

Há muitos, muitos anos atrás, fomos encontrar, num lugar algures situado no mapa, uma aldeia onde tudo era mágico e simplesmente belo…
Certo dia, nasceu nessa aldeia tão mágica e maravilhosa, uma menina muito, muito especial, a Maria. Tinha longos cabelos doirados, reluzentes como ouro, e pequenos olhos redondos, cor de caramelo. Uma boca pequenina, de lábios vermelhos e dentes esbranquiçados. Tão esbelta que seria, possivelmente, uma boa candidata a princesa.
Acabada de nascer no seio de uma família muito pobre, Maria estava destinada a um futuro madrasto, tal como havia acontecido com as suas duas irmãs Joana de apenas doze anos, e Sara, de quatorze anos.
Desde muito cedo que Joana, a irmã de Maria, fora obrigada a trabalhar para poder comer o único pão que lhe estava destinado por dia, bem como Sara, a irmã mais velha que trabalhava todos os dias de sol-a-sol, para garantir o bem-estar de Joana e agora de Maria, o mais recente membro da família. Gordinha e anafada, sempre bem-disposta e muito sorridente, Joana era assim, um dos poucos pilares da família. No que toca a Sara, sempre pronta a trabalhar e com um sentido de humor indiscutível, sempre fora habituada a trabalhar para garantir a sua sobrevivência.
Mas bem, a família de Maria não era uma família qualquer, nem tão pouco igual às outras, era uma família, também ela, muito, muito especial e invulgar. O pai de Maria, um homem alto, sério, sem ponta de sentido de humor ou até mesmo, compaixão, foi obrigada a trabalhar desde muito cedo, talvez por isso agora obrigue também as suas filhas a fazê-lo. Depois de uma infância sofrida, o rapaz pobre que havia ficado órfão logo após completar nove anos de idade, conhece uma das jovens mais belas e conceituadas de toda a aldeia mágica, Irina, uma bela jovem princesa. Nascida em berço de oiro, no conforto de uma corte endinheirada e muito invejada por todos, Irina era uma jovem adolescente muito despreocupada com tudo à sua volta. Simpática, de cabelos compridos e vestes curtas, era a rapariga com que todos sonhavam, mas, que só um jovem muito digno poderia ter.
Naquela altura, estaríamos nós por volta do ano 1900, toda a corte se questionava sobre o fim da tão cobiçada princesa que um dia seria coroada rainha, a rainha mais perfeita que alguma vez já havia ocupado o trono. Os cochichos ouviam-se por toda a parte, e em toda a corte se vivia um ambiente místico, rígido, irónico, mas ao mesmo tempo calmo e agradável…
Acontece que, a então actual rainha, mãe de Irina, havia adoecido há uns tempos atrás. Especulava-se por toda a corte que ela estaria muitíssimo doente e que até já delirava com tanta febre. Mandaram abençoá-la, fizeram-se rezas e mesinhas, mas, não havia melhoras. Estaria a rainha afectada pela doença mais antiga de todos os tempos, a peste?!
- Será que vai morrer?! – perguntavam todos aqueles que  conheciam o estado de saúde da rainha.
 Seria, segundo dizem, a segunda vez que uma rainha adoecia com a tão dolorosa peste que ao longo dos anos matou milhares e milhares de pessoas. Será que a aldeia estaria prestes a ser abalroada por uma nova onda de peste, que levaria novamente imensas pessoas à morte (incluindo a rainha)?!

Continua...

segunda-feira, 2 de abril de 2012


És…
INSUBESTITUÍVEL, INCONFUNDÍVEL, INFANTIL,
AMIGO, CARINHOSO, PREGUIÇOSO, TÍMIDO,
MISTERIOSO, INSTÁVEL, ATENTO, SORRIDENTE,  
SIMPÁTICO, IRREVERENTE, INSENSATO, INJUSTO,
 ESPECIAL, ÚNICO, TOLERANTE, ESPONTÂNEO, DE-
SAFIADOR, ALEGRE, IMAGINATIVO, CIÚMENTO,
PROFUNDO, DISTANTE, IMPULSIVO, ENVERGO-
NHADO, PATETA, CURIOSO, AGITADO, NERVOSO,
DESORGANIZADO, MANIPULADOR, MENTIROSO,
ALDRABÃO, SOLITÁRIO, INGÉNUO, EXCÊNTRICO,
RESSENTIDO, VICIANTE, INDIFERENTE, INOCENTE,
INTERESSANTE, CONQUISTADOR, INFLUENCIÁVEL,
EMOTIVO, CORAJOSO, INABALÁVEL, SUPERFICIAL,
HUMANO!

domingo, 1 de abril de 2012

Por louca me descobri

Onde estás? 
Para onde foste refugiar-te?
Certamente para longe,
Porque há muito que te procuro,
e nunca te encontro!

