sábado, 7 de abril de 2012

Mensagem Pascal


      

Não vou alongar-me muito, porque creio que cabe a todos a reflexão individual desta época que será certamente muito para lá das amêndoas e dos ovos de chocolate (que sabem tão bem!). A Páscoa é um momento de purificação, cheio de simbolismo. Independentemente das tradições diversas por todo o país, celebramos todos o mesmo acontecimento, a Ressurreição de Cristo, depois da sua morte e crucificação.
Purifiquemos os nossos corações de toda a mágoa e tristeza, dando assim lugar à alegria e ao convívio que nos ajudam a enfrentar os problemas e a seguir em frente.
Desejo a todos uma óptima Páscoa, e sim... deliciem-se com as amêndoas e os ovos de chocolate, mas não comam muitos para não estragar a silhueta (ehehe).



Faço uma pequena interrupção na história da Maria, para vos apresentar a frase desta semana... mais logo, passo por cá para vos deixar a minha mensagem Pascal, mas desde já vos desejo a todos uma excelente Páscoa, com muitas amêndoas, mas acima de tudo muito amor e carinho, muita paz e saúde :)

07-04-2012 a 15-04-2012 

“Há coisas que o coração não esquece, apenas se mostra disposto a aceitar...”

Se me perguntarem se me esqueci de todas as vezes que já me chateei, irei que responder-vos que apenas algumas o tempo apagou, porque há sempre as que ficam e que fazem moça, que deixam marca, que magoam e que se tornam impossíveis de esquecer. Se perguntarem agora se sou rancorosa, digo-vos que não, não guardo rancor, o tempo passou e por mais que erros e chatices tenham ficado gravadas do passado, de nada vale guardar-lhes ódio, mas vale aceitá-las como passado, por mais que saibamos que nunca as esqueceremos. Aceita-mo-las porque não vale a pena viver inconformado, fosse a inconformidade fazer o tempo voltar atrás e demolir todos os erros, todos os pecados e todas a chatices que já vivi e cometi, seria então a pessoa mais inconformada à face da Terra, mas ao revés disso, revolta trás tristeza, faz-nos pessoas solitárias, torna-nos infelizes...
Ninguém nos pede para esquecer, porque há coisas que o tempo não leva e sorriso não apaga, mas são essas mesmas coisas que o tempo pode disfarçar e um sorriso pode enfrentar, mesmo tendo elas acontecido, podemos-lhes fazer face e seguir em frente, guardá-las num baú e deixá-las por lá ficar.
Mostre-mo-nos dispostos a seguir um caminho de felicidade e assim, fortalecidos, venceremos tudo o que nos magoou ou magoa, tudo o que nos aterroriza, enfim, dos fantasmas que outrora nos venceram.

(ATUALIZADO também no separador "Frase da Semana")

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maria, A menina que via para lá das estrelas - Parte II


João era então o actual rei, casado com Isabel (a rainha) através de um acordo entre famílias, há cerca de duas décadas atrás, era um rei fiel à sua pequena grande aldeia, onde todos os habitantes lhe tinham muito respeito e grande consideração. Não era o género de rei mau, tipo aqueles das histórias com seres fantásticos e sobrenaturais. O rei João era um rei dedicado ao povo, àqueles que precisavam. Amava Isabel, provavelmente aprendeu a amá-la com o tempo. Casaram muito novos, as suas famílias conheciam-se já há algum tempo mas, João e Isabel apenas se conheceram no dia do casamento que as suas famílias lhes haviam aprontado. Desconhecidos natos, sem qualquer tipo de sentimento em comum e um pouco envergonhados, viram-se obrigados a cumprir com aquilo que alguém tinha decidido por eles, ser o seu futuro. Tiveram de aprender a conhecer-se, a viver uma vida em comum, a respeitar-se (principalmente nas suas diferenças), a amar-se, ainda que não fosse a tarefa mais fácil. Mas, agora Isabel estava doente e o rei nada mais podia fazer do que continuar ao seu lado e garantir que nada lhe faltava, nomeadamente todos os remédios e regalias. Não queria perdê-la, sabia que ela lhe fazia falta, sabia que precisava dela para o ajudar a cuidar e educar a filha, a princesa Irina, que era ainda tão nova. Uma menina deslumbrante, ingénua, inofensiva, desprotegida… enfim, uma menina que ainda não sabia distinguir o bem do mal e, a quem nunca faltou com nada.
Talvez essa opressão, esse cuidado imenso e infundado em proteger Irina, a tenham impedido de voar, de alargar os seus horizontes e de conhecer melhor o mundo que a rodeava e que, apesar de algo perigoso, também era muito belo e digno de ser apreciado. Ao crer protegê-la, o rei João acabou por aprisioná-la, num mundo pequenino e limitado, sem espaço suficiente para ser feliz. Irina acabou por crescer oprimida entre horizontes fechados, desconhecida de um mundo enorme, na consciência imatura e na ilusão causada pelo desejo de querer conhecer mais do que aquilo que sempre lhe fora possível. Sonhar era a sua maior arma, a melhor forma de se abstrair da prisão que sentia, o melhor modo de se sentir livre daquele mundo rotineiro que já conhecia de cor e salteado. Precisava de mais, sonhar não bastava, precisava de saber se os seus sonhos correspondiam realmente à verdade ou se, pelo contrário não passavam disso, de sonhos sonhados por uma jovem princesa deslumbrante de que todos ouviam falar mas que tão poucos conheciam…
A rainha Isabel sobreviveu à peste e manteve-se no trono durante mais alguns anos mas, não podia desdizer o rei João, apesar de compreender o sofrimento da filha e de compreender que ela precisasse de conhecer melhor o mundo à sua volta, nada podia fazer para que isso fosse possível, o rei era quem sempre tinha a primeira e a última palavra e, por mais que quisesse, não podia contrariá-lo nem tão pouco aconselhar a filha a desobedecê-lo.
Resignadas aos seus pequenos horizontes, aos seus mundinhos ilusionistas, mãe e filha viveram sempre sobre o controlo de um marido e de um pai preocupado, cuidadoso, mas que nunca as deixou conhecer os verdadeiros prazeres da vida.
Irina cresceu, mas, à medida que os anos aumentavam, aumentava também a sua curiosidade e revolta por nunca ter conhecido bem aquilo que a rodeava e que a poderia fazer muito feliz.
Revoltada com a ideia do pai sempre a ter protegido tanto e nunca a ter deixado ser quem realmente devia e queria ser, Irina estava profundamente determinada a impor-se e a impedir que alguém, excepto ela, mandasse na sua vida (ainda muito imatura e irresponsável).
Queria fugir, queria sair daquele castelo enorme onde a tinham feito viver dia e noite durante imenso tempo, tempo demasiado. Estava na hora de seguir o seu próprio rumo, de aprender às custas dos seus erros, de ser alguém com vontades próprias, de seguir os seus instintos, estava na hora de ser feliz!
A rainha, que entretanto falecera, deixou saudades, especialmente em Irina. Mais do que uma rainha, Isabel era mãe, uma mãe doce e orgulhosa, uma mãe que apenas queria a felicidade da filha e que, por mais que a quisesse ajudar a concretizar essa felicidade, não podia. Talvez tenha morrido com a mágoa de ter deixado a filha sozinha, entregue a um pai que tudo fazia para a proteger mas que, mesmo sem se aperceber a estava a impedir de seguir o futuro feliz que tanto desejava. Um pai dócil, simpático, mas, teimoso demais para permitir que os demais se intrometessem na educação da sua filha, excluindo quaisquer conselhos que viessem de fora. Isabel foi, para Irina, um apoio. Ela sabia que a mãe nada podia fazer em seu benefício, mas, o carinho reconfortante com que sempre a tratou, a forma terna como lhe afagava as lágrimas, o sorriso contagiante e o orgulho imenso que não deixavam dúvidas, faziam de Isabel uma mãe exemplar. Foi da boca dela que Irina ouviu os maiores elogios, os maiores incentivos. Como poderia ela esquecer a pessoa que a trouxe ao mundo, ainda que por vezes já tivesse desejado que tal nunca tivesse acontecido, Irina sabia que, com o falecimento da mãe, uma parte dela também iria murchar, talvez agora a força e a garra com que todos os dias acordava, já não fossem as mesmas, talvez agora o sorriso se desvanecesse mais facilmente o brilho no olhar se tornasse quase despercebido. Talvez agora que estava sozinha não conseguisse resistir ao sufoco que era aquelas quatro paredes, aquele quarto escuro onde passou metade da sua vida, dias e noites a fio, sempre sonhando, sempre encorajada por uma pessoa que agora já só poderia fazer parte do seu álbum de recortes, da sua memória, da sua história, Isabel.

