terça-feira, 18 de outubro de 2011

Segue o TEU caminho - Parte I

Ao contrário do que se possa pensar, nem todas as histórias precisam de ter como figurantes ou protagonistas grandes heróis ou vilões. Deslumbramos-nos com os príncipes e com as princesas, com os super-homens, com os heróis e heroínas mas, para que tais personagens possam existir é preciso uma boa história, e quando digo isto não quero apenas salientar as personagens dessa história, porque afinal de contas não são apenas elas que tornam tudo tão fantástico e belo. É preciso um bom argumento e principalmente, muito sentimento ao escrever tais coisas. A magia de uma história está na capacidade de misturar variados sentimentos e acções como que um cocktail de ingredientes diversos mas, sem nunca perder a credibilidade. O amor, a amizade, bem como o ódio, a raiva e tantos outros sentimentos, são ingredientes indispensáveis a uma história que pretende cativar o leitor talvez assim seja porque eles também existem na realidade e muitos são indispensáveis à nossa felicidade.

Ao revés da ficção, na vida real, é rara a pessoa que dispensa uma boa amizade, e como há sempre histórias que nos servem de exemplo e nos inspiram, vou contar-vos a história de cinco amigos muito diferentes mas ao mesmo tempo muito iguais. O tempo fez com que os seus caminhos se cruzassem e desde aí até ao presente que o Afonso, o Chico, o Miguel, a Ana e a Mariana são os melhores amigos.
A adolescência é um período revolucionário na vida de qualquer jovem, dão-se transformações físicas e psicológicas, abrem-se horizontes e surge, entre muitas outras coisas, um desejo aberto de quebrar barreiras e fazer do proibido obrigatório. Poderia enumerar montes e montes de coisas que a adolescência molda e transforma mas não o vou fazer, talvez seja mais entusiasmante se deixar que o leitor descubra por si só todas essas enumerações. No entanto, de uma coisa tenho a certeza, por mais coisas que mudem há amizades que nunca se esquecem e amigos que nos marcam de uma forma tão especial, tão única e tão verdadeira que seria um pecado perdê-los de vista. A vida dá muitas voltas e a distância não significa, de todo, o fim de uma relação, não quando essa relação é genuína e tão forte quanto uma verdadeira amizade. Seguimos os nossos caminhos mas e sempre importante lembrar caminhos próximos e que nos são tão queridos. 


(CONTINUA) 

domingo, 16 de outubro de 2011

"One day"

Os "One day" são nada mais, nada menos do que um grupo constituído por quatro jovens que adoram música. O grupo é constituído por três rapazes (Hugo, João e Gonçalo) e uma rapariga, a vocalista (Eduarda).
Conheço-os já há algum tempo e por isso, confiei no talento deles e convidei-os a estarem presentes quer no lançamento do livro quer na apresentação na FNAC, e não me arrependo nada, estiveram lindamente e o público adorou... Nas minhas próximas apresentações vou fazer o possível para os poder ter comigo... quem sabe não esteja para breve um CD :)
Para que possam comprovar o talento destes quatro jovens, aqui fica a interpretação deles das músicas "Always Somewhere" e "No Woman no Cry".


Apresentação do livro "Diário de Filipa, Peças de um Puzzle" na FNAC

















E assim foi mais uma apresentação do livro "Diário de Filipa, Peças de um Puzzle", desta vez na FNAC. Os "One day" estiveram presentes e encantaram o público com duas músicas. Maravilha :)
Mais um dia para recordar :)
Beijinhos,
Ana Filipa.

sábado, 15 de outubro de 2011

Sonho...


Sonho contigo,
O teu olhar doce faz-me delirar,
Sinto-te em mim,
Como vontade de te abraçar…

Faz-me falta a tua voz,
O teu cheiro suave,
O teu olhar e tua pele,
Faz-me falta o teu amor.

Não sei que sinto por ti,
Pensei que já tinha passado,
Mas afinal nada mudou,
Continuo apaixonada.

O meu coração palpita forte,
Sempre que te vê,
Apetece-me correr para ti,
Abraçar-te, dizer-te o quanto és para mim.

