quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Entrevista para a revista "Livros & Leituras"


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Ana Filipa Batista nasceu em Junho de 1998, em Coimbra, onde vive. Frequenta o 8º ano, no Colégio da Imaculada Conceição em Cernache. Despertou para a escrita com apenas onze anos de idade, quando em 2010 se estreou no blogue “Poesia a Brincar” onde publica amiúde textos em prosa e poesia. Diário de Filipa: Peças de um Puzzle, editado pela Lugar da Palavra, é a primeira obra desta auspiciosa autora, que pretende vir a ser médica. [Já alguma vez ouviram dizer que os opostos se atraem? E já alguma vez vos aconteceu "apaixonarem-se" pela pessoa com quem mais discutiram ao longo da vossa vida? Ou por aquele que mostrou ser o vosso maior adversário? Pois, se não vos aconteceu, preparem-se, porque pode acontecer a qualquer momento… e eu que o diga! Estou a ultrapassar umas das fases mais críticas da minha existência, a pré-adolescência! Quando coloquei a hipótese de receber mesada, aquilo que me propuseram foi para lá de somítico: dois euros. Já imaginaram tamanha calamidade? Dois euros!]. Inspirado nos dramas, aventuras e desventuras da pré-adolescência, segundo a crítica, Diário de Filipa: Peças de um Puzzle “é um livro simplesmente arrebatador”.
Livros & Leituras ─ Não é muito comum alguém tão jovem interessar-se por literatura e, principalmente, ter tamanha maturidade naquilo que escreve. No seu entender, a que se deve tudo isso?
Ana Filipa Batista ─ Julgo que o interesse pela literatura surgiu numa fase da escola em que os livros e a leitura eram essenciais. Lendo, descobri um conjunto de novos horizontes e entrei em muitas histórias e universos, uns paralelos ao nosso, outros absolutamente diferentes e desafiantes. As composições escolares exigiam cada vez mais de mim. Achava-me sem imaginação, daí o facto de ter começado a ler tanto. Foi como uma fonte de inspiração. Na sequência disto, e de uma forma muito espontânea, surge um interesse quase súbito pela escrita. Os livros que li, e que continuo a ler, são cruciais para o meu crescimento pessoal e social e também para os meus textos.
L&L ─ Diário de Filipa: Peças de um Puzzle é um testemunho na primeira pessoa de todos os acontecimentos que têm marcado a sua quase adolescência. Foi fácil partilhar estas vivências, muitas delas íntimas e pessoais, com os leitores?
AFB ─ Este livro foi um projecto a longo prazo e em que investi muito de mim. Ver-me, pela primeira vez, a escrever algo no decurso de tanto tempo trouxe-me algumas dúvidas e várias vezes me questionei sobre o resultado que “aquilo” teria. A Filipa, personagem principal do livro, é uma pré-adolescente de 12 anos que fala abertamente de alguns dos seus receios, das suas dúvidas e que dá a conhecer, ao longo de aproximadamente seis meses, todo um quotidiano muito variado, abordando assim diversificadíssimos temas, uns mais comuns do que outros. Enquanto escrevia, relembrei muito da minha infância (ainda fresca) e muitas peripécias de quando era pequena. A Filipa resulta de uma fusão de várias vidas e pessoas numa só. Acaba por ser o produto da minha vida e de quem me é próximo e, através dela, vou falando sobre temas que julgo serem muito comuns nesta idade, não só para as meninas, mas para os adolescentes no geral. Partilhar tudo isso com o leitor foi uma sensação óptima, é bom partilhar experiências, conhecimentos, dúvidas e até medos… em parte, ajuda-nos a lidar com eles.
L&L ─ Acha que o sucesso do seu livro se deve aos jovens que se identificam consigo e com as situações que vai vivendo no dia-a-dia ou, paradoxalmente, aos pais que o lêem para melhor entender os dramas dos próprios filhos?
AFB ─ Para ser sincera, acho que este é um livro que se adapta muito bem a todas as faixas etárias, para os mais novos transmite uma ideia de partilha, de emoções e de compreensão do que eventualmente possam estar a sentir nesta fase das suas vidas. Para os adultos acaba por ser bom para relembrarem alguns aspectos da sua meninice. Não funciona como um manual de instruções para os pais, porque cada um tem a sua forma de amar e de educar, contudo, tem também o intuito de os ajudar a entender alguns dos actos, questões e dificuldades dos filhos. Pelo que tenho visto e ouvido, sei de muita gente que já leu o livro e se identificou com a Filipa e gostou de a conhecer e isso é muito gratificante para mim.
L&L ─ Quando se edita pela primeira vez, existem muitos sonhos e criam-se inúmeras expectativas. Crê que foram alcançadas?
AFB ─ Editar pela primeira vez não é nada fácil, principalmente para mim, que estou na fase das incertezas e da insegurança. O mais difícil foi a procura de uma editora que eu achasse que era capaz de fazer um bom trabalho com o meu projecto e que simultaneamente aceitasse trabalhar comigo. Tive algumas propostas, umas melhores do que outras, mas quando finalmente me decidi, foi um sentimento de desejo concretizado. As minhas metas não estavam muito elevadas, estava ansiosa por ter o feedback dos leitores e por saber como iria ser a reacção dos que me são próximos. O maior sonho era que o livro fosse bem aceite e que todas as experiências que ele me trouxesse me fizessem evoluir e aprender mais. Esses sonhos e metas foram, sem dúvida, alcançados e creio que sendo alguém totalmente desconhecido das pessoas, o livro foi muito bem aceite.