Continua...
P.S.: Estão a gostar??

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Maria, A menina que via para lá das estrelas

Olá! Hoje deixo-vos uma pequena história que tenho vindo a escrever, reparei que as mini-séries postadas anteriormente no blogue tiveram muito sucesso e por isso decidi dar-vos a conhecer está história que ando a escrever, ainda não está acabada, mas já tem umas boas páginas... Espero que gostem e, não se esqueçam de deixar os vossos comentários!


Maria, A menina que via para lá das estrelas
Parte I

Há muitos, muitos anos atrás, fomos encontrar, num lugar algures situado no mapa, uma aldeia onde tudo era mágico e simplesmente belo…
Certo dia, nasceu nessa aldeia tão mágica e maravilhosa, uma menina muito, muito especial, a Maria. Tinha longos cabelos doirados, reluzentes como ouro, e pequenos olhos redondos, cor de caramelo. Uma boca pequenina, de lábios vermelhos e dentes esbranquiçados. Tão esbelta que seria, possivelmente, uma boa candidata a princesa.
Acabada de nascer no seio de uma família muito pobre, Maria estava destinada a um futuro madrasto, tal como havia acontecido com as suas duas irmãs Joana de apenas doze anos, e Sara, de quatorze anos.
Desde muito cedo que Joana, a irmã de Maria, fora obrigada a trabalhar para poder comer o único pão que lhe estava destinado por dia, bem como Sara, a irmã mais velha que trabalhava todos os dias de sol-a-sol, para garantir o bem-estar de Joana e agora de Maria, o mais recente membro da família. Gordinha e anafada, sempre bem-disposta e muito sorridente, Joana era assim, um dos poucos pilares da família. No que toca a Sara, sempre pronta a trabalhar e com um sentido de humor indiscutível, sempre fora habituada a trabalhar para garantir a sua sobrevivência.
Mas bem, a família de Maria não era uma família qualquer, nem tão pouco igual às outras, era uma família, também ela, muito, muito especial e invulgar. O pai de Maria, um homem alto, sério, sem ponta de sentido de humor ou até mesmo, compaixão, foi obrigada a trabalhar desde muito cedo, talvez por isso agora obrigue também as suas filhas a fazê-lo. Depois de uma infância sofrida, o rapaz pobre que havia ficado órfão logo após completar nove anos de idade, conhece uma das jovens mais belas e conceituadas de toda a aldeia mágica, Irina, uma bela jovem princesa. Nascida em berço de oiro, no conforto de uma corte endinheirada e muito invejada por todos, Irina era uma jovem adolescente muito despreocupada com tudo à sua volta. Simpática, de cabelos compridos e vestes curtas, era a rapariga com que todos sonhavam, mas, que só um jovem muito digno poderia ter.
Naquela altura, estaríamos nós por volta do ano 1900, toda a corte se questionava sobre o fim da tão cobiçada princesa que um dia seria coroada rainha, a rainha mais perfeita que alguma vez já havia ocupado o trono. Os cochichos ouviam-se por toda a parte, e em toda a corte se vivia um ambiente místico, rígido, irónico, mas ao mesmo tempo calmo e agradável…
Acontece que, a então actual rainha, mãe de Irina, havia adoecido há uns tempos atrás. Especulava-se por toda a corte que ela estaria muitíssimo doente e que até já delirava com tanta febre. Mandaram abençoá-la, fizeram-se rezas e mesinhas, mas, não havia melhoras. Estaria a rainha afectada pela doença mais antiga de todos os tempos, a peste?!
- Será que vai morrer?! – perguntavam todos aqueles que  conheciam o estado de saúde da rainha.
 Seria, segundo dizem, a segunda vez que uma rainha adoecia com a tão dolorosa peste que ao longo dos anos matou milhares e milhares de pessoas. Será que a aldeia estaria prestes a ser abalroada por uma nova onda de peste, que levaria novamente imensas pessoas à morte (incluindo a rainha)?!