És importante, mais do que julgas,
Alguém que me inspira,
Que me faz sonhar,
Que desperta em mim algo inexplicável.

Se antes me fizeste sorrir,
Agora fazes-me chorar,
Não compreendo o que sentes por mim,
Nem a maneira como ages,
Apenas sei que me sinto triste,
Triste por estares tão distante,
E pelo meu coração morrer de saudades tuas…

sexta-feira, 14 de outubro de 2011



"Sinto-me tão, mas tão confusa. O que será que ele sente por mim?! Será que gosta de mim, mas que a vergonha é assim tanta que ele nem sequer consegue olhar para a minha “face”?! Faz parecer que me odeia, magoa-me quando me vira a cara, não fala comigo, provoca-me através de olhares e risinhos cínicos que eu odeio mais do que tudo, tira conclusões precipitadas e ainda pensa que eu gosto dele e me interesso pelo que ele faz ou deixa de fazer, que grandessíssimo parvo!
Quando olha para mim parece que sinto um arrepio na espinha, quase como que uma lufada de vento, quando os nossos olhos embatem, o olhar parece entrelaçar-se de uma maneira tal que é difícil desligar, mas ele consegue fazê-lo sempre primeiro que eu. Normalmente quando acontece os nossos olhos “esbarrarem” um no outro, ele olha durante cinco segundos e depois vira a cara ou sai daquele sítio, já eu não consigo. Parece que vivo aqueles olhares com uma intensidade esquisita, uma imensidão terna que eu não consigo explicar. O meu olhar deixa-se levar e por vezes é difícil conseguir restabelecer-me daqueles momentos tão únicos e só meus… O olhar dele é doce e suave, mas não consigo compreender o que sente quando me vê nem o que acha em relação a mim. O nosso afastamento fez com que perdesse-mos a confiança que tanto lutámos para conseguir criar, fez com que deixássemos de nos sentir À vontade um com o outro e até deixámos de saber o que podemos ou não dizer um ou outro. Falo por mim, que até gostava de falar com ele de vez em quando, até que fosse só um “olá” ou um “tudo bem?”, mas não dá. Por um lado ele até pode considerar-me uma amiga, gostar de me ver de vez em quando, gostar de achar que eu gosto dele, mas por outro, enfim, digamos que me pode achar uma parva (principalmente por dispensar tanto do meu tempo com ele, que decididamente não o merece), chata, intrometida e coisas do género. Se por um lado até me pode achar mais ou menos, por outro pode não estar completamente na minha e para ele, quando mais longe eu estiver melhor.
Pode ser apenas impressão minha mas, quando o sinto a olhar para mim, “vejo” um olhar de desprezo, algo confuso de explicar. Um olhar que transmite indiferença e uma noção de muito pouca importância. Algo tanto ou quanto igual a um “não quero saber de ti para nada”. É tão difícil sentir isto: o coração pulsa devagarinho e os batimentos são ora suaves ora acelerados, os músculos contraem com pouca exactidão, e o sangue quase que congela nas veias. Sinto-me pequenina… triste e desmotivada. Ele não merece que lhe dê atenção, nem muita nem pouca, simplesmente não merece nenhuma, mas o pior é que eu ainda não consegui desligar de vez. Ao contrário do que aquele parvo julga, eu não gosto dele, mas acho que ninguém gostava de sentir que uma pessoa que já lhe foi muito querida e que julgou até a uma certa altura ser um bom amigo, de repente a faça sentir que não têm importância nenhuma para ele e lhe esteja sempre a lançar olhares desprezíveis que irritam até ao menino Jesus… Não se trata de uma questão de me interessar pelo que ele faz ou deixa de fazer, às vezes apenas sinto curiosidade de saber certas coisas, mas nada para além disso. Se gostasse dele já me teria apercebido e por consequente não estaria a negá-lo agora. Acho que não posso sentir algum tipo de amor ou atracão por alguém que sinto que me quer longe, uma pessoa que me faz sentir inútil.
Estaria a mentir se dissesse que não queria saber o que ele acha ou deixa de achar de mim, o que não significa necessariamente que a opinião dele tenha alguma relevância para mim (o que possivelmente até é um bocadinho verdade), mas apenas gostava de lhe poder perguntar o que acha de mim, quem é que eu sou para ele e se sente algo em relação a mim, quanto mais não seja uma pontinha de amizade. É algo que cada vez me suscita mais dúvidas, se eu achasse que ele iria ser honesto comigo, já lhe tinha perguntado isso, mas tenho a certeza que ele me iria mentir, por isso não vale a pena.
O meu pensar neste momento resume-se a isto. Provavelmente algumas das minhas amigas já estarão fartas de me ouvir falar nisto, mas não consigo controlar… ele inquieta-me e torna o meu humor bastante instável, deixa-me meia sem jeito e depois sinto uma necessidade incontrolável de falar com alguém e elas, coitadas, são quem me atura!
Vou fazer o meu melhor para conseguir ignorá-lo. Vou tentar esquecer de vez tudo o que aconteceu entre nós e todas as atitudes estúpidas dele. É tímido, cobarde e antipático, não temos sequer nada a ver um com o outro.
As minhas colegas, parte delas, acha que vamos acabar juntos mas eu não acho e não quero de todo que isso aconteça, já sofri demais por alguém que não merece a pena, e é triste dizer que alguém não merece que se importemos com ela, mas neste caso, é mesmo isso. Vou tentar dormir, não é que o sono seja muito, mas preciso de descansar… quanto mais não seja destes pensamentos… só espero amanhã acordar com o “disco rígido da minha cabeça” avariado e que tudo o que seja relativo a ele tenha ido parar à lixeira…
Bye…"