L&L ─ Tem tido a atenção dos jornais e esteve presente em vários programas de televisão. Para conquistar os leitores é importante ser uma boa comunicadora?
AFB ─ Sim, sem dúvida. A maior parte dos leitores é influenciado pelo que ouve dizer ou pelo que nós damos a conhecer através dos meios de comunicação. Gosto de comunicar e de ser simpática para as pessoas. Acho que é importante darmo-nos a conhecer, bem como à obra, porque só assim podemos despertar a curiosidade de alguém para depois ir até a uma livraria, comprar o livro e lê-lo. É todo um processo que, caso o leitor não esteja mesmo entusiasmado, pode não resultar. Despertar o interesse de alguém, ter o dom de surpreender as pessoas com palavras e saber aplicar os termos e as expressões certas nas alturas convenientes é deveras importante.
L&L ─ Que ensinamentos retirou dessas experiências?
AFB ─ Estaria a mentir se dissesse que todo este encadeamento de experiencias foi algo banal na minha vida. Aprendi muito com tudo isto, principalmente a nível psicológico, a saber gerir melhor certos factos e a encarar as coisas com calma e a devida importância. Iniciou-se um novo ciclo, senti que este projecto me enriqueceu bastante e, além disso, me fez chegar a pessoas espectaculares que, de outra forma, jamais teria oportunidade de conhecer. Percebi também que a confiança em nós próprios é fundamental para se desenvolver um bom trabalho e que apesar de todos os sacrifícios, valeu a pena lutar. Hoje é um privilégio ver o meu livro espalhado pelas diversas livrarias nacionais e saber que muita gente já teve oportunidade de o ler. Foi sem dúvida um dos acontecimentos mais marcantes e gratificantes da minha vida e que vai ficar gravado para sempre.
L&L ─ Para além de prosa, escreve poesia. Que significado tem para si a poesia e em que momentos se sente mais predisposta a escrevê-la?
AFB ─ Quando comecei a escrever, foi precisamente poesia. A poesia é, mais do que tudo, uma forma sublime de expressar sentimentos e, por vezes, um óptimo desabafo. Há dias em que me sinto especialmente inspirada para escrever poesia, há outros em que as ideias não estão tão organizadas e nesses dias prefiro abster-me da poesia. No entanto, a poesia é algo importante para mim e que gosto de partilhar com os outros, principalmente através do meu blogue “Poesia a Brincar”, visitado por pessoas de mais de 23 países (como é o caso, entre outros, do Brasil, Estados Unidos da América, Bélgica, Suíça, Holanda e, claro, Portugal). É algo que me deixa muito orgulhosa de mim e do trabalho que tenho vindo a desenvolver nesta área.
L&L ─ Quais os escritores que mais admira?
AFB ─ Sou uma leitora bastante diversificada e gosto de ler novos escritores. Quanto a escritores portugueses, leio muitos, mas aquela que mais me fascina é Maria Teresa Maia Gonzalez, que já tive oportunidade de conhecer pessoalmente. A nível internacional, são muitos os escritores que despertam os meus elogios: Lesley Pearse, Nora Roberts, Patrick Rothfuss e Daniel Glattauer.
L&L ─ Ambiciona cursar medicina. Seguirá, portanto, uma carreira ligada às ciências. O que estimula a sua veia literária, já que é uma área mais associada às artes e à subjectividade?
AFB ─ O que mais me estimula para a literatura é o gosto pelas letras, o impacto que uma simples palavra pode ter numa história ou num poema. É algo mágico que eu gosto de sentir. Jamais seria capaz de me dedicar por inteiro à escrita, apesar de ainda ser muito nova, sei que não teria capacidade para fazer da escrita a minha profissão. A medicina é outra área com a qual me identifico bastante, talvez pelo gosto de cuidar das pessoas o melhor que sei e de saber que lhes posso ser útil. Contudo, não ponho de parte a literatura nem a comunicação que são duas áreas que eu adoro explorar e vivenciar.
L&L ─ Fale-nos dos projectos que tem para novos livros.
AFB ─ Neste momento é-me complicado falar de planos para o futuro, porque estou empenhada especialmente com a escola. No entanto, já iniciei um novo projecto, chama-se Onde está o amor? e é um romance. Pretende, acima de tudo, desafiar a imaginação do leitor e despertar-lhe sentimentos. Por último, provar que todos temos amor para dar e todos precisamos de o receber, mas que, por vezes, a vida leva-nos por caminhos ocultos e torna-nos pessoas frias. A história vai-se formando pouco a pouco, apesar de ter uma ideia base, as personagens vão surgindo, estou a deixar as ideias fluírem. Este é um projecto a longo prazo, neste momento quero dedicar-me a 100% à escola, aos amigos, à família e ao primeiro livro. Deixar de escrever não está, de todo, nos meus planos.
L&L ─ Que sugestões daria a um futuro escritor?
AFB ─ Ainda não me vejo como uma escritora, sou principiante nesta área. Porém, aconselho a todos, quer queiram ser escritores, médicos ou qualquer outra coisa, que persistam e que lutem pelos seus sonhos, que não desistam de alcançar as suas metas, que, no fundo, não desistam da felicidade. Nesta área em concreto, ler é fundamental e depois escrever, desafiar o destino e tentar sempre chegar mais longe no horizonte porque o horizonte não é um fim, mas sim um infinito, uma continuação. Ter a coragem de arriscar e confiança em si próprio é imprescindível. De grandes obstáculos se constroem grandes pessoas… a escrita é isso mesmo, viver o fácil, o difícil, o possível e o imaginário, mas primeiro que tudo, ser feliz.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amor de verdade

Penso em ti,
como se estivesses aqui,
os teus olhos brilham,
o teu olhar fascina-me.