Continua...

segunda-feira, 2 de abril de 2012


És…
INSUBESTITUÍVEL, INCONFUNDÍVEL, INFANTIL,
AMIGO, CARINHOSO, PREGUIÇOSO, TÍMIDO,
MISTERIOSO, INSTÁVEL, ATENTO, SORRIDENTE,  
SIMPÁTICO, IRREVERENTE, INSENSATO, INJUSTO,
 ESPECIAL, ÚNICO, TOLERANTE, ESPONTÂNEO, DE-
SAFIADOR, ALEGRE, IMAGINATIVO, CIÚMENTO,
PROFUNDO, DISTANTE, IMPULSIVO, ENVERGO-
NHADO, PATETA, CURIOSO, AGITADO, NERVOSO,
DESORGANIZADO, MANIPULADOR, MENTIROSO,
ALDRABÃO, SOLITÁRIO, INGÉNUO, EXCÊNTRICO,
RESSENTIDO, VICIANTE, INDIFERENTE, INOCENTE,
INTERESSANTE, CONQUISTADOR, INFLUENCIÁVEL,
EMOTIVO, CORAJOSO, INABALÁVEL, SUPERFICIAL,
HUMANO!

domingo, 1 de abril de 2012

Por louca me descobri

Onde estás? 
Para onde foste refugiar-te?
Certamente para longe,
Porque há muito que te procuro,
e nunca te encontro!

Porque partiste sem regresso?
Porque me deixas-te aqui, assim?!
Sabias que sem ti ia doer,
e que somente ficaria o vazio.

Deixaste-me em prova,
entregue à pressão de não te ter,
às lágrimas que caíram por entre o rosto,
à escuridão que me impedia de seguir caminho.

Eu tentei, não digas que não,
mas eu não sou tão forte quanto julgam,
eu também quebro, sou frágil...

Num momento em que te julguei um abrigo,
partiste na noite e deixaste-me desamparada.
Na chuva vi pingos de tristeza e solidão,
e no chão, salpicos de angústia congelada pelo frio.

Tive dó de mim, lastimável mulher,
gritei, chamei por socorro, 
ninguém veio em meu auxílio,
senão a loucura, por essa, não esperava.

Entreguei-me a cargo dela e o tempo passou,
aos poucos, tornei-me desconhecida de mim,
mas tudo o que queria, era esquecer-me de ti...

Não reclames se voltares e eu não estiver,
não te arrependas porque sofri,
não eras quem julgava, traíste-me,
no fundo destruíste o meu passado,
mas não o farás no meu futuro.

sexta-feira, 30 de março de 2012


Por vezes é importante termos alguém por perto que nos chame à razão, que nos faça perceber o que está certo e o que está errado, que nos ajude a decidir, a optar pelo caminho da felicidade, que nos mostre que vale a pena lutar e que é possível alcançar a felicidade. Às vezes temos medo de assumir que estamos tristes, como se a tristeza fosse algo invulgar que não podemos demonstrar, mas aprendi que isso não é solução. Guardar as coisas só para nós só nos prejudica, leva-nos a situações de corrosão interior e desgasta-nos. Os amigos são tão importantes nestas alturas... e é precisamente aqui que notamos com quem podemos contar e que percebemos em quem podemos confiar verdadeiramente. De vez em quando acabamos por ser reconfortados por pessoas que não esperávamos mas que, lá no fundo se preocupam connosco e... não se esqueçam que as pessoas tem formas diferentes de se expressar e de manifestar os seus sentimentos. Ontem tive um dia espectacular junto de um grupo de amigos e dois professores que coordenam o nosso grupo. É um grupo de solidariedade, mas também de partilha e reflexão e ontem percebi como é importante termos pessoas à nossa volta com quem falar. Ontem vimos também um filme intitulado "Black Swan", traduzindo "Cisne Negro". É um filme espantoso, mas mais espantosas ainda são as lições que podemos retirar de toda esta trama. Só para que tenham uma pequena noção do que estou a falar, deixo-vos a síntese do filme.

"Nina (Natalie Portman) é uma garota delicada e ingênua, uma das melhores bailarinas da sua companhia de ballet, comandada por Thomas Leroy (Vincent Cassel). A sua relação com a mãe, uma ex-bailarina que desistiu do seu sonho ao ficar grávida, é totalmente baseada nessa sua ingenuidade - motivo pelo qual é tratada como se tivesse doze anos.
Até que um dia, Thomas chega com a novidade de que a temporada de clássicos do ano vai começar com uma nova versão de O Lago dos Cisnes, feita por ele. Nina quer esse papel mais do que tudo na sua vida, mas quando percebe que o papel vai para Veronica (Ksenia Solo), uma outra bailarina, começa a enlouquecer e vai tirar satisfações com Thomas, que diz que ela seria perfeita para o doce Cisne Branco, mas que ela não conseguiria fazer o audacioso Cisne Negro. Nina acaba por convencer Thomas e começa, então, esforçar-se nos ensaios para ficar perfeita para o grande dia.
Mas... Como nem tudo é perfeito, Lily (Mila Kunis) chega à companhia de ballet. Lily é sensual, usa drogas, tem tatuagens mas nem por isso deixa de ser uma excelente bailarina, perfeita tanto para o Cisne Negro quanto para o Cisne Branco.




A partir desse momento, a paranóia de Nina começa a fazer parte da sua vida. O medo de perder o papel a qualquer momento para Lily e o medo de não conseguir mostrar a verdadeira essência do Cisne Negro, fazem Nina dividir-se em duas personalidades distintas: O seu "eu" normal, tão parecido com o Cisne Branco, e seu alter-ego movido pela luxúria, o Cisne Negro. Com essas mudanças, Nina começa a ter sérios problemas psicológicos, ver as coisas diferentes do que elas realmente são, ter ilusões e sonhos envolvendo tudo e todos à sua volta, o que pode ser ótimo ao interpretar O Lago dos Cisnes, mas pode acabar com a sua vida."