Ana (14-10-2011).

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Há coisas que não percebo...pessoas que por mais que me esforce não consigo compreender, atos que certas pessoas têm para comigo que quase me fazem perder a cabeça... sentimentos que não consigo evitar e dúvidas que continuam a existir, por mais que o tempo passe!

Boa noite a todos (:
Um beijinho,
Ana Filipa (: 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

És...

INSUBESTITUÍVEL, INCONFUNDÍVEL, INFANTIL,
AMIGO, CARINHOSO, PREGUIÇOSO, TÍMIDO,
MISTERIOSO, INSTÁVEL, ATENTO, SORRIDENTE,  
SIMPÁTICO, IRREVERENTE, INSENSATO, INJUSTO,
 ESPECIAL, ÚNICO, TOLERANTE, ESPONTÂNEO, DE-
SAFIADOR, ALEGRE, IMAGINATIVO, CIÚMENTO,
PROFUNDO, DISTANTE, IMPULSIVO, ENVERGO-
NHADO, PATETA, CURIOSO, AGITADO, NERVOSO,
DESORGANIZADO, MANIPULADOR, MENTIROSO,
ALDRABÃO, SOLITÁRIO, INGÉNUO, EXCÊNTRICO,
RESSENTIDO, VICIANTE, INDIFERENTE, INOCENTE,
INTERESSANTE, CONQUISTADOR, INFLUENCIÁVEL,
EMOTIVO, CORAJOSO, INABALÁVEL, SUPERFICIAL.

Perfeito? Não, HUMANO!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Penso, penso e de tanto pensar a minha cabeça está prestes a dar um nó... o melhor mesmo era não pensar, mas não consigo... "Longe da vista, longe do coração", involuntariamente estamos ambos perto da vista, mas espero conseguir manter-te longe do meu coração!

Bom feriado para todos,
beijinhooo,
Ana Filipa (: 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Chega!

Não percebo porque insistes,
Continuo sem saber qual o motivo,
Qual a razão para me magoares assim,
Umas vezes dizes que não e outras que sim,
Chega!

Sinto-me triste, talvez seja esse o teu objectivo,
Sinto que estás a agir assim só para me magoar,
Só não percebo o porquê de tanto ódio, de tanta vergonha.

Apetece-me trancar num sítio longe de ti,
Onde nunca mais tenha de olhar para a tua cara,
E sentir este mau estar tão grande que causas dentro de mim.