Sinto os teus braços,
como um abraço teu,
as tuas mãos ternas,
e o teu respirar.

Transmites-me o teu calor,
num abraço apertado,
um carinhoso gesto de amor,
que já mais será apagado.

Ficaram gravadas em mim,
todas as nossas lembranças,
o quanto eu gosto de ti,
vale mais que mil heranças.

Sinto saudade,
mas assim aconteceu,
o amor de verdade, esse, 
não morreu.

Ficaste comigo no coração,
e de ti lembro doçura,
rosto sensível, de afeição,
nostalgia que perdura.

Silêncio calmo de um sorriso,
telepatia de um olhar,
o adeus e o até já,
a vontade de te abraçar.

Acredito no amor,
enquanto ele existir, há vida,
acredita tu também,
estás viva em mim!

 Mais uma pequena homenagem à minha querida avó,
 que faleceu há dois meses.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Entrevista :)

Meus queridos visitantes, aproveito para divulgar uma entrevista que me foi feita para a revista "Livros & Leituras", foi um prazer colaborar com a revista e ser entrevistada por alguém tão especial como a Lurdes Breda :) Obrigada!!!
Espero que gostem e que deixem as vossas opiniões e comentários.
Podem ter acesso à entrevista a partir do seguinte endereço: http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=1188:ana-filipa-batista-de-grandes-obstaculos-se-constroem-grandes-pessoas&catid=102:ultimas-propostas&Itemid=165


E não se esqueçam... De grandes obstáculos se constroem grandes pessoas… a escrita é isso mesmo, viver o fácil, o difícil, o possível e o imaginário, mas primeiro que tudo, ser feliz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pensamento do dia...

Há dias em que o cansaço supera o activo... não é uma desistência, apenas uma pausa para pensar, para descansar, para assentar as ideias e definir prioridades, por vezes a agitação é tão grande que acabamos por não distinguir o que é essencial do que é supérfluo e mais tare apercebe-mo-nos de que erramos mas... tarde demais, já não há como voltar atrás. Às vezes penso que a vida é um jogo, já pensei que fosse algo muito sério e também já achei que fosse algo curto demais para seriedades. No fundo, após um momento a sós, descobri que a vida é algo único onde devemos brincar, sorrir, mas onde também existem responsabilidades e momentos sérios em que várias pessoas dependem de nós. Na verdade, falar na vida é como falar no horizonte... um "mundo" repleto de mistérios e descobertas, uma viagem encantada (ou não), mas no fundo, uma aprendizagem e o momento ideal para amar!
Sejam felizes e proporcionem muita felicidade às pessoas que amam =)

domingo, 15 de janeiro de 2012



Votos de uma óptima semana (de escola ou de trabalho) para todos :)
Esta semana temos novas publicações, vão passando por cá.
Beijocas :)
Ana.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Força de vontade...

Sinto-me renovada,
como se renascesse,
de dia para dia.


Sinto-me livre,
cada vez mais perto do céu,
dos enigmas do horizonte,
da verdadeira felicidade.


O brilho reluz no meu olhar,
o meu coração palpita de cansaço,
mas um cansaço bom, de luta, de conquista,
vejo um sonho em construção.


Definitivamente estou a lutar,
desta vez não vou permitir quebras,
sinto-me a evoluir, sinto-me capaz,
e se sou capaz, hei-de conseguir.


O mundo gira, mil e um acontecimentos,
por vezes esquecemos-se que existimos,
lutamos por tudo menos por nós,
e assim não faz sentido viver.


Descobri que o tempo chega,
desde que a força de vontade exista,
desde que nos disponha-mos a aproveitá-lo,
desde que queiramos fazer de nós seres mais felizes.


Assim vou explorando e aprendendo,
a fazer tudo o que quero, com o tempo que tenho,
com os obstáculos que a vida me impõem,
lutando e acreditando que é possível!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Horizontes...

Demorei muito a decidir,
desisti de mim tempo demais,
e nesse tempo descobri horizontes,
e percebi que posso ir mais além.


Nada mais posso fazer, sinto,
é hora de mudar, agora!
Não dá para fugir mais,
Chegou a minha vez de conseguir.


Superar-me é o desafio,
desvendar os meus próprios mistérios,
pôr à prova as minhas capacidades,
mas desta vez, não vou desistir!


Aprendi que posso ser ainda mais feliz,
sem me contentar com o meu pequeno sorriso,
que tenho poderes para chegar mais longe,
que temos força onde menos esperamos.


A desilusão ensinou-me a ter ambição,
mas principalmente, a ser forte,
não quero com isto dizer que não chore,
mas as lágrimas não declaram desistência.


Luto por mim, porque sou alguém,
e mereço ser feliz, por isso,
está na hora de cuidar de mim,
chega de ser assim...