Porque partiste sem regresso?
Porque me deixas-te aqui, assim?!
Sabias que sem ti ia doer,
e que somente ficaria o vazio.

Deixaste-me em prova,
entregue à pressão de não te ter,
às lágrimas que caíram por entre o rosto,
à escuridão que me impedia de seguir caminho.

Eu tentei, não digas que não,
mas eu não sou tão forte quanto julgam,
eu também quebro, sou frágil...

Num momento em que te julguei um abrigo,
partiste na noite e deixaste-me desamparada.
Na chuva vi pingos de tristeza e solidão,
e no chão, salpicos de angústia congelada pelo frio.

Tive dó de mim, lastimável mulher,
gritei, chamei por socorro, 
ninguém veio em meu auxílio,
senão a loucura, por essa, não esperava.

Entreguei-me a cargo dela e o tempo passou,
aos poucos, tornei-me desconhecida de mim,
mas tudo o que queria, era esquecer-me de ti...

Não reclames se voltares e eu não estiver,
não te arrependas porque sofri,
não eras quem julgava, traíste-me,
no fundo destruíste o meu passado,
mas não o farás no meu futuro.

sexta-feira, 30 de março de 2012


Por vezes é importante termos alguém por perto que nos chame à razão, que nos faça perceber o que está certo e o que está errado, que nos ajude a decidir, a optar pelo caminho da felicidade, que nos mostre que vale a pena lutar e que é possível alcançar a felicidade. Às vezes temos medo de assumir que estamos tristes, como se a tristeza fosse algo invulgar que não podemos demonstrar, mas aprendi que isso não é solução. Guardar as coisas só para nós só nos prejudica, leva-nos a situações de corrosão interior e desgasta-nos. Os amigos são tão importantes nestas alturas... e é precisamente aqui que notamos com quem podemos contar e que percebemos em quem podemos confiar verdadeiramente. De vez em quando acabamos por ser reconfortados por pessoas que não esperávamos mas que, lá no fundo se preocupam connosco e... não se esqueçam que as pessoas tem formas diferentes de se expressar e de manifestar os seus sentimentos. Ontem tive um dia espectacular junto de um grupo de amigos e dois professores que coordenam o nosso grupo. É um grupo de solidariedade, mas também de partilha e reflexão e ontem percebi como é importante termos pessoas à nossa volta com quem falar. Ontem vimos também um filme intitulado "Black Swan", traduzindo "Cisne Negro". É um filme espantoso, mas mais espantosas ainda são as lições que podemos retirar de toda esta trama. Só para que tenham uma pequena noção do que estou a falar, deixo-vos a síntese do filme.

"Nina (Natalie Portman) é uma garota delicada e ingênua, uma das melhores bailarinas da sua companhia de ballet, comandada por Thomas Leroy (Vincent Cassel). A sua relação com a mãe, uma ex-bailarina que desistiu do seu sonho ao ficar grávida, é totalmente baseada nessa sua ingenuidade - motivo pelo qual é tratada como se tivesse doze anos.
Até que um dia, Thomas chega com a novidade de que a temporada de clássicos do ano vai começar com uma nova versão de O Lago dos Cisnes, feita por ele. Nina quer esse papel mais do que tudo na sua vida, mas quando percebe que o papel vai para Veronica (Ksenia Solo), uma outra bailarina, começa a enlouquecer e vai tirar satisfações com Thomas, que diz que ela seria perfeita para o doce Cisne Branco, mas que ela não conseguiria fazer o audacioso Cisne Negro. Nina acaba por convencer Thomas e começa, então, esforçar-se nos ensaios para ficar perfeita para o grande dia.
Mas... Como nem tudo é perfeito, Lily (Mila Kunis) chega à companhia de ballet. Lily é sensual, usa drogas, tem tatuagens mas nem por isso deixa de ser uma excelente bailarina, perfeita tanto para o Cisne Negro quanto para o Cisne Branco.




