domingo, 24 de julho de 2011

Lembranças...

Conjuguei-te no pretérito,
e agora apenas habitas minhas lembranças...
Quantas vezes achei necessário
destruir os meus arquivos,
jogar as lembranças pela janela,
deixá-las ir tempo fora,
como plumas jogadas ao vento...

Conjugar-te no presente,
foi algo intenso, dócil,
ternura expressa em mim.
Mas, agora resta-me,
nos momentos solitários
e desesperança,
abrir aquela gaveta,
apaziguar o meu coração.

Na sublimidade da poeira,
dos grandes momentos,
daqueles que passámos os dois,
e em que eu bailava nos teus braços,
por entre juras,
doces loucuras,
poções enlevadas,
ouvindo o sussurrar de uma quimera encantada...

Apenas memórias vagas,
soltas dos galhos,
entorpecidas pelo tempo,
arquivadas num sotão,
resguardadas de teias,
de maus presságios,
de escuridão.

São ainda memórias vivas
na minha jovem memória
e me reabastecem
quando estou triste...

Miro-as de quando em quando,
provas de que na escola da vida,
as coisas sofrem transformações,
são muitos os sentimentos que nos abrangem,
com os quais teremos de aprender a viver,
a ilusão, o amor,
o desgosto ou o sofrimento...

Não sei de tudo,
ainda muito me falta saber,
na realidade,
ainda não sei de nada!

sábado, 23 de julho de 2011

Sou aquela...

Sei de mim, tanto como tão pouco,
Sei de mim, como alguém que vive,
Sei de mim, como o inconstante,
Sei de mim, como do nada sei…

Sou aquela, a tal especial,
De quem todos falam,
Mas, que tão poucos conhecem,
Sou EU!

Sou especial à minha maneira,
Na minha forma de viver,
Na minha facilidade em sorrir,
No escuro que para mim, é luz…

Sou aquela que,
Transforma as palavras em sonhos,
E sonha com as palavras!
 
A menina que tem sonhos,
Ilusões, que sofre, que vive,
Um momento de cada vez,
Na intensidade brilhante de um sorriso.

Sou aquela da qual falam,
Da qual especulam,
Da qual duvidam,
Da qual nunca sabem o que esperar,
Aquela que está sempre aqui, disponível!

Sou aquela que luta,
Que encara o presente,
Que vive com a cabeça e o coração,
Sou aquela que olha a lua e encontra o luar…

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rumo à felicidade :)

Um dia arrisquei dizer-lhe
que o amava,
lembro-me como se fosse hoje,
das palavras doces que sussurrei,
aos seus ouvidos.
Deixei o coração falar por mim,
ele mirou-o num só olhar,
suspirou uma só vez,
seguiu em seu encalço,
alcansou-o e disse-lhe:
- Hey, espera,
não te vás embora,
eu AMO-TE.
Ele virou-se para mim,
com um olhar estilhaçado,
e uma lágrima no canto do olho,
prestes, prestes a cair.
Correu para mim,
abraçou-me,
cruzou o seu olhar no meu,
e disse, carinhosamente:
- Tenho de ir,
não é aqui o meu lugar,
não é aqui que eu pertenço.
Olhei-o intensamente,
as lágrimas caiam
e desperçavam no meu rosto,
o meu coração batia velozmente,
descontrolado, magoado,
com vontade de gritar.
Ele mirou-me uma vez mais
e disse, sorridente:
- Vem comigo, fazer-te-ei feliz!
As lágrimas congelaram,
os meus olhos brilharam,
o meu coração sorriu,
pulei de alegria,
disse-lhe:
- Então, vamos?! Estou pronta!!
Ele esboçou um sorriso,
pegou na minha mão,
olhou em frente,
e guiou-me, rumo à felicidade.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Sinto-me...

Continuo perdida, envolvida num misto alegre e triste, como que uma mistura agri-doce, que eu não sei explicar... Leio palavras escritas e cito versos soltos tentando encontrar explicação para aquilo que estou a viver. Talvez nunca a encontre, talvez esteja em busca do oculto, talvez esteja à procura no sítio errado, ou talvez até, nada se passe e tudo seja fruto de uma alucinação permanente que me visita e persegue a toda a hora.
Queria poder abstrair-me de tudo, dos pequenos problemas que surgem de quando em quando, dos tantos obstáculos que se cruzam no meu caminho, queria poder esquecer-te, mas, insistes em ficar, em continuar a causar ferida, uma ferida profunda que eu quero sarar, mas que tu teimas em abrir!
As lágrimas caem do rosto submersas em angústia, sinto-me inútil, hipotética, injustiçada, sem forças... sinto que assim já não faz sentido, não vale a pena continuar a remar se o vento me deita abaixo de cada vez que tento pôr o barco em movimento... é hipócrita, egoísta, mas, sinto-me assim!
Não sei como será o amanhã, apenas sei que o hoje é intenso e que as palavras escritas são pedaços de mim, apenas confidenciados a alguém muito especial!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Força para lutar!