A nossa força interior supera barreiras, obstáculos, um dos quais, as desilusões.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



Às vezes pergunto-me se aquilo que penso é certo ou errado, se aquilo que sinto vale a pena ou não, se sou feliz ou se a minha felicidade ainda está longe. É em dias como este que acho que aquilo que penso pode nem sempre ser o mais correto, mas têm-me ajudado muito a crescer (física e psicologicamente), aquilo que sinto vale a pena sim, os sentimentos maus, tornam-me mais fortes e trazem grandes ensinamentos, e os bons e muito bons, trazem-me felicidade. No meio disto tudo, quando me pergunto se sou feliz, é impossível dizer que não, no entanto, acredito que maiores felicidades ainda estão para vir.



Um dia posso deixar de acreditar, mas nesse dia, já não serei quem sou...


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Poeiras do passado

Esperei por ti...
onde estás?
Procurei-te em vão,
descobri nada mais senão vazio.

Agora sei,
tudo era ilusão,
a esperança perdeu-se,
por entre as trevas e a escuridão.

Chamei por ti, 
 
o teu nome ecoou,
como fogo que se propaga,
ainda assim, o som voltou,
sem notícias de ti.

Procurei dias, meses, anos,
desapareces-te sem rasto,
precisava de ti mas não estavas,
apenas memórias me deixaste,
apenas isso eu tinha.

Mas, aprendi a ser independente,
a tratar as minhas feridas,
agora para mim, já nada mais és,
senão fragmentos do meu passado.

Das recordações farei esquecimento,
e seguirei rumo a um novo caminho,
sozinha, sem ti, sem sofrimento,
onde nada é proibido,
senão chorar por poeiras do passado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O amor...

É impossível ser passado, ainda sinto,
não posso querer que já passou, agora,
sei que se disser que não, minto,
mas sei que já não é igual, embora,
nada se repita igualmente.

A exclusividade única daquele olhar,
aquele momento divino,
que só quem sabe amar,
pode conseguir compreender.

Embora às vezes pareça,
amar não significa sofrer,
é porém um caminho sem pressa,
uma nova forma de viver.

Um êxtase afectuoso,
uma alegria (in)dependente,
um enigma misterioso,
que chega a toda a gente.

Uns entendem-no, outros não,
é a lei da vida e o amor não é diferente,
o amor só foge de quem não o aproveita,
no entanto todos o temos dentro de nós.

Onde ele está, diz-se que no coração,
eu não digo que sim nem que não,
digo apenas que não o vejo, mas sinto-o,
ele vagueia em mim e de vez em quando, aparece.

Enfim, o amor não se manifesta por palavras,
sente-se,
não se oferece como um presente,
proporciona-se!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Força de Acreditar

Na complexidade extrema do silêncio,
ouço as tuas palavras ecoar,
como se acabasses de as dizer,
e num sopro te ouvisse falar.

Munida de amor e carinho,
foste quem me viu nascer,
e quem meus olhos fixaram,
para nunca mais te perder.

As lágrimas demarcam o teu rosto,
que outrora sorriu para mim,
agora fazes chorar meu coração,
só de te ver assim.

Acredita em ti e deixa-te levar,
seca as lágrimas e vive,
nunca deixes de lutar,
porque há sempre solução.

Olha o infinito e deixa-te planar,
refortalece-te no céu,
Esperança é força de acreditar,
que ainda há razões para amar.

Se acreditamos em Demónios, porque não acreditar em Anjos também ?!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Olá !!!
Eis a 1.ª publicação de 2012! Desejo a todos um óptimo 2012 cheio de alegria, saúde, paz, amor e muitas coisas boas e, enfim, que a crise não vos deixe ir abaixo. Mais um ano que terminou e um novo ciclo irá começar novamente. Ainda não consegui responder a alguns comentários deixados no blogue, mas quero desde já agradecer a quem os deixou e pedir que continuem a deixar as vossas opiniões porque é sempre óptimo ler-vos.
A partir de agora, com o retorno das aulas e dos testes não vou poder escrever-vos todos os dias mas sempre que possa vou passando por aqui.
Por hoje deixo-vos os meus votos de feliz Ano Novo e a promessa de que em breve farei novas (e mais interessantes) publicações :)
Beijocas!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Igual a ti...



Quero ser 

igual a ti,

tão perfeita 

e sublime,
Quero ter 
o teu olhar,
tão sincero
e humilde
Quero poder
voar,
neste céu,
tão azul
e resplendoroso,
Quero descobrir
a receita ideal,
para esse sorriso,
tão simples e
contagiante,
Quero saber,
a fórmula correcta,
ou enigma guardado,
a chave certa,
para templo sagrado.
E por último...
Quero perceber,
qual a melhor forma
de te dizer,
que te AMO!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Queridos visitantes:
Não me têm sido possível responder aos vossos comentários deixados no blogue (problemas técnicos). Logo que possível irei fazê-lo, com toda a certeza. 
Logo irei postar novos artigos, não percam :)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Uma carta muito especial...