A partir desse momento, a paranóia de Nina começa a fazer parte da sua vida. O medo de perder o papel a qualquer momento para Lily e o medo de não conseguir mostrar a verdadeira essência do Cisne Negro, fazem Nina dividir-se em duas personalidades distintas: O seu "eu" normal, tão parecido com o Cisne Branco, e seu alter-ego movido pela luxúria, o Cisne Negro. Com essas mudanças, Nina começa a ter sérios problemas psicológicos, ver as coisas diferentes do que elas realmente são, ter ilusões e sonhos envolvendo tudo e todos à sua volta, o que pode ser ótimo ao interpretar O Lago dos Cisnes, mas pode acabar com a sua vida."


Tenho a certeza que irão gostar do filme... uma grande lição de vida, a ambição pela perfeição que acaba por levar uma pessoa a auto-mutilar-se e a fazer coisas que uma pessoa de perfeito juízo nunca faria. O ideal é mesmo ver para crer... É uma boa sugestão para o fim-de-semana, a propósito, tenham um óptimo fim-de-semana! 
E com esta me despeço, até um novo post :)


quinta-feira, 29 de março de 2012



28.03.2012 a 04.04.2012

"Se fosse possível voltar atrás, só mudaria o dia em que me deixaste... "

 Esta frase da semana remonta às saudades que sinto de alguém muito especial. Fez esta semana quatro meses que partiu, mas no meu coração, continua presente... o olhar doce e a quentura das suas mãos prevalecem em mim, a memória do adeus é apenas um até já, enquanto que a lembrança do seu sorriso me faz sorrir também... Não quero ser egoísta ao ponto de querer tanto que estivesse aqui e ignorar o que estava a sofrer, sei que chegou a hora dela descansar, um descanso merecido... A saudade continua a ser uma constante, mas ao contrário do que as outras pessoas acham, não me deixou um vazio mas sim muita força e coragem, amor e carinho, um novo olhar sobre este buraco negro que tantos temem. Sei que nos vamos encontrar um dia, esse dia vai ser tão lindo, vai ser tão bom reencontrá-la outra vez e poder ver de perto o seu sorriso, porque sei que está a sorrir para mim, tanto quanto sei que me ama. Faz-me falta, percebi que ela era realmente importante, ainda mais do que eu julgava. Tenho saudades dos seus abraços, dos seus olhos tão brilhantes, da sua presença... Não vou pedir que ela olhe por mim, sei que o está a fazer, continuo a sentir o amor dela no meu coração, continuo a sentir que me ama, espero que o sentimento seja reciproco e que ela sinta o mesmo. Admito, ela está em vantagem: pode ver-me e eu estou limitada às lembranças, às recordações. Esteja ou não para breve o nosso encontro, vou fazer de tudo para não a desiludir e para que se orgulhe de mim, porque no nosso reencontro vou querer que ela me conte tudo o que achou do muito ou pouco tempo que estivemos separadas... nesse dia, vou sorrir para ela e dizer-lhe que, quando lhe disse que gostava muito dela, não foi em vão. Ainda só passaram quatro meses e parece que já foi há mais de um ano... tenho saudades! Prometo que vou continuar a ser forte, não vou desistir, vou lutar até onde tiver de ser, vou fazer de tudo para nunca a desapontar, e espero que ela saiba sempre que a amo, e que acredito que o amor supera tudo, até tão grande distância. Continuarei a relembrá-la, sempre... porque ela faz parte de mim, fará sempre, e ela sabe!
Quero também que ela saiba que não vale nunca a pena ela chorar por mim, porque sempre que eu estiver em baixo, vou conseguir levantar-me e seguir em frente, vou lembrar-me de toda a força que ela teve e transformá-la em força minha. Amá-la-ei sempre e, se pudesse voltar atrás, voltaria ao dia em que me deixou e substitui-a-o simplesmente por um abraço apertado, daqueles que só ela sabia dar, daqueles que nos reconfortam e nos enchem de força para vencer tudo o que nos oprime.