Tenho a certeza que irão gostar do filme... uma grande lição de vida, a ambição pela perfeição que acaba por levar uma pessoa a auto-mutilar-se e a fazer coisas que uma pessoa de perfeito juízo nunca faria. O ideal é mesmo ver para crer... É uma boa sugestão para o fim-de-semana, a propósito, tenham um óptimo fim-de-semana! 
E com esta me despeço, até um novo post :)


quinta-feira, 29 de março de 2012



28.03.2012 a 04.04.2012

"Se fosse possível voltar atrás, só mudaria o dia em que me deixaste... "

 Esta frase da semana remonta às saudades que sinto de alguém muito especial. Fez esta semana quatro meses que partiu, mas no meu coração, continua presente... o olhar doce e a quentura das suas mãos prevalecem em mim, a memória do adeus é apenas um até já, enquanto que a lembrança do seu sorriso me faz sorrir também... Não quero ser egoísta ao ponto de querer tanto que estivesse aqui e ignorar o que estava a sofrer, sei que chegou a hora dela descansar, um descanso merecido... A saudade continua a ser uma constante, mas ao contrário do que as outras pessoas acham, não me deixou um vazio mas sim muita força e coragem, amor e carinho, um novo olhar sobre este buraco negro que tantos temem. Sei que nos vamos encontrar um dia, esse dia vai ser tão lindo, vai ser tão bom reencontrá-la outra vez e poder ver de perto o seu sorriso, porque sei que está a sorrir para mim, tanto quanto sei que me ama. Faz-me falta, percebi que ela era realmente importante, ainda mais do que eu julgava. Tenho saudades dos seus abraços, dos seus olhos tão brilhantes, da sua presença... Não vou pedir que ela olhe por mim, sei que o está a fazer, continuo a sentir o amor dela no meu coração, continuo a sentir que me ama, espero que o sentimento seja reciproco e que ela sinta o mesmo. Admito, ela está em vantagem: pode ver-me e eu estou limitada às lembranças, às recordações. Esteja ou não para breve o nosso encontro, vou fazer de tudo para não a desiludir e para que se orgulhe de mim, porque no nosso reencontro vou querer que ela me conte tudo o que achou do muito ou pouco tempo que estivemos separadas... nesse dia, vou sorrir para ela e dizer-lhe que, quando lhe disse que gostava muito dela, não foi em vão. Ainda só passaram quatro meses e parece que já foi há mais de um ano... tenho saudades! Prometo que vou continuar a ser forte, não vou desistir, vou lutar até onde tiver de ser, vou fazer de tudo para nunca a desapontar, e espero que ela saiba sempre que a amo, e que acredito que o amor supera tudo, até tão grande distância. Continuarei a relembrá-la, sempre... porque ela faz parte de mim, fará sempre, e ela sabe!
Quero também que ela saiba que não vale nunca a pena ela chorar por mim, porque sempre que eu estiver em baixo, vou conseguir levantar-me e seguir em frente, vou lembrar-me de toda a força que ela teve e transformá-la em força minha. Amá-la-ei sempre e, se pudesse voltar atrás, voltaria ao dia em que me deixou e substitui-a-o simplesmente por um abraço apertado, daqueles que só ela sabia dar, daqueles que nos reconfortam e nos enchem de força para vencer tudo o que nos oprime.

segunda-feira, 26 de março de 2012



É bom ver que aderiram em peso a esta rubrica e que, felizmente há pessoas que têm curiosidade em me conhecer melhor, bem como ao meu livro.
A pergunta desta semana foi-me feita via Facebook, pelo João Cruz, da Suíça. Eis a questão:

"O que é preciso para editar o livro? O que fizeste para conseguir editar o teu livro? "

- Olá João! Editar um livro não é "pêra doce", editar pela primeira vez muito menos! É preciso ser muito persistente e acreditar que somos capazes, caso contrário torna-se ainda mais difícil. Há editoras que levam semanas até responder, há outras que nunca chegam a responder, mas o truque é nunca desistir e continuar a entrar em contacto com outras editoras, aqui, a internet é fundamental, porque nos permite ter acesso a um monte de informações e contactos que, de outra forma seriam muito mais difíceis de conseguir. Ora, depois de dar por terminado o livro e de lhe ter feito todas as correcções que achava serem necessárias, fiz um duplicado do documento e passei-o para formato PDF, depois disto, pesquisei durante alguns dias contactos de editoras e procurei também os contactos daquelas que conheço melhor e que mais se ouvem falar. Após conseguir juntar todos os contactos, elaborei um pequeno texto onde me apresentava e logo de seguida referia   o motivo de os estar a contactar e quais os temas abordados no livro. Depois foi necessário esperar  e ter muita paciência, recebi algumas respostas de várias editoras (umas chegaram mais cedo do que outras) e depois fui pedindo minutas de contratos para poder analisar quais as melhores propostas. Uma das coisas para que me mentalizei logo foi para o facto de poder não obter nenhuma resposta ou das respostas que obtivesse serem todas negativas, mas, felizmente obtive várias respostas e nenhuma delas negativa. Aparentemente parece fácil, mas, o mais difícil é a altura de comparar contratos, uns são melhores nisto, outros são melhores naquilo, é difícil analisar todos os pós e contras e chegar a um que seja equilibrado. Acabei por chegar a um consenso e escolher a editora "Lugar da Palavra". 
Espero ter conseguido ser suficientemente esclarecedora.
Obrigada. Beijinhos, Ana Filipa. 