Querido Deus: 
Desde que me conheço por gente e que aprendi o teu nome, tenho vindo a falar-te e a partilhar contigo sentimentos e emoções que às vezes não consigo gerir sozinha. Sei que às vezes não te rezo, ou pelo menos da forma como as outras pessoas rezam. Prefiro falar-te com as minhas palavras e ir-te contado aquilo que se vai passando comigo, ainda que eu saiba que tu estás a par de tudo muito antes de eu te contar as coisas. És a pessoa que melhor me conhece e que sabe tudo de mim, o quanto sofro e o quanto sou feliz, porque a vida não tem só um lado negativo. É claro que já me lamentei muito, às vezes vou-me abaixo e tu sabes disso, conheces melhor do que ninguém as minhas fraquezas e sabes que às vezes sou bastante cruel comigo própria, tenho pena de quando o sou com os outros… não gosto de fazer sofrer ninguém, mas sei que isso às vezes acontece, infelizmente. Por outro lado tenho muita sorte e sou uma privilegiada porque sou uma pessoa querida por muita gente e tenho pessoas que gostam muito de mim, tenho as coisas que gosto, comer na mesa, saúde, paz e amor. Que posso querer mais? Bem, às vezes somos assim, insatisfeitos e por vezes sinto-me ingrata por isso. Acho que pensas que sou mal agradecida, tanto me deste, tanto me ajudas-te e eu ainda choro e ainda me lamento. Não gosto de mostrar os meus pontos fracos junto das pessoas que gosto, não gosto que se preocupem comigo porque já chega terem de se preocupar com elas, na verdade, também não me deveria lamentar junto de ti porque tens um mundo enorme a teu cargo e com que te preocupar… Desculpa Pai do céu, por não resistir a chorar junto de ti, apesar de saber que preferes ver em mim um sorriso. Às vezes tenho medo de te ofender, de dizer alguma coisa que de deixe desapontado, mas na verdade devo dizer muitas, porque peco como todos os Homens. Gostava de te conhecer melhor, de poder sentir os teus braços a abraçar-me, ainda que eu saiba que ages no silêncio. Estás dentro do meu coração e sei que também estou no teu. Obrigada por me acolheres no teu mundo e por, por linhas tortas e direitas me fazeres tropeçar e levantar e me dares força para viver e seguir em frente nas minhas lutas e objectivos.
Continuarei a falar-te e até mesmo a escrever-te… Antes de me despedir, quero repetir que tenho orgulho em ser tua filha e em pertencer ao coração de alguém como tu, lamento desiludir-te de vez em quando, mas faz parte da vida. 
Um beijinho terreno que flutue até ti,
Ana.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

Queridos visitantes,
Antes demais quero deixar-vos o meu muito obrigada por me visitarem de quando em quando, não só de Portugal, mas já um pouco por todo o mundo, o que é um grande orgulho para mim. Sinto-me privilegiada, apesar das quebras que por vezes sucedem (como em qualquer ser humano), lutei muito para conquistar tudo o que hoje tenho e sou. Obrigada a vocês que me ajudaram a construir tudo isto e que tornaram possível que este blogue fosse para à frente. 
Deixo agora uma pequena mensagem de Natal... não só no Natal, mas ao longo de todo o ano, não se deixem levar por intrigas e mexericos, pelo diz que disse e que não disse, mas sim pelo vosso coração que é, possivelmente, o que melhores respostas vos pode dar, ainda que por vezes as respostas que nos dá não sejam compatíveis com as nossas vontades. Não sou heroína, salvadora da pátria, nem sequer perfeita como vos tenho vindo a transmitir durante cerca de um ano (através deste blogue), apenas gostava que se deixassem levar pelo carinho que todos possuem dentro de vós, que se esforçassem por manter a paz nos vossos lares e entre vós e que tentassem, em vez de prendas, oferecer amor uns aos outros. Por mais valiosa que seja uma prenda, se não for dada com amor, não terá qualquer valor, mas, por mais simples que seja um simples abraço, dado com amor e com carinho, será com toda a certeza um grande presente. Nesta época especial de nascimento e carinho, deixem para trás as inimizades e sejam felizes, porque nunca se sabe quando poderá ser o vosso último Natal.
Faz hoje um mês que perdi uma pessoa muito querida para mim, a minha bisavó. Por mais prendas que me possam dar, sei que nada terá tanto valor como tê-la aqui comigo, mas sei também que a vida não dura sempre e que por vezes é preferível ir do que ficar em sofrimento. Este Natal especialmente, transmito-vos uma mensagem de carinho e de união familiar e com aqueles que não são da família mas é como se fossem. Juntos somos muito mais felizes, ninguém é feliz na solidão, ninguém nem mesmo nós!
Um santo e feliz Natal para todos os que me acompanham e lêem, junto dos que mais amam, com muito amor, carinho, paz e alegria. São os meus votos para este Natal e para a vida :)


Ana Filipa 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011



Um bom presente de Natal para miúdos e graúdos, à venda em praticamente todas as livrarias um pouco por todo o país.

Em Coimbra encontram-no facilmente na Fnac e na Bertrand do Fórum, sendo que todos os livros meus que estão na Bertrand do Fórum estão autografados :) 

Feliz Nata e um óptimo Ano Novol :)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Procuras incertas :)

Encontro-te perdido... olho-te, miro-te, 
aprecio a sublimidade do teu corpo, da tua face,
ternura que me conquista de imediato,
que me envolve e me faz sonhar...


Chorei antes ao ver-te partir,
sem ti conheci a dor,
mas também aprendi,
quanta falta me fazias.

Reencontro-te agora,
neste longínquo encontro,
duas almas perdidas,
dois espelhos desfeitos pelo chão.

O meu jardim murchou,
a Primavera perdeu o sentido,
o cântaro que o vento levou,
e o estilhaçar do vidro.

Perdi-me e aí te encontrei,
por caminhos incertos,
sem margens nem setas.

Eu e Tu,
reencontro sombrio,
chama que reacende,
calafrio veloz,
ecoar doce de uma voz,
que implora por amor.