segunda-feira, 26 de março de 2012



É bom ver que aderiram em peso a esta rubrica e que, felizmente há pessoas que têm curiosidade em me conhecer melhor, bem como ao meu livro.
A pergunta desta semana foi-me feita via Facebook, pelo João Cruz, da Suíça. Eis a questão:

"O que é preciso para editar o livro? O que fizeste para conseguir editar o teu livro? "

- Olá João! Editar um livro não é "pêra doce", editar pela primeira vez muito menos! É preciso ser muito persistente e acreditar que somos capazes, caso contrário torna-se ainda mais difícil. Há editoras que levam semanas até responder, há outras que nunca chegam a responder, mas o truque é nunca desistir e continuar a entrar em contacto com outras editoras, aqui, a internet é fundamental, porque nos permite ter acesso a um monte de informações e contactos que, de outra forma seriam muito mais difíceis de conseguir. Ora, depois de dar por terminado o livro e de lhe ter feito todas as correcções que achava serem necessárias, fiz um duplicado do documento e passei-o para formato PDF, depois disto, pesquisei durante alguns dias contactos de editoras e procurei também os contactos daquelas que conheço melhor e que mais se ouvem falar. Após conseguir juntar todos os contactos, elaborei um pequeno texto onde me apresentava e logo de seguida referia   o motivo de os estar a contactar e quais os temas abordados no livro. Depois foi necessário esperar  e ter muita paciência, recebi algumas respostas de várias editoras (umas chegaram mais cedo do que outras) e depois fui pedindo minutas de contratos para poder analisar quais as melhores propostas. Uma das coisas para que me mentalizei logo foi para o facto de poder não obter nenhuma resposta ou das respostas que obtivesse serem todas negativas, mas, felizmente obtive várias respostas e nenhuma delas negativa. Aparentemente parece fácil, mas, o mais difícil é a altura de comparar contratos, uns são melhores nisto, outros são melhores naquilo, é difícil analisar todos os pós e contras e chegar a um que seja equilibrado. Acabei por chegar a um consenso e escolher a editora "Lugar da Palavra". 
Espero ter conseguido ser suficientemente esclarecedora.
Obrigada. Beijinhos, Ana Filipa. 

sexta-feira, 23 de março de 2012


Depois de uma semana em que andei "desaparecida", estou de volta! Não podia ficar mais feliz ao regressar ao blogue e constatar que, para além dos países que nos costumam visitar regularmente, hoje tive visitas de um novo país, Japão. Pois é, fui visitada de Tokyo... que bom!
Esta semana andei ao rubro e, apesar de ser a última semana de aulas fui uma semana de muito stress.
No Sábado passado estive na Bertrand do Dolce Vita de Coimbra a falar um pouco sobre mim e sobre o meu livro e parece que as pessoas gostaram, porque muita gente comprou o livro, o que (claro) me deixa radiante. Andei a semana toda entretida a escrever uma tese sobre o tema "Poupança" para a fase distrital do concurso "Entrepalavras" promovido pelo Jornal de Notícas, que tinha de escrever até dia 22 de Março, uma vez que a data de entrega das teses era até dia 23 de Março e não gosto de deixar tudo para a última. Sendo este um tema tão abordado hoje em dia, foi fácil desenvolver o tema, o mais difícil foi mesmo conseguir fazê-lo de modo a ter em conta as várias classes sociais, sem ofender ninguém e incluindo casos variados, apresentando também conselhos, opiniões, dicas, factos e argumentos. Enfim, o resultado final foi uma tese com 12 páginas.
Foi também uma semana de grande ansiedade, em quase todas as aulas recebi os últimos testes do período, decisivos para as notas finais. Confesso que estou satisfeita com o resultado, apesar de achar que posso sempre fazer melhor, os resultados vão ser muito bons. Pelas minhas contas e previsões, irei ter 5 a nove disciplinas e 4 a quatro disciplinas (F.Q., Ed. Física, Francês e Matemática), sendo que destes, pelo menos o 4 de Matemática é completamente possível de subir para 5 porque está lá muito perto :) Mais um período de trabalho.
Amanhã prometo que actualizarei os separadores "frase da semana", "sugestões de leitura" e ainda irei esclarecer mais uma questão na rubrica "Pontas soltas".
É tudo... mas só por agora!