sexta-feira, 23 de março de 2012


Depois de uma semana em que andei "desaparecida", estou de volta! Não podia ficar mais feliz ao regressar ao blogue e constatar que, para além dos países que nos costumam visitar regularmente, hoje tive visitas de um novo país, Japão. Pois é, fui visitada de Tokyo... que bom!
Esta semana andei ao rubro e, apesar de ser a última semana de aulas fui uma semana de muito stress.
No Sábado passado estive na Bertrand do Dolce Vita de Coimbra a falar um pouco sobre mim e sobre o meu livro e parece que as pessoas gostaram, porque muita gente comprou o livro, o que (claro) me deixa radiante. Andei a semana toda entretida a escrever uma tese sobre o tema "Poupança" para a fase distrital do concurso "Entrepalavras" promovido pelo Jornal de Notícas, que tinha de escrever até dia 22 de Março, uma vez que a data de entrega das teses era até dia 23 de Março e não gosto de deixar tudo para a última. Sendo este um tema tão abordado hoje em dia, foi fácil desenvolver o tema, o mais difícil foi mesmo conseguir fazê-lo de modo a ter em conta as várias classes sociais, sem ofender ninguém e incluindo casos variados, apresentando também conselhos, opiniões, dicas, factos e argumentos. Enfim, o resultado final foi uma tese com 12 páginas.
Foi também uma semana de grande ansiedade, em quase todas as aulas recebi os últimos testes do período, decisivos para as notas finais. Confesso que estou satisfeita com o resultado, apesar de achar que posso sempre fazer melhor, os resultados vão ser muito bons. Pelas minhas contas e previsões, irei ter 5 a nove disciplinas e 4 a quatro disciplinas (F.Q., Ed. Física, Francês e Matemática), sendo que destes, pelo menos o 4 de Matemática é completamente possível de subir para 5 porque está lá muito perto :) Mais um período de trabalho.
Amanhã prometo que actualizarei os separadores "frase da semana", "sugestões de leitura" e ainda irei esclarecer mais uma questão na rubrica "Pontas soltas".
É tudo... mas só por agora!



quinta-feira, 22 de março de 2012

Às vezes é difícil rompermos com o passado. Esquecer aqueles que foram bons para nós e que com o seu jeito nos marcaram. Aqueles que nos deram carinho nas horas necessárias, aqueles que nos reconfortaram e nos disseram que apesar de tudo, estavam lá para nós. Na verdade, não precisamos de os esquecer, por vezes só precisamos de os guardar no nosso coração e pensar que novos amigos surgirão, uns melhores que outros, mas os verdadeiros, eles estão lá sempre para quando tu precisares ou simplesmente vão mas continuam preocupados contigo e reaparecem quando precisas deles... quanto aos que foram e nunca mais deram sinal de si, se realmente gostam de ti, hão-de voltar! 



quarta-feira, 21 de março de 2012

?!


Virei-me para trás a fim de sair daquele sítio escuro e sombrio que não conhecia como sendo agradável. A porta aberta atrás de mim, fechou. Estava trancada no meio daquele sítio indiscutivelmente triste e aborrecido. O passado trancou-me entre quatro portas de presente. Qual deverei escolher? Qual será o melhor caminho a seguir?
Olhei em meu redor. As paredes negras daquela sala fechada, tinham penduradas fotografias de tempos passados. De repente, como por magia, o vento soprou por uma janela entreaberta, as pequenas fotografias emolduradas trepidaram ao longo da parede. Uma caiu, outra partiu-se a meio, restaram duas. Na primeira, estava a sorrir, na segunda, estava a chorar.
Virei-me de novo para trás, não queria estar ali, não queria ser confrontada com aquele sítio penoso que nada revelava acerca de mim.
A sala estava iluminada por pequenos candeeiros foscos, metade deles corroídos pelo tempo. Enquanto lá estive, alguns fundiram, foram poucos os que resistiram, mas, aqueles que ficaram serão, sem margem para dúvidas, aqueles que virão a indicar-me a porta certa a abrir, que irão iluminar-me e multiplicar-se.
Olhei mais uma vez fixamente para o extremo oposto da sala, sem um só suspiro, sem um único arrepio, fitei cada ponto daquela sala quadrada que temia vir a ser um grande enigma para mim.
Apeteceu-me fugir, gritar por socorro, mas, estava trancada! Agora, só resta uma alternativa: debater-me neste compartimento, lutar com todas as minhas forças por encontrar a porta certa. Depois disso, abri-la e viver aquilo que estiver guardado para mim. Será com certeza uma grande aventura! 

sábado, 17 de março de 2012

Sentimentos

Não te conheço senão pelo teu olhar,
os teus olhos são miragem,
doce, leve, tranquila.

As tuas palavras, para mim não existem,
é como se alguém tas tivesse roubado,
e levado para tão longe,
que nunca as ouvi!

O teu sorriso contagia-me,
ainda que sejam poucas as vezes que sorris,
vale a pena esperar para te ver sorrir,
porque o teu sorriso traz-me a paz.

Lembro-me de te tocar,
de ter-mos ficado os dois suspensos,
sem saber o que fazer, sem saber o que dizer,
ou para onde fugir para esconder o embaraço.

Nunca percebi este sentimento,
mas ele existiu e ficou no meu coração guardado,
ainda que tenha forçado o esquecimento, de nada valeu,
apesar de vagas as palavras, o teu olhar marcou-me,
e o teu sorriso fez-me prisioneira.

Não foram precisas palavras,
nem sequer promessas,
tens algo de diferente que atrai,
algo de especial que me faz gostar de ti, apenas pelo que és!

sexta-feira, 16 de março de 2012



Olá, olá! Esta semana fui das semanas mais exaustivas que já tive, todos os dias a levantar-me super cedo, montes de testes e avaliações e carradas de matéria para estudar... enfim, não vale a pena queixar-me, é o que nos está destinado!
A semana passou-se muito atarefada, mas ao mesmo tempo com pena de não puder vir aqui mais vezes e com a nostalgia de dias mais calminhos sem tanto que fazer. 
Pelo que já estive a ver na caixa de correio do e-mail do blogue, esta semana temos novas perguntas para a rubrica "pontas soltas", a actualizar hoje ou amanhã. Fico feliz por receber e-mails de pessoas que apesar de não me conhecerem dizem que através do meu blogue e até do meu livro têm ganho coragem, força e esperança, pessoas que me dizem que as ajudei a ver as coisas de uma forma mais nítida e sorridente e pessoas que me dão os parabéns por ser quem sou. Não consigo resistir... estou orgulhosa de mim e do trabalho que juntos (eu e quem me visita) temos conseguido desenvolver. Espero poder continuar a contar com a vossa visita permanente aqui no blogue, com os vossos e-mails e comentários, e acima de tudo espero continuar a fazer sorrir mais gente!
Sejam felizes, e nunca abdiquem do que vos faz bem :)



quarta-feira, 14 de março de 2012

Uma coisa é o que nós dizemos, outra é o que nós sentimos e, outra ainda é o fazemos!