Talvez seja revolta, por tudo o que já aconteceu,
Talvez queira negar o que sinto ou simplesmente deixar de sentir,
Talvez me sinta desconfortável com os teus olhares estúpidos e os risinhos cínicos,
Talvez o que dizes venha a deixar de me afectar, um dia, quem sabe!

Não vou deixar que me uses e que no fim me magoes,
Passaram já os tempos em que a ingenuidade me cegava,
A partir de agora não sou mais quem era, agora sou outra,
Aprendi com os meus erros e comecei a ver para lá da escuridão,
Agora já não és quem eu pensava e eu já não sou a pessoa que apara todos os teus golpes.

Tola fui, quando pensei que podias ser diferente,
Patética, ao julgar que podias sentir algo verdadeiro,
Ingénua por não ver que apenas me usavas e nada mais,
Simplesmente cega, por não ver a pessoa baixa que tu és!

domingo, 2 de outubro de 2011



Olá! Às aulas começaram à cerca de 2/3 semanas, mas tenho tido sempre imensas coisas para fazer. O blogue é uma parte de mim e por isso tenho pena de às vezes não poder investir tanto nele como queria, ando a pensar em coisas novas sobre as quais ainda não posso adiantar muito, mas tem a ver com um novo espaço que inclui, além de outras coisas, música...
Quanto ao meu livro, já está à venda em quase todas as livrarias do país. Espero que gostem de conhecer a Filipa. "Diário de Filipa:Peças de um Puzzle" é nada mais, nada menos do que um livro que relata aproximadamente 6 meses do quotidiano de uma pré-adolescente de 12 anos (a Filipa). Adequa-se a praticamente todas as idades, uma vez que pretende, entre outras coisas, dar a entender aos mais novos que não são só eles que passam por dias menos bons e que as ilusões, as desilusões existem e que a pré-adolescência e a adolescência tem coisas menos boas, mas também tem coisas muito boas! Quanto aos mais velhos, acho que é um livro bom na medida em que podem relembrar um pouco a sua meninice e além disso perceber um pouco melhor o que vai na cabeça de uma pessoa desta idade.
Desejo a todos um bom Domingo e uma óptima semana! No próximo Sábado já sabem, será o lançamento do meu livro "Diário de Filipa: Peças de um Puzzle" pelas 15h30, no Colégio da Imaculada Conceição (CAIC) em Cernache-Coimbra. Estão todos convidados a ir, beijinhooo (:

Ana Filipa (: 

sábado, 1 de outubro de 2011

Custa-me acreditar :(

Custa-me acreditar naquilo que te tornaste,
na forma cruel como a nossa amizade desmoronaste,
nas palavras ridículas que hoje ditaste,
na pessoa linda que eras e naquela em que te formaste.

Conheci-te e julguei que eras minha amiga,
agora percebo o valor da ingenuidade,
afinal de contas não és amiga de ninguém,
por mais que custe, é esta a verdade.

Vagueias, sem rumo, como boneca perdida em água,
vais e voltas conforme te convém,
as tuas inconstâncias magoam pessoas e vertem lágrimas,
se queres ir, vai, mas não arrastes mais ninguém.

Sinto que nem sequer te conheço,
desiludiste-me, magoaste-me, iludiste-me,
foste uma desilusão, agora, olho-te e não vejo uma amiga,
vejo alguém cruel, mesquinho e sem razão.

Se quiseres ir, vai,
estendi-te a minha mão,
tentei levantar-te desse poço,
arrisquei ir buscar-te,
mas contra ti ages,
foste rígida,
magoaste quem te tentou ajudar,
quem pensava que éramos amigas,
quem só queria o teu bem e,
uma amiga para a vida.
Apesar de todas as palavras amargas,
de todas as desilusões e brutidades,
apesar de todos os gestos mal feitos,

Sabes que me custa ver-te assim,
sem rumo, a afundares-te, escusadamente,
por isso, por muito que tenhas feito,
por muitas feridas que tenhas causado em mim,
continuo aqui para o que precisares,
ainda que a nossa amizade não prevaleça igual.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sonhei...

Sonhei uma noite, um sonho enfeitiçado,
parei as águas que no meu sonho corriam,
sussurrei ao vento um segredo encantado,
quimera de penas brancas e sorriso alegado.