Ilusão instável, grito precoce,
um sopro, um arrepio,
abro os olhos e nada mais do que o vazio,
de um sonho que acabou.

Assim me encontro,
assim me perco,
assim te espero.

Do amor, nada sei,
a busca continua.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Para lá do horizonte :)

Sonhei um dia chegar mais além, além do horizonte onde tudo era um enigma... Esse sonho ficou e perdurou, mas percebi que sonhar só não chegava, foi então que ganhei força e comecei a lutar para que um dia pudesse lá chegar... Esse dia em que sonhei, já passou há muito tempo e ainda aqui estou, o que há para além do horizonte continua a ser um mistério, mas eu não perco a esperança, não deixo de lutar, acredito que de cabeça erguida e pensamento positivo vou lá chegar. O caminho é difícil, mas só se lança a ele quem está disposto a cair, quem acredita que é possível lá chegar e por isso nunca desiste, os outros, são meros alguéns que se lançam na vida sem destino e para os quais o horizonte não existe, porque a sua vista não alcança para lá dos seus pequenos mundos...



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Partilhando...



P.S.: Não fui eu que escrevi, mas   li, gostei, e agora partilho convosco !

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pensamento do dia ...


Por vezes iludi-mo-nos... uma coisa é não desesperar e querer lutar por algo que se ama ou que se ambiciona, algo diferente é ficar à espera, sentado num banco ao sol, e esperar que essa coisa decida vir até nós. Se por vezes temos sorte e somos beneficiados, outras vezes o que perdemos à primeira vez, perdemos para sempre sem possibilidade de retoma, outras vezes ainda, o coração não esquece, mas perdoa e concede uma nova oportunidade. Inteligente é aquele que erra e que aprende com os seus erros e não o certinho que acerta tudo à primeira, se esperar uma primeira vez e não conseguir obter, é sinal que algo está errado, mas não desista, porque o mundo não é só um dia, mas um dia pode revirar o SEU mundo... seja feliz e não condicione a sua felicidade, aprenda antes a saber fazer opções e a aceitar o mundo e a si mesmo... assim ser feliz será mais fácil! Não deixe que as quedas e os tropeções o deitem abaixo, mostre que sabe sobreviver e prove a si mesmo que é capaz, temos sempre forças onde não imaginamos... nunca desista, só conseguirá alcançar as suas metas se lutar por elas e se não esmorecer... a vida é uma aprendizagem, aprenda, divirta-se e lembre-se de que há sempre alguém à espera de um sorriso seu!
:)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Poema de Natal :)

Ao sinal do Pai Natal,
Renas em sentido,
Ou não fosse afinal,
Um momento divertido.

O Natal é acção,
Dar e receber,
Uma prenda, um coração,
Alegria de viver.

No Natal vamos reflectir,
Sobre o mundo, sobre a vida,
E a importância de sorrir.

Conviver em paz,
E pensar afirmativo,
Porque a vida traz,
Um lado positivo…

Luzes, para o caminho iluminar,
E a vida colorir…
Se há sinais, segue-os,
Não hesites em prosseguir!

Acção, é tempo de reagir,
Momento ideal para amar,
Dar o coração e sorrir…

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011



Continuas a fazer-me sofrer. Ainda que não saibas, que não sintas o mesmo que eu, faz-me sofrer a tua indiferença. Não sei o que fazer, continuas a assaltar a minha memória e a fazer crepitar o meu coração. Quando passo por ti, só espero o teu olhar, apenas que me mires, pois o teu olhar faz-me feliz. Gosto de estar perto (de ti), mas ao mesmo tempo é difícil resistir ao sentimento que brota cada vez que me aproximo, mesmo indirectamente. Há coisas em ti que não percebo e outras que me suscitam curiosidade, tu tens algo que me atrai, talvez por seres diferente, ou porque conheço tanto mas ao mesmo tempo tão pouco de ti… Gostava de te poder dizer que ainda gosto de ti e que és a pessoa em que penso ao adormecer, gostava de poder dizer-te o quanto és especial, mas acho que não ias entender. Afastamo-nos tanto que perdi a confiança que tinha na nossa amizade, restam lembranças e testemunhos escritos, como este, que fui usando como forma de terapia. Continuo a ver-te como alguém que nunca esquecerei, mas magoaste-me muito, embora aches que não… magoaste-me porque fui talvez uma das pessoas que mais tua amiga foi, ajudei-te tanto quanto pude e aturei coisas que se calhar não devia, tive paciência, e tentei sempre dar o meu melhor, tudo isto para no fim, perder um amigo, alguém que eu realmente considerava amigo, em quem eu confiava e contava montes de coisas. Acho que nunca te apercebeste do quão importante foste, acho que nunca te apercebeste que deixaste de ser meu amigo naquele dia em que deixaste de falar para mim e começaste a fazer de conta que éramos meramente dois desconhecidos comuns… para mim isso não é amizade, talvez seja eu que sou exigente ou então tu que não sabes ser (meu) amigo. Enfim, não sei como digerir o meu pensamento, o meu coração terá de sofrer com os meus actos, enquanto não conseguir eliminar-te do meu caminho… sendo que no teu, já não sou nada…

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pensamento do dia ...