Num rápido desvio ao estudo, aproveitei para passar por aqui, para partilhar convosco a frase que marcou o meu dia!
Acordei bastante cedo e tive teste de História (que correu muito bem), amanhã tenho teste de Ciências que espero que gorra muito bem também!
Neste dia tão solarengo, pelo menos por aqui, a frase que mais se destacou foi: Uma coisa é o que nós dizemos, outra é o que nós sentimos e, outra ainda é o fazemos!
Já repararam como estas três coisas mudam todo o contexto de uma vida, de uma rotina?! 



Naquele dia em que te vi,
O meu mundo parou,
O meu olhar congelou,
Com vontade de te abraçar.

Sentimento invulgar,
Anomalia alheia,
Pular singelo de um coração,
Agora, talvez, apaixonado também.

A tua doçura fez-me parar,
Ignorar o que estava em meu redor,
Mirar-te fixamente, como alguém especial.
Os teus olhos enfeitiçaram-me e o teu sorriso, derreteu-me.

Eras diferente,
Talvez os teus olhos brilhassem mais,
Talvez a tua boca fosse traçada a outro lápis,
Talvez os meus olhos te quisessem ver de outra forma.

Imparcial aos ruídos absortos, continuei a mirar-te,
Naquele momento, tudo ficou imóvel, mudo, surdo,
Simplesmente tudo parou, eu mirava-te,
Como se o amanhã não mais existisse e tu,
Com teus olhos doces me olhavas,
Como rouxinol que se preparava para cantar.

Mais uns minutos de contra-olhares e,
o sangue que corria no meu corpo, estagnou,
estava fascinada, rendida a ti,
um desconhecido encantado que,
por momentos me fez sentir algo invulgar.


terça-feira, 13 de março de 2012

Novidades :P


Seria mentira se dissesse que não tenho novidades, esta semana está a correr a mil à hora, com muitas novidades, umas boas outras menos boas, mas é essa a lei da vida!
Além de muitos testes e de muitos afazeres, tem sido uma semana positiva, mas que não me deixa muito tempo para vos poder escrever, pelo menos tanto quanto queria e o que queria...
Esta semana (re)descobri algo muito bom e está a ser uma semana bastante emotiva, também!
Amanhã tenho teste de História... o que significa que tenho mesmo de ir estudar!
Logo que possa, dou novidades,
beijinhos,
Ana.

segunda-feira, 12 de março de 2012




12.03.2012 a 18.03.2012

"Promessas são eternas desilusões! "
 Uma desilusão é das  coisas mais comuns e naturais que um ser-humano pode causar em si próprio ou no outro, ou não fossemos nós seres errantes e diferentes uns dos outros. Acho que não vale a pena alongar-me muito a falar desta frase tão pequena, quando ela diz tudo, quanto mais promessas fazemos, a mais desilusões estamos sujeitos. Porque não esquecer a parte do prometer e passar logo para a parte do "cumprir"?! Assim, evitaríamos muitas desilusões, as nossas e as dos outros. 
E... para que não há-ja dúvidas, não... felizmente, nos últimos dias não tenho tido nenhuma desilusão, talvez porque já tenha percebido o peso e o impacto do que é realmente importante na minha vida e daquilo que é apenas circunstancial. 

Contos e Cantos a Quatro Vozes...

Aqui ficam algumas imagens da actividade :)





domingo, 11 de março de 2012


Hoje, como sabem, vou estar na FNAC de Coimbra para a actividade "Contos e Cantos a Quatro Vozes", acompanhada pelos escritores Lurdes Breda e Paulo Assim, e ainda pelo músico João Conde! Para quem puder, não hesite em aparecer, vai ser uma tarde muito divertida!
Esta semana tenho teste de Francês (na segunda), História (na Quarta), Ciências (na Quinta), Matemática (na Sexta) e além disso ainda tenho dois trabalhos de Língua Portuguesa para entregar. Como vêem, a minha semana será bastante preenchida, motivo pelo que não poderei actualizar diariamente o blogue, mas, sempre que possa, venho até cá! Amanhã actualizo o separador "Frase da Semana", visto que na Terça não tenho teste, tenho mais tempo para o fazer. 
Beijinhos e votos de uma "happy week"!
Ana Filipa.

sábado, 10 de março de 2012




Prontos para verem respondida mais uma pergunta??


Esta semana chegaram-me 3 perguntas ao e-mail do blogue e 1 ao e-mail pessoal, como não podia responder a todas na mesma semana, vou respondendo a todas aqui nesta rubrica semanalmente. As perguntas são respondidas conforme a ordem de envio.
Hoje vou então responder à pergunta que me foi enviada pela Cristina Reis, de Castelo Branco. Diz assim:

"Olá. Sou a Cristina Reis e escrevo-te de Castelo Branco. Quero agradecer-te pelos teus textos e poemas porque me tens ajudado bastante a superar algumas coisas da minha vida e a arranjar esperança para concretizar os meus sonhos. Tenho 23 anos e não tenho nem metade da tua maturidade e da tua coragem, és uma grande menina e é bom saber que ainda existem pessoas assim e tão novas. Quanto à minha pergunta: Gostava de saber que sonhos é que tens para o futuro e quais é que gostavas de concretizar ainda este ano?"