Meu sonho esbateu em água cristalina,
o que já não posso mais ocultar,
a paixão febril que o meu coração domina,
um sonho agitado como barco em alto mar.

Os pássaros da madrugada,
perderam a vontade de cantar,
magia suave de um olhar,
luar mortífero, sem pressa de terminar.

Ondas de memórias sãs,
recordações empoeiradas,
livro de poções vãs,
mil e uma horas passadas.

Neste sonho sonhado,
pensei sorrindo,
que nas nuvens estava dormindo,
e que os teus braços tinhas alçado,
para que me pudesse debruçar,
e sobre ti dormitar...

Este sonho conduziu-me ao espaço,
bailámos por momentos sobre o céu,
em jeito de brincadeira sussurrei,
deixei cair o esplendor do véu,
que um dia à Igreja levei.

Voltas e voltas, girando docemente,
tu me abraças cada vez mais, e mais...
Sinto a tua voz rouca, o teu hálito quente,
os gestos doces que não quero largar, jamais...

Carícias sublimes, como só tu me sabes dar,
selas-me a boca com um beijo salgado,
e o olhar, como uma trama difícil de largar,
um momento doce, tão quente como molhado.

Sei em fim, que nada disto é verdade,
mas, quem sabe, se sonhar outra vez,
este sonho tão mágico e divino,
ele um dia se torne realidade...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ana Filipa no "A tarde é sua" - TVI - É já amanhã :)



A todos os que me queiram ver na TVI estarei AMANHÃ, dia 28 de Setembro, no programa "A tarde é sua" na TVI - apresentado por Fátima Lopes. O programa começa às 15h15 e termina por volta das 17h30, na TVI. 
No programa irei falar sobre o meu blog, o meu livro "Diário de Filipa", entre outras coisas! Para quem quiser ver... fica o convite! Ah, a perguntinha que não podia faltar, e quem é que pode e quer ver?!

Amor esquecido - Parte 3 (última parte)



Agora haviam passado já mais de vinte anos e Letícia tinha consciência de que a sua mãe apenas morreu devido à indolência do pai perante ela. Desde que o pai se entregara à polícia quando ela era ainda bebé, que nunca mais o tinha avistado, apesar de saber que ele estava preso numa prisão bem perto dali. Na verdade, ansiava esse dia, não sabia que sentimentos a iriam dominar quando estivesse frente a frente com o homem que lhe matou a mãe mas que, ao mesmo tempo era o seu pai, ainda que ela não o visse como tal.
Letícia sentia-se na obrigação de vingar a morte da sua mãe, aliás, era da opinião de que independentemente do assassino ser seu pai, ele deveria sofrer tanto quanto fez sofrer Anne e tanto como Letícia sofre ao pensar que a mãe morreu tão nova e que a deixou mesmo antes de ela aprender a dizer “mãe”. A vida fez dela uma pessoa revoltada e a tristeza dominou anos a fio o seu coração, é incrível pensar que, quase 18 anos depois da morte da mãe ela ainda sentia a mesma dor, a mesma instabilidade, a mesma nostalgia que ninguém conseguia apaziguar, e que ainda chorava todos os dias por aquele ser que a trouxe ao mundo e que infelizmente não teve oportunidade de conhecer devidamente. Restavam-lhe algumas poucas fotografias daquela bela jovem de 17 anos e um colar de ouro que Anne costumava trazer ao peito e no qual havia inscrito o nome de Letícia e uma foto de ambas antes de sair da maternidade.
Letícia sabia o pai ainda tinha longos anos de pena para cumprir e que tão depressa não iria cruzar-se com ele.
Os anos passaram, e esta jovem profundamente marcada pela dor da perda, acabou por se apaixonar. O medo de sofrer nas mãos de um homem (tal como aconteceu com a mãe), aterrorizava-a mas, ao revés do que aconteceu com a mãe de Letícia, Brian (assim se chamava o seu amor), teve sempre muita paciência com Letícia e mostrou-se sempre disposto a esperar por ela, o tempo que fosse preciso. E assim foi, ele esperou e não se cansou e hoje são marido e mulher, pais de uma menina linda a quem chamaram de Anne e de um rapaz muito reguila a quem deram o nome de Mark.
Letícia aprendeu que o amor não é necessariamente um motivo de sofrimento e que ao contrário disso, ele nos pode deixar e fazer muito felizes. Um sorriso não elimina a dor, mas ajuda a apaziguá-la.
Letícia e Mark aprenderam a sorrir juntos e a ajudarem-se mutuamente. Não deixaram que os percalços habituais da vida em comum derrubassem o amor que sentiam um pelo outro e são um exemplo vivo de duas pessoas que se amam e respeitam com dois lindos filhos e muito amor para dar.
Sobre Jonh, sabe-se apenas que acabou por morrer na prisão vítima de espancamento e que de uma forma ou de outra, acabou por sentir na pele o mal que fez e decerto que aprendeu a lição…
O amor é algo, um algo imenso e inconstante, morde e assopra, pisa e volta a pisar, magoa mas, acima de tudo, é vida, felicidade e ternura.
FIM!
(Gostaram??) 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amor esquecido - Parte 2