quinta-feira, 22 de março de 2012

Às vezes é difícil rompermos com o passado. Esquecer aqueles que foram bons para nós e que com o seu jeito nos marcaram. Aqueles que nos deram carinho nas horas necessárias, aqueles que nos reconfortaram e nos disseram que apesar de tudo, estavam lá para nós. Na verdade, não precisamos de os esquecer, por vezes só precisamos de os guardar no nosso coração e pensar que novos amigos surgirão, uns melhores que outros, mas os verdadeiros, eles estão lá sempre para quando tu precisares ou simplesmente vão mas continuam preocupados contigo e reaparecem quando precisas deles... quanto aos que foram e nunca mais deram sinal de si, se realmente gostam de ti, hão-de voltar! 



quarta-feira, 21 de março de 2012

?!


Virei-me para trás a fim de sair daquele sítio escuro e sombrio que não conhecia como sendo agradável. A porta aberta atrás de mim, fechou. Estava trancada no meio daquele sítio indiscutivelmente triste e aborrecido. O passado trancou-me entre quatro portas de presente. Qual deverei escolher? Qual será o melhor caminho a seguir?
Olhei em meu redor. As paredes negras daquela sala fechada, tinham penduradas fotografias de tempos passados. De repente, como por magia, o vento soprou por uma janela entreaberta, as pequenas fotografias emolduradas trepidaram ao longo da parede. Uma caiu, outra partiu-se a meio, restaram duas. Na primeira, estava a sorrir, na segunda, estava a chorar.
Virei-me de novo para trás, não queria estar ali, não queria ser confrontada com aquele sítio penoso que nada revelava acerca de mim.
A sala estava iluminada por pequenos candeeiros foscos, metade deles corroídos pelo tempo. Enquanto lá estive, alguns fundiram, foram poucos os que resistiram, mas, aqueles que ficaram serão, sem margem para dúvidas, aqueles que virão a indicar-me a porta certa a abrir, que irão iluminar-me e multiplicar-se.
Olhei mais uma vez fixamente para o extremo oposto da sala, sem um só suspiro, sem um único arrepio, fitei cada ponto daquela sala quadrada que temia vir a ser um grande enigma para mim.
Apeteceu-me fugir, gritar por socorro, mas, estava trancada! Agora, só resta uma alternativa: debater-me neste compartimento, lutar com todas as minhas forças por encontrar a porta certa. Depois disso, abri-la e viver aquilo que estiver guardado para mim. Será com certeza uma grande aventura! 

sábado, 17 de março de 2012

Sentimentos

Não te conheço senão pelo teu olhar,
os teus olhos são miragem,
doce, leve, tranquila.

As tuas palavras, para mim não existem,
é como se alguém tas tivesse roubado,
e levado para tão longe,
que nunca as ouvi!

O teu sorriso contagia-me,
ainda que sejam poucas as vezes que sorris,
vale a pena esperar para te ver sorrir,
porque o teu sorriso traz-me a paz.

Lembro-me de te tocar,
de ter-mos ficado os dois suspensos,
sem saber o que fazer, sem saber o que dizer,
ou para onde fugir para esconder o embaraço.

Nunca percebi este sentimento,
mas ele existiu e ficou no meu coração guardado,
ainda que tenha forçado o esquecimento, de nada valeu,
apesar de vagas as palavras, o teu olhar marcou-me,
e o teu sorriso fez-me prisioneira.

Não foram precisas palavras,
nem sequer promessas,
tens algo de diferente que atrai,
algo de especial que me faz gostar de ti, apenas pelo que és!