Sinto-me estranha! Tanta coisa tem acontecido na minha vida ao longo dos últimos dias que acabo por nem ter tempo para pensar no tanto que se está a passar. Hoje parei, pensei um pouco em tudo o que me tem rodeado e acontecido e cheguei à conclusão de que tenho sido verdadeiramente feliz. Conheci pessoas fantásticas, fiz grandes amizades, cresci na minha assumida imaturidade, revelei-me perante mim mesma, descobri um outro eu que até então estaria (talvez) escondido ou somente empoeirado…
Sinto-me grata por todos estes sorrisos, por todo este brilho no meu olhar, por todas as pessoas que se tem cruzado no meu caminho, por todos estes dias felizes que tenho vindo a viver e em que tenho aprendido muito, principalmente a superar-me mutuamente.
Mostrei a mim mesma que tenho capacidade para enfrentar as pequenas lutas a que já me vou propondo, ultrapassei os meus obstáculos e, a pouco e pouco, vou chegando às minhas metas, realizando sonhos que outrora julguei impossíveis, mas que agora vejo serem mais do que possíveis.                  Foi preciso lutar para aqui chegar, ter força de vontade, esforço, determinação, persistência, mas, reconfortante é saber que, todo o sangue jorrado é repensado, quanto mais não seja pela doçura e imensidão de um sorriso rasgado no rosto.
Hoje orgulho-me verdadeiramente de mim, por muitos erros que tenha cometido, fui capaz de lhes fazer frente, de aprender com eles, de os ultrapassar, soube levantar a cabeça e vencer maior parte das lutas que concebi contra mim mesma, como testes precoces  às minhas capacidades.
Agora sei que sou alguém e que mereço ser quem sou, lutei para aqui chegar e, quem espera chegar longe sem lutar, é um ser morto, sem ambições nem metas, um ser que deseja mas nunca alcançará, porque, é preciso mais do que sonhar, é preciso trabalhar, suar, chorar, gritar! E mais, que valor terá para nós aquilo que nos foi concedido sem qualquer esforço ou envolvimento da nossa parte? Uma coisa de conquista fácil que nos caiu do céu, mas que nada fizemos para a ter? Terá  essa “coisa” o verdadeiro valor para nós? Aquele que teria se fossemos nós a conquistá-la e a trabalhar para ela? Fica a questão!

Coragem...

Tenho saudades de tuas! Tenho saudades daqueles dias longos em que falávamos a toda a hora, daqueles fins-de-semana pequeninos que passavam a correr porque estávamos sempre ocupados um com o outro, daqueles momentos especiais, daquelas palavras doces, daqueles gestos de ternura, daqueles olhares envergonhados, daqueles gritos silenciosos, daqueles sorrisos contagiantes, daquela felicidade imensa!
Fazes-me falta! Sinto falta do teu olhar atento, que me mirava intensamente como se me quisesse falar, sinto falta das tuas palavras carinhosas, que me reconfortavam e que me faziam sentir viva e radiante, sinto falta de te sentir em mim, do toque suave das tuas mãos na minha pele, e do calafrio sublime que sentia quando estavas por perto, sinto falta do carinho, do amor, da paz que me transmitias!
Foste embora! Foste embora sem explicação, sem rumo, à deriva, deixaste-me aqui, assim, perdida, aqui fiquei, aqui estou, à espera de um milagre que te traga de volta, à espera que o sorriso volte e que vento sopre noutra direcção. Sei que espero o impossível e que jamais voltarás, porque foste de vez e por aí ficarás… Ainda que o meu coração chame, grite, precise de ti, sei que não vais voltar, mas sei também que ainda não é hora de partir para ao pé ti, ainda muito tenho para fazer aqui, viva, ainda muitas lutas ficaram por travar, ainda muito ficou por dizer, por fazer, ainda muito ficou à espera de um fim digno que, já só eu posso concretizar…
Precisava que estivesses aqui, ao meu lado, que batalhasses comigo nesta luta, mas, se tiveste de partir então eu irei lutar por mim e por ti, com a força dos dois, tornar-me-ei uma vencedora e poderei honrar a tua memória, eternamente acesa em mim!
Honrar-me-ei de te provar que mesmo sem ti não vou desistir, e que, a tua partida foi apenas mais um argumento para demonstrar a minha coragem, sim, porque coragem não é a ausência de medo, coragem é ter medo mas desejar enfrentá-lo. Farei tudo isto por ti e por mim, pela minha felicidade e pelo meu desejo de enfrentar o medo que agora me aterroriza…