Que sentido tem ter grandes ideias, grandes metas, se no fim temos grandes desilusões? - perguntava-me alguém à pouco.Não soube bem o que responder, esta interrogação tocou-me, tentei dar resposta: - Quando sonhamos voar mais longe e temos grandes ideias para tal, devemos ter em conta os meios que usamos e tomar consciência de que para cada acto à uma consequência que temos de nos prontificar a assumir. Sonhar alto demais é quase que um crime, mas sonhar para atingir é a liberdade de cada um chegar mais longe mas ao mesmo tempo mais perto da felicidade. As desilusões existem porque os deslizes existem e o mundo não somos só nós! - Eu penso assim :)



domingo, 4 de dezembro de 2011

‎"Onde está o amor?" - quanto a ideias para novos projectos, não me faltam (felizmente), no entanto, ainda que não esteja nada para breve, comecei à uns tempos a escrever um novo livro intitulado "Onde está o amor?". Não sei o que isto irá dar nem se chegará um dia às livrarias, para já, deixo-vos um pequeno esboço da história...


Mike (nome sujeito a alteração) é o novo aluno de uma das escolas secundárias de Lisboa mais conceituadas, a Prestigie Lisbon School. Esta escola abrange, além de alunos nacionais, vários imigrantes. Mike é um entre tantos alunos novos que chegam à escola. Com a chegada deste novo aluno a uma das turmas de 12º ano, Emilie O’Corner, uma estudante americana integrante da turma, vai apaixonar-se, quase de imediato, por este rapaz que, logo nos primeiros instantes se torna cobiçado por todas as raparigas. O que Emilie não sabe é que Mike não é um rapaz como os outros e que vem de um mundo muito distante e diferente do dela, que ela julga ser apenas fruto da imaginação pública. Emilie não percebe o porquê de Mike ser tão reservado, mas ao mesmo tempo querer saber tanto sobre ela e a sua família. Um dia, Emilie é assaltada e aquilo que aparenta ser apenas um simples roubo vai tornar a vida de Emilie o maior pesadelo que alguma vez imaginou. Emilie irá começar a ser perseguida por “espíritos fantasma” que a bombardeiam com mensagens assustadoras que ela acredita serem enviadas por “forças do mal” que alguém rogou contra ela. Pouco a pouco, e sem se aperceber, Emilie começa a viver num mundo completamente diferente, o imaginário que muitos julgam não existir e que ela classifica como “reino das trevas”. A esse “reino” pertence Mike que, vai fazer de tudo para se apoderar do corpo de Emilie e transportá-lo de vez para a sua realidade, já que acredita que este possui poderes especiais e infalíveis que podem em muito ajudar o seu reino a combater os humanos. Sem saber Emilie possui um objecto mágico que vai mudar tudo e tornar a sua vida numa verdadeira história de terror. Será que Emilie será capaz de sobreviver a todos estes presságios e feitiços que irão recair sobre ela? E no meio de tudo isto, onde está o amor?! 

Um romance cheio de reviravoltas contado a duas vozes, de uma forma única, que não vai deixar ninguém indiferente!
:)
P.S.: Pedem-se opiniões e sugestões!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um dos melhores poemas que já li :)

Sonhei que estava caminhando na praia
juntamente com Deus.
E revi, espelhado no céu,
todos os dias da minha vida.
E em cada dia vivido,
apareciam na areia, duas pegadas :
as minhas e as d’Ele.
No entanto, de quando em quando,
vi que havia apenas as minhas pegadas,
e isso precisamente
nos dias mais difíceis da minha vida.
Então perguntei a Deus:
"Senhor, eu quis seguir-Te,
e Tu prometeste ficar sempre comigo.
Porque deixaste-me sozinho,
logo nos momentos mais difíceis?
Ao que Ele respondeu:
"Meu filho, Eu te amo e nunca te abandonei.
Os dias em que viste só um par de pegadas na areia
são precisamente aqueles
em que Eu te levei nos meus braços."

Margaret Fishback Powers

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Memórias

Não estou bem.
Há dias assim, escuros.
Faz falta um sorriso,
um abraço, ternura.
Sinto falta de TI,
as saudades, e a exaustão,
que se apodera de mim.

Um passo, recuo,
uma palavra, uma dúvida,
parece um auto de escuridão,
momento sombrio,
lágrimas chovem pelos olhos,
grito sôfrego do coração,
que teme incerto o final,
porque a verdade não é razão,
e porque o sim depende do não.

A tua ausência magoa-me,
doce recordação...
Enfim... 
Foste embora,
e aqui me deixas-te,
lembro o dia do adeus,
e o bater forte do coração.
AGORA,
aguardo o reencontro,
porque a vida continua,
até que um dia nos reencontremos,
na eternidade.


-> Não é bem um poema, até porque não está nada bem escrito, digamos que é apenas um desabafo... logo que possa, actualizo melhor o blogue... até lá, vão dando sinal de vida e deixando comentários,
beijo.

Sugestões de leitura

Aqui ficam algumas sugestões de leitura e até mesmo para prenda de Natal...



  • Quando Sopra O Vento norte - Daniel Glateur
  • O filho do desconhecido - Alan Hollinghurst
  • O Dom - Richard Paul Evans
  • Mais Negro do que a Morte - Tami Hoag
  • Fumo Azul - Nora Roberts
  • Diário de Filipa: Peças de um Puzzle - Ana Filipa Batista
  • Dezembro - Elizabeth H. Winthrop
  • A melodia do Amor - Lesley Pearse




E uma sugestão musical também... uma música que dá que pensar :)


sábado, 26 de novembro de 2011

Superando a dor...