- Olá Cristina! Fico muito feliz por te ajudar e por saber que gostas do que escrevo e transmito para quem lê o blogue. Como costumo dizer que a vida não são só coisas más nem coisas boas e é importante aprender a lidar com ambas. Obrigada também pelos elogios que me fazes... sabes, nunca tive muita auto-confiança e até mesmo auto-estima, mas ao longo destes dois anos de blogue, aprendi muita coisa comigo própria e com quem me lê. Vocês ajudaram-me a progredir e a ganhar mais confiança em mim e naquilo que faço e isso também me ajudou a subir a minha auto-estima, o que foi muito positivo para mim. Agora sei que sou mais feliz e isso ajuda-me a encarar as coisas da forma como encaro. 
Respondendo agora à tua pergunta: Se há coisa que eu sou, e muito, é sonhadora... como escrevi no post anterior, acho que "o sonho comanda a vida" e, com peso e medida é muito saudável. Tenho muitos sonhos alguns a longo prazo, outros não. Este ano ainda adorava poder editar o meu novo livro, o romance "Onde está o amor?!", mas devido à escola que não me deixa muito tempo livre, não sei se será possível. Gostava também de investir num curso/workshop de formação para actores, e de investir mais no que toca à comunicação social, que é uma das coisas que mais me fascina e apaixona. Como sou uma pessoa muito dada a aventuras, gostava de este ano ainda poder saltar de para-quedas, que é algo que eu sempre quis e que faz muita gente achar que sou louca! Como só posso saltar de para-quedas a partir dos 16 anos, ainda vou ter de esperar um bocadinho para poder concretizar esse sonho, mas não duvido que hei-de conseguir!
Mais uma vez, obrigada. Beijinhos, Ana Filipa. 



Ena... esta semana foi extremamente difícil! Acho que estou numa fase de achar tudo difícil, mas talvez isso seja bom para pôr em prática a minha parte filosófica que acaba sempre por não me deixar desistir de nada. Se já visitam o blogue há algum tempo, perceberão do que estou a falar, já vos falei muito disto e realmente acho que é uma peça fundamental para vivermos felizes e bem connosco próprios. "O sonho comanda a vida.", pena é que recentemente (quase) todos nos deixemos comandar pelo dinheiro em vez de ser pelos nossos sonhos ou pelo amor. É sinistro.
Adiante, esta semana tive teste de Língua Portuguesa, Inglês e Físico-Química, não correram mal... A minha semana (mais uma vez) se passou entre os livros, a escola e pouco mais, mas felizmente pude sempre contar com bons amigos que tornaram alguns momentos mais infelizes em óptimos momentos! 
Uma das coisas que mais me marcou esta semana foi sem dúvida o encontro com a escritora Margarida Fonseca Santos, na passada Terça-feira... foi óptimo poder contactar com uma das minhas grandes inspirações e simultaneamente uma grande pessoa cheia de alegria e muita esperança, a quem agradeço toda a simpatia e amabilidade. Realmente foi muito marcante para mim! 
Entretanto, e porque esta semana foi muito pouco dada a novidades (além destas), aproveito para mais uma vez vos convidar a estarem presente amanhã, pelas 17horas na FNAC do Fórum Coimbra para uma tarde muito divertida comigo, com a escritora Lurdes Breda, com o escritor Paulo Assim e ainda com o música João Conde... vai ser uma tarde com muita música, poesia e animação! Apareçam :)


sexta-feira, 9 de março de 2012



Hoje é sexta-feira por isso, amanhã é dia de "Pontas Soltas" e de fazer o rescaldo final desta semana em "Diário de Ana". Além disso, será actualizado o separador "Sugestões de Leitura".
Esta semana a pergunta que verão respondida chega-nos de Castelo Branco, e foi enviada para o e-mail do blogue pela Cristina Reis.
(Não se esqueçam, coloquem as vossas questões, através de comentários no blogue, através do facebook ou do e-mail do blogue poesiaabrincar@hotmail.com)
Não percam!
Beijinhos,
Ana Filipa.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Onde está o amor?!

Aqui vai mais um pedacinho do novo livro... curiosos para ver o resto??

"Não sei se já terão ouvido falar nos perigos do imaginário. A nossa mente vai muito para além do que julgamos ser possível, é inacreditável as inúmeras personagens que se criam e os mais diversificados cenários que as alimentam. A utopia de um sonho pode levar-nos a pensar mil e uma coisas mas apenas metade delas são concretizáveis. Pois, se até este momento achavam que neste mundo somos únicos, desenganem-se. Existe mais, mais para lá no horizonte, um outro mundo desconhecido que terão oportunidade de desvendar. O mito cai por terra, está na hora de mostrar que “os seres do mal” existem mesmo e que estão mais perto de nos destruir do que possamos imaginar.
Apenas uma pessoa poderá salvar toda a Humanidade, mas será que ela estará disposta a fazê-lo sacrificando assim a sua vida, bem como todos os seus princípios? Emillie terá em mãos um poder único. Por entre perigos e mistérios ela terá de fazer escolhas que poderão ser fatais para todos. Resta-lhe seguir o seu instinto e o seu coração e tentar chegar às melhores respostas de forma a que Humanos e Extraterrestres se unam… ou então, se debatam!"

in, Onde está o amor?!
Ana Filipa Batista
(obra (ainda) não publicada) 


terça-feira, 6 de março de 2012

Vento


Em plena madrugada,
pedi ao vento um desejo,
que do meio da floresta encantada,
me chegasse o teu beijo.

O Sol rompia,
os pássaros voavam,
despertava ao dia,
e todos cantavam...

O vento levou na brisa
o meu desejo,
suave e delicado,
entre mil vales e um bocejo.

Fiquei à espera,
sentada num rochedo,
aguardando,
em segredo.

sábado, 3 de março de 2012



03.03.2012 a 12.03.2012

"Há duas coisas particularmente
difíceis de explicar:
O amor e a falta dele… "



No silêncio me encontro, me revelo. No silêncio brusco de um olhar ou de um troço de lenha que arde na fogueira que me aquece ou me queima.
Nunca percebi o verdadeiro valor do silêncio, até começar a usá-lo para comunicar comigo mesma e assim fazer dele um porto de abrigo. Num momento de intimidade descobri então uma vida um tanto ou quanto diferente de todas as outras. O facto de ser inédita não me torna convencida, antes pelo contrário, deixa-me insegura e faz de mim alguém desconhecida…



in, Onde  está o amor?  
(o meu próximo livro, obra não editada (ainda))  

sexta-feira, 2 de março de 2012



Olá! Tal como prometi, aqui está a nova rubrica do blogue. Esta rubrica destina-se a responder a perguntas feitas pelos leitores do blogue que, semanalmente, poderão ver esclarecidas as suas dúvidas sobre mim, sobre o meu livro, sobre o blogue ou sobre outras coisas. 
Esta semana vou responder a uma pergunta que me foi enviada para o mail do blogue pela Patrícia Santos e diz:

"Olá Ana Filipa, parabéns pelo teu blogue e pelo teu livro. Gostava de saber em que é que te inspiraste para escrever o teu livro?! Obrigada, Patrícia."