Apoiada incondicionalmente pelos pais de Jonh, Anne teve uma gravidez calma e sem muitos percalços. O tempo continuava a passar e quase completadas as 39 semanas de gestação, Anne preparava-se para dar entrada na maternidade, onde iria dar à luz uma menina, uma princesinha à qual ambos concordaram chamar de Letícia, o nome da mãe de Anne. O parto correu bem e a menina “saiu” perfeitinha, como uma autêntica princesa encantada.Um ano depois, pouco tempo após o nascimento de Letícia e já Anne tinha completado 17 anos, as coisas entre o casal de namorados começaram a mudar de rumo.  O choro constante da bebé, o facto de Anne ter de dar de mamar de três em três horas, a mudança de fraldas, o amor e o carinho de que a bebé precisava começaram a criar alguns atritos entre eles, de tal forma que Anne chegou a ponderar fugir de casa com a filha. Jonh começou a tornar-se violento, o amor por Anne parecia ter-se desvanecido ou então desmoronado, como um baralho de cartas empilhado que o vento derrubou. Por dentre discussões e desavenças, maus tratos e desconfianças, quer o amor que sentiam, ou pelo menos deveriam ser um pelo outro, quer a filha, caíram em esquecimento e, por mais que Anne tentasse dar conta do recado sozinha sem ter de incomodar os pais de Jonh, estava cada vez mais difícil. Era raro o dia em que a violência de Jonh não a deixasse marcada e a tristeza ocupava-se a pouco e pouco do seu coração.Dias e dias de sofrimento, Anne já não aguentava mais mas, nada fazia prever que lhe restariam apenas curtos minutos de vida. Jonh chegara a casa, embriagado e enfurecido por Anne se ter esquecido de lhe fazer o almoço. A bebé que entretanto desatara a chorar sem dó nem piedade, deixou Jonh ainda mais incomodado o que acabou por fazer com que, por mais uma vez maltrasse Anne mas, desta vez foi fatal. Jonh agarrou-a pelo braço, encostou-a à parede e esbofeteou-se até o sangue lhe esvair pelo rosto. Depois deixou-a cair e, já muito inconsciente Anne bateu com a nuca na esquina da porta da sala que se encontrava entreaberta. Anne fechou que gritava por socorro calou-se e os seus olhos fecharam enquanto o sangue continuava a jorrar. Jonh que entretanto se apercebera da gravidade da situação, ainda tentou chamar uma ambulância, mas, era tarde demais. Num acto quase certeiro tinha matado a jovem de 17 anos, a mãe da sua filha, aquela por quem se tinha apaixonado…Anne foi enterrada e sóbrio Jonh sentiu na consciência o peso de tudo o que tinha feito e, de tal forma arrependido, decidiu entregar-se à polícia e assumir a culpa dos seus actos desumanos, deixando Letícia a cargo dos avós paternos.A notícia trágica do rapaz de 18 anos que matou a namorada e a mãe da sua filha de apenas dois anos de idade correu o mundo através de jornais e da televisão e deixou marcas nas pessoas que a leram ou que ouviram o seu relato.