Sabia que era difícil, mas esperei já estar minimamente mentalizada. Quando soube fiquei incrédula, porque não esperava que depois de teres passado tudo aquilo que conseguiste passar, fosses embora assim, de um momento para o outro, sem eu sequer ter tempo para me despedir. Acreditei sempre que serias capaz de enfrentar isto e que ainda passaríamos pelo menos mais um Natal juntas, afinal de contas, e para minha surpresa, foste antes, assim, tão de repente, tão subitamente. Foi um choque, não sei descrever o que senti, talvez não hajam palavras suficientes para o fazer, mas foi algo forte, como se de repente um pouco de mim tivesse morrido também. Lembro-me de quando ia a tua casa e te pedia bolachas, de quando me dizias que estava gordinha e quando vinhas lá da Ribeira para passar o Natal ou alguma festa connosco. Apesar de já estares cá há algum tempo, acho que nunca tinha percebido tão bem o quanto gostava de ti como quando soube que tinhas ido para o hospital. Fiquei triste, preocupada, com medo que te fosses abaixo e que eu nem tivesse oportunidade de te dizer que gostava muito de ti. Quando choravas por me ver, tentava desviar o assunto, era incómodo ver-te chorar, porque não sabia como reagir. Da primeira vez que te fui ver ao hospital, foi difícil ver-te ligada às máquinas, com problemas respiratórios, cardíacos, com vontade de morrer, desanimada. Tentei convencer-me de que eras forte o suficiente para ultrapassar tudo aquilo, e realmente foste, aquilo e tudo o que veio depois. O que mais me custou foi a minha visita antes de seres operada a segunda vez, lembro-me que te disse que gostava muito de ti e tu olhas-te para mim, abriste muito os olhos, e nada disseste, aquele bipap impedia-te de falar. De mãos dadas, tentei transmitir-te calma e força, entre as festinhas nos braços e as palavras soltas que ia trocando contigo, além dos olhares ternos que soltava-mos uma à outra. Acho que naquele momento o que mais me apetecia era desatar a chorar, sabia todos os riscos daquela operação e desconfiava que aquele momento pudesse ser único, fiz um esforço enorme para não desanimar e para manter confiante o meu pensamento, ao contrário do que todas as pessoas que estavam naquele quarto julgavam, consegui pôr de parte as lágrimas, enchi-me de força, dei-te um beijo e vim embora. A tristeza e o desânimo do meu coração deixaram-me cansada, e quando cheguei a casa, vesti o pijama e fui para a cama, aí soltei algumas lágrimas, pensei em alguns momentos e, tal como me pediste, rezei por ti. Felizmente sobreviveste a mais este percalço que a vida te colocou, confesso que foste tão forte como eu nunca imaginei, e isso comoveu-me, muito. Passadas todas estas barreiras e vendo-te progredir de dia para dia, quando te visitava no hospital, nada me faria prever que assim, de um momento para o outro ficasse sem ti…
A última vez que me acenaste e disseste adeus, ficará gravada na minha memória e no meu coração, ainda que prefira relembrar outras memórias mais alegres que tenho de ti.
Nesta altura é difícil digerir toda esta avalanche de sentimentos que me fazem pensar em tantos momentos e ao mesmo tempo numa só pessoa, em TI! Tenho saudades de ti, ainda agora foste e já tenho tantas saudades, a ideia de nunca mais te poder ver a sorrir, de nunca mais te ouvir falar, aterroriza-me e assusta-me.
Nunca tinha lidado com a morte assim tão de perto, nunca estamos preparados para esta dor, para este sentimento de perca, de saudade, de tristeza e exaustão.
Acredito que aí do céu me consegues ouvir e que estás em boa companhia, zela por mim e fica perto, visita-me nos meus sonhos, não percas o contacto comigo, dá-me sinais, eu sei que vais estar aí, ainda que fisicamente não me possas abraçar, fica junto a mim.
Resta-me relembrar-te e continuar a amar-te no meu íntimo, com a certeza de que ficarás guardada num cantinho muito especial do meu coração e na minha memória, para sempre.
Um dia, quando Deus quiser, vou ter contigo, e depois estamos juntas outra vez, para sempre, até lá, vou trocando palavras contigo, porque acredito que me ouves, que me vês, que estás aí, e que vais olhar por mim, até quando chegar a hora do nosso reencontro.
Não contesto a decisão Dele quando te levou, sei que estás bem aí, ainda que eu aqui esteja mal, mas hei-de ficar melhor. Resta-me mandar-te um beijinho com muito carinho e amor e desejar que descanses em paz.
Gosto muito de ti, sempre!
Se eu acreditasse que a vida acaba quando o corpo morre, diria adeus, mas como acho que estás aqui comigo e que ainda nos vamos voltar a encontrar, digo apenas até… quando Deus quiser!
Sei que não te vais esquecer de mim, nem eu de ti… e não te esqueças, visita-me em sonhos, por favor, quero-te sentir mais de perto agora que já não te posso ver nem tocar.
Podes ter morrido em Terra, mas em mim, sinto-te viva no meu coração. As minhas lágrimas são apenas tristeza por já não te ter aqui fisicamente, junto a mim, e de já não poder falar contigo… mas tenho de aceitar que todos morremos. Já sofreste muito, mas agora… descansa!
Um grande beijinho, de cá de baixo aí para cima, sente-te beijada, porque continuarei a amar-te!