sexta-feira, 16 de março de 2012



Olá, olá! Esta semana fui das semanas mais exaustivas que já tive, todos os dias a levantar-me super cedo, montes de testes e avaliações e carradas de matéria para estudar... enfim, não vale a pena queixar-me, é o que nos está destinado!
A semana passou-se muito atarefada, mas ao mesmo tempo com pena de não puder vir aqui mais vezes e com a nostalgia de dias mais calminhos sem tanto que fazer. 
Pelo que já estive a ver na caixa de correio do e-mail do blogue, esta semana temos novas perguntas para a rubrica "pontas soltas", a actualizar hoje ou amanhã. Fico feliz por receber e-mails de pessoas que apesar de não me conhecerem dizem que através do meu blogue e até do meu livro têm ganho coragem, força e esperança, pessoas que me dizem que as ajudei a ver as coisas de uma forma mais nítida e sorridente e pessoas que me dão os parabéns por ser quem sou. Não consigo resistir... estou orgulhosa de mim e do trabalho que juntos (eu e quem me visita) temos conseguido desenvolver. Espero poder continuar a contar com a vossa visita permanente aqui no blogue, com os vossos e-mails e comentários, e acima de tudo espero continuar a fazer sorrir mais gente!
Sejam felizes, e nunca abdiquem do que vos faz bem :)



quarta-feira, 14 de março de 2012

Uma coisa é o que nós dizemos, outra é o que nós sentimos e, outra ainda é o fazemos!

Num rápido desvio ao estudo, aproveitei para passar por aqui, para partilhar convosco a frase que marcou o meu dia!
Acordei bastante cedo e tive teste de História (que correu muito bem), amanhã tenho teste de Ciências que espero que gorra muito bem também!
Neste dia tão solarengo, pelo menos por aqui, a frase que mais se destacou foi: Uma coisa é o que nós dizemos, outra é o que nós sentimos e, outra ainda é o fazemos!
Já repararam como estas três coisas mudam todo o contexto de uma vida, de uma rotina?! 



Naquele dia em que te vi,
O meu mundo parou,
O meu olhar congelou,
Com vontade de te abraçar.

Sentimento invulgar,
Anomalia alheia,
Pular singelo de um coração,
Agora, talvez, apaixonado também.

A tua doçura fez-me parar,
Ignorar o que estava em meu redor,
Mirar-te fixamente, como alguém especial.
Os teus olhos enfeitiçaram-me e o teu sorriso, derreteu-me.

Eras diferente,
Talvez os teus olhos brilhassem mais,
Talvez a tua boca fosse traçada a outro lápis,
Talvez os meus olhos te quisessem ver de outra forma.

Imparcial aos ruídos absortos, continuei a mirar-te,
Naquele momento, tudo ficou imóvel, mudo, surdo,
Simplesmente tudo parou, eu mirava-te,
Como se o amanhã não mais existisse e tu,
Com teus olhos doces me olhavas,
Como rouxinol que se preparava para cantar.

Mais uns minutos de contra-olhares e,
o sangue que corria no meu corpo, estagnou,
estava fascinada, rendida a ti,
um desconhecido encantado que,
por momentos me fez sentir algo invulgar.


terça-feira, 13 de março de 2012

Novidades :P


Seria mentira se dissesse que não tenho novidades, esta semana está a correr a mil à hora, com muitas novidades, umas boas outras menos boas, mas é essa a lei da vida!
Além de muitos testes e de muitos afazeres, tem sido uma semana positiva, mas que não me deixa muito tempo para vos poder escrever, pelo menos tanto quanto queria e o que queria...
Esta semana (re)descobri algo muito bom e está a ser uma semana bastante emotiva, também!
Amanhã tenho teste de História... o que significa que tenho mesmo de ir estudar!
Logo que possa, dou novidades,
beijinhos,
Ana.

segunda-feira, 12 de março de 2012




12.03.2012 a 18.03.2012

"Promessas são eternas desilusões! "
 Uma desilusão é das  coisas mais comuns e naturais que um ser-humano pode causar em si próprio ou no outro, ou não fossemos nós seres errantes e diferentes uns dos outros. Acho que não vale a pena alongar-me muito a falar desta frase tão pequena, quando ela diz tudo, quanto mais promessas fazemos, a mais desilusões estamos sujeitos. Porque não esquecer a parte do prometer e passar logo para a parte do "cumprir"?! Assim, evitaríamos muitas desilusões, as nossas e as dos outros. 
E... para que não há-ja dúvidas, não... felizmente, nos últimos dias não tenho tido nenhuma desilusão, talvez porque já tenha percebido o peso e o impacto do que é realmente importante na minha vida e daquilo que é apenas circunstancial.