(CONTINUA AMANHÃ)

domingo, 25 de setembro de 2011

Amor esquecido - Parte 1


Às vezes na vida não damos valor àquilo que devíamos dar e por vezes esquecemos o que sempre deveríamos lembrar. Os sentimentos submissos que a idade nos vai impondo são formas que a vida tem de nos alertar, mas por vezes tentamos calá-los sem sequer os tentarmos entender. O tempo passa e há histórias que ficam para sempre na nossa memória, ainda que algo empoeiradas.Há uns largos anos, em Beverly Hills, uma rapariga de 15 anos apaixonou-se perdidamente por um rapaz um ano mais velho que ela. Ao que parece o rapaz, loiro, de olhos azuis, estatura média e corpo bem-feito, era conhecido por todos como um rapaz ajuizado, irrepreensível e sempre muito bem-disposto. Ao contrário do que acontece aos 15 anos com a maioria das adolescentes, o amor de Anne por aquele rapaz foi correspondido e, quem os conheceu naquela altura diz que pareciam ambos dois jovens muito apaixonados, que sabiam bem o que faziam.
Anne preparava-se para festejar o seu décimo sexto aniversário ao lado do rapaz que tanto amava, faltavam apenas dois dias.
O tempo passou rápido, tal como Anne desejava e finalmente já tinha 16 anos mas, em vez de um bolo com velas e/ou uma prenda de anos, Anne escolheu um outro presente de aniversário. Queria aproveitar aquele dia tão especial na companhia do seu “mais que tudo” para realizar um sonho que apenas alguém tão exclusivo como Jonh poderia concretizar, perder a virgindade.
Estávamos a 3 dias do inicio de Agosto e Anne sente-se estranha, alguns enjoos, dores de barriga e uma semana de atraso na menstruação. Havia passado praticamente um mês do dia do seu aniversário, o dia em que se havia entregue a Jonh. Estaria grávida?! Correu até à farmácia mais próxima dali e sem hesitar pediu um teste de gravidez, afinal de contas poderia estar grávida à já um mês e se tal acontecesse precisava de falar com Jonh. Apesar de tudo, eram os dois muito novos, seria para ambos muito difícil sustentar uma criança quando eles próprios ainda não se sabiam sustentar na íntegra.O pior aconteceu, Anne estava grávida! John mostrou-se compreensivo e pronto para apoiar a namorada em tudo o que fosse necessário, apesar de saber que a tarefa não se afigurava muito fácil e que dentro de cerca de oito meses teria a seu cargo um pequeno ser, tão pequenino, tão frágil, o seu filho.Passaram 2 meses, a barriga de Anne crescia a olhos vistos e, não dava mais para esconder a gravidez. Anne e Jonh decidiram portanto contar aos seus pais o sucedido, esperando da parte deles apoio e alguma tolerância. Infelizmente, os planos dos jovens saíram furados e, se os pais de Jonh reagiram bem à notícia, os pais de Anne ficaram apáticos de uma maneira tal   que a colocaram fora de casa. Se as coisas já se previam complicadas, então agora sem o apoio d os pais de Anne, ainda seriam muito mais dificultadas. 


(CONTINUA)

Olá :)