Olá Patrícia, o meu livro "Diário de Filipa: Peças de um Puzzle" foi inspirado na adolescência e resulta como um companheiro para aqueles que a estão a viver, bem como um "relembrar" para aqueles que já por aqui passaram. Escrever este livro foi um trabalho de algum tempo, mas que me deu muito prazer e me encheu de orgulho. Além de me ter inspirado na adolescência e nos seus padrões globais, tive oportunidade de relatar algumas experiências minhas a nível de observação e de vivências. Tentei fazer da Filipa uma adolescente à imagem de pessoas que me são queridas e que eu conheço bastante bem e transportar-me um pouco também para o livro. O resultado final foi uma fusão de várias vidas numa só. 
Espero ter respondido à tua pergunta!
Beijinhos,
Ana.

Não se esqueçam, coloquem as vossas questões, através de comentários no blogue, através do facebook ou do e-mail do blogue poesiaabrincar@hotmail.com



A não perder...



Bons dias!! Hoje o dia começou muito cedo! Desejo-vos um óptimo dia, de trabalho, de escola ou até de descanso!

Logo darei início a uma nova rubrica no blogue... por agora, desvendo apenas o nome :)


quinta-feira, 1 de março de 2012

CUCU! Não me esqueci de vós!!! 
Tal como vos tinha dito, esta semana tive a excelente oportunidade de estar junto a uma das minhas escritoras favoritas, Alice Vieira!
Aqui fica o registo desta manhã fabulosa!






segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

UPS!


Infelizmente, informo que o blogue só poderá ser devidamente actualizado na Quarta-feira a partir das 19 horas, isto deve-se ao facto de nesse mesmo dia ter teste intermédio de matemática, no qual está em muito dependente a minha nota de final de período... Tenho também outras novidades e amanhã vou encontrar-me com a escritora Alice Vieira, depois falo-vos melhor disto! Até lá... vou matar-me a estudar matemática!
Beijinhos,
Ana.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Páginas de um diário

Escrevo linhas a fio,
páginas de um diário reles,
que teme um dia ser descoberto.


Junto peças de um puzzle,
que parece infinito, mas não é.

O amor ronda os meus textos,
amedronta as palavras tristes,
verte recordações, e chama por mais.

Não me ocorre o número de vezes,
nem sequer a quantidade de palavras,
que já usei para o definir,
até que percebi, que o amor não tem definição.

Prendo-me nestes enredos ternos,
deixo-me voar envolta em letras,
que o meu coração escreve,
em jeito de prosa ou poesia.

Não sou poeta, não sou escritora,
aliás, não sei bem o que isso é.
O que faço é descodificar em palavras,
os códigos do meu coração.

Já pensei até colocar aspas nos meus textos,
não fosse o meu coração abrir um processo contra mim,
mas depois achei que ele não iria ficar magoado,
porque o amor verdadeiro supera todas as mágoas.




sábado, 25 de fevereiro de 2012





Sinto a tua falta, mas não sei como voltar a reconquistar a tua atenção... nem o teu carinho!
Não sei o que me atrai em ti, mas há algo especial e diferente que me atrai, talvez o facto de seres diferente, um enigma que eu tento mas não consigo desvendar. Gostava que olhasses para mim da mesma forma que eu te olho, mas no teu olhar só vejo indiferença.
Queria tanto deixar de me importar contigo, esquecer-te, mas quanto maior é a vontade de te esquecer, mais te lembro e, até em sonhos me vens visitar. Porque será que não consigo eliminar-te da minha vida depois de tanto tempo separados? És passado e não te vejo como um possível futuro, sei que não nos completamos, nada temos em comum, e que, tudo o que se passou entre nós é impossível voltar a repetir-se. A nossa amizade foi caindo, degradou-se de uma forma inédita... nunca pensei que não pudéssemos ser amigos e que não pudéssemos continuar a falar. Sinto-me sufocada por não te poder dizer certas coisas, sinto-me desconfortável quando te vejo, és uma variável que em mim actua como tristeza.
Já escrevi tanto sobre ti, mas nunca percebi como consigo gostar tanto de alguém com quem não me dou?! É difícil entender-me, eu própria não me compreendo. Não sei se te quero ou se pelo contrário apenas te quero esquecer, luto por ambas as opções contraditórias, estou confusa...
O que fazer? Não sei bem, continuo a lutar, pelo menos, enquanto luto ocupo o meu tempo e vou ao encontro de algo que me fortaleça, quanto muito a desilusão.
Continuarei a sorrir, de que me valem as lágrimas?!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Happiness :)


   Finalmente voltei a ser quem era,
o sorriso voltou a instalar-se em mim,
valeu a pena a imensa espera,
O bolo de mel e o chá de jasmim.

O tempo passou,
deixei o passado ir embora,
ele foi e não voltou,
como chama que se evapora.

O brilho regressou ao meu olhar,
o sorriso preenche o meu rosto de alegria,
encostada à janela miro o luar,
brisa suave que me arrepia…

Custou-me muito deixá-lo ir,
pensar nos momentos que passámos os dois,
mas, sabia que tinha de conseguir,
e que a recompensa só vem depois.

Dizer adeus não foi fácil, ouvi-lo resmungar, vê-lo partir,
o meu coração manifestou-se e as lágrimas cairam,
a minha alma revoltou-se sem vontade de sorrir,
mas enfim, tudo acabou, as recordações partiram...

Agora, aqui estou,
sorridente, feliz, consciente,
lembrada do que passou,
mas com vontade de seguir em frente,
porque, o que passou, passou...
por mais que vagueie na minha mente!