domingo, 17 de julho de 2011

"Diário de Filipa" - Obra (ainda) não editada

Olá a todos :) Hoje vou falar-vos um pouco do meu livro (que ainda não se encontra publicado), "Diário de Filipa":

“Diário de Filipa” é o diário confidencial de uma adolescente de 12 anos, a Filipa, que se prepara para viver uma das fazes mais incertas e revolucionárias da sua curta vida: a pré-adolescência.
Neste rol de acontecimentos, e por entre amores e desamores, alegrias e tristezas, (des) ilusões e intrigas, ela irá aprender muitas coisas, principalmente que… ser quase adolescente nem sempre é fácil!
“Já alguma vez ouviram dizer que os opostos se atraem? E já alguma vez vos aconteceu “apaixonarem-se” pela pessoa com quem mais discutiram ao longo da vossa vida, ou por aquele que se mostrou ser o vosso maior adversário? Pois, se não vos aconteceu, preparem-se, porque pode acontecer a qualquer momento, e eu que o diga! Ah, e ainda… o que fazer quando temos uma colega super despistada que um dia nos pergunta se sabemos onde se vendem pacotinhos de paciência e uma melhor amiga com quem estamos sempre a discutir?!
Enfim, neste diário vão poder encontrar de tudo. Acontece que, ser adolescente, nem sempre é das coisas mais fáceis…”
Baseado (maioritariamente) em ficção, “Diário de Filipa” é um dos maiores desafios a que alguma vez já me propus!

Ana Filipa :)

sábado, 16 de julho de 2011

Tu...

Sei de ti como ninguém,
Vi-te nascer,
Embalei-te nos braços,
Acariciei-te com a ternura de um gesto…

Cravas-te em mim um sorriso,
Uma ponta de orgulho,
Um rasto intenso de felicidade,
Um olhar terno de amor…

Perdi-te no tempo,
Como rosas esmorecidas,
Levadas pelo vento atroz,
Que as tirou de mim…

Esvaneces-te em mim,
Como colar de pérolas,
Estilhaçado pelo chão,
Que nunca mais será o mesmo…

Fugis-te, refugiaste-te,
Mas ficaste preso em mim,
Num canto encoberto do meu coração,
Emoldurado de carinho e recordações.

O vento sopra, a chuva corrói, tu, refortaleces-me!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Hoje, estou feliz :)

Hoje o sol brilha,
os pássaros cantam,
está calor,
e eu, estou feliz!

O meu coração palpita,
calmo e ritmado,
os meus olhos irradiam felicidade,
e o meu sorriso teima em se mostrar.

Acordei cheia de energia,
com vontade de cantar,
abri a janela,
para que o sol pudesse entrar!

Toda contente pus-me dançar,
o sol sorriu-me como se me quisesse acompanhar,
dancei com ele, deixei-me levar,
dançámos dois, até me cansar...

Estava capaz de rebolar no chão,
de passar o dia a cantarolar,
de dançar, dançar, dançar,
de sorrir sem parar...

A alegria era imensa,
finalmente tudo se restabeleceu,
a felicidade voltou,
a quem por momentos a perdeu.

Já sentia a falta dela,
os dias eram cinzentos,
as lágrimas caiam a toda a hora,
eram muitos os ferimentos.

As feridas sararam,
o tempo passou,
as lágrimas acalmaram,
o sorriso voltou.

Agora vou festejar,
o regresso da felicidade,
antes que o vento volte a mudar,
e lá se vá a vontade.

Estou pronta para lutar,
não vou deixar que a felicidade se vá,
não vou desistir,
vou dar o meu máximo, sei que vou conseguir!

Ana Filipa :)