Olá a todos! Vêm aí mais uma semana e, ao contrário do que possa parecer, esta não vai ser uma semana igual às outras, vai ser A semana! Como já sabem esta Quarta-feira irei rumar até Lisboa para participar no programa "A tarde é Sua" apresentado pela Fátima Lopes. Será, claro, mais um grande desafio, será que o conseguirei superar?!
Não estou nervosa, vou simplesmente ser quem sou e como sou, responder ao que me for perguntado e dar a opinião sobre o que me for pedido, ah, e ainda falar um pouquinho sobre o projecto mais desafiante desta minha curta vida, o meu livro. Estou talvez ansiosa que chegue a Quarta-feira de manhã, mas isso é outra história, a segunda feira passa a correr e a Terça também há-de passar, se tudo correr bem! Estou muito feliz com as visitas ao blogue, vejo que cada vez nos expandimos mais para outros países e continentes e isso é um grande orgulho. Agora, há uma coisa que vos quero pedir, opiniões! Não imaginam como fico feliz sempre que me deixam comentários com opiniões, sugestões, e por aí além.
Hoje vou "deixar-vos" com uma pequenina "série" se é que assim se pode chamar. Irei dividir uma pequena história que escrevi em três publicações. Chama-se "Amor esquecido" e é uma história em que o amor acaba por falar mais alto. Espero que gostem!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uau, nestes últimos dias têm acontecido de tudo, primeiro tenho tido todos os dias t.p.c's e montes de coisas para fazer e agora, para melhorar a situação, estou meio adoentada, umas dores de cabeça, umas dores de garganta e ouvidos, enfim, uma constipação ou algo por lá perto. Não tenho tido muito tempo para o blogue, mas vou tentar mantê-lo actualizado. Aqui vai o poema de hoje!


Estou presa!

Presa em pensamentos,
Presa a um passado, ainda presente em mim,
Presa a um coração que pulsa agitado,
Presa a memórias tuas,
Presa ao álbum de sorrisos que me fizeste soltar,
Presa ao teu olhar brilhante de ternura,
Presa à tua voz, que causa eco em mim,
Presa às tuas mãos que tanto me agarraram,
Presa às nossas conversas e discussões,
Presa aos teus lábios amorangados,
Presa ao teu rosto suave,
Presa a um sentimento,
Presa num íman gigante que não me deixa libertar,
Presa a uma pessoa que tão feliz me deixou,
Presa àquele que me fez rir e chorar, esconder e gritar,
Presa a um outro coração palpitante, embora indeciso,
Estou realmente presa, a TI! 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011


Olá :) Sei que não tenho andado muito activa por aqui, as publicações não têm sido muitas e também sei que os visitantes gostam de ter coisas novas para ver/ler sempre que visitam novamente o blogue, mas não tem sido propriamente fácil gerir tudo, mas juro que estou a tentar, estou a dar o que tenho e o que não tenho, o meu máximo portanto, estou super empenhada e estou a tentar conseguir fazer tudo e bem feito. Os últimos tempos têm sido bastante agitados, uma coisa aqui, outra ali, escola, casa, família, amigos, blogue, livro, é muita coisa ao mesmo tempo, quando me propus a todas estas aventuras já sabia que ia ser assim e aviso já que não vou desistir. Espero que possam compreender e que não deixem de me visitar. A escola está agora a começar mas em breve os testes vão começar a aparecer em carga e o lançamento do livro, e as apresentações, e tudo tem de ser preparado, o que requer da minha parte um empenho a 1000%, estou disposta a isso mas, tenho uma vida fora disto (que também faz parte dela, mas que não é a minha vida), tenho a minha família e os meus amigos que também precisam muito de mim e quero poder estar sempre disponível para eles! Estou a passar uma das fases mais felizes de sempre, começo a ganhar uma certa auto-estima que até agora parecia não existir, começo a ter cada vez mais vontade de sorrir e a perceber que realmente sou uma sortuda, principalmente por ser quem sou, ter o que tenho (principalmente quem tenho) e até por ser como sou, poucas razões tenho para me queixar... Tudo isto que se está a passar me deixa feliz, muito feliz, sinto-me concretizada, a partir do momento em que embarquei na aventura do blogue e do livro, nunca desisti e orgulho-me disso, apesar das coisas que sempre tenho para fazer, das responsabilidades que já tenho e de mais mil e uma coisas, NUNCA desisti e não pretendo fazê-lo. Se estou cansada?! Sim estou, estou cansada porque já estou a pé há muitas horas, porque me levantei cedo e porque hoje tive as habituais mil e uma coisas para fazer, para resolver e para esclarecer mas agrada-me saber que passei todo o dia a SORRIR, tive um dia óptimo e feliz e isso preenche-me e apazigua o cansaço. Agora vou ter de ir fazer os t.p.c's porque amanhã tenho Matemática e tenho alguns t.p.c's para fazer ainda. Até amanhã :)