sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eu no programa "Querida Júlia" (SIC)

Olá a todos! Antes demais dizer que não me vou alongar muito. Escrevo-vos para dar a conhecer a todos os visitantes do blog que me queiram ver na TV que estarei no próximo dia 14 de Julho, ou seja, Quinta-feira da próxima semana, no programa "Querida Júlia" na SIC. O programa começa às 10h10 e termina às 13h00. 
No programa irei falar sobre o meu blog, o meu livro "Diário de Filipa", entre outras coisas!
Para quem quiser ver... fica o convite !


Olhei-te...

Olhei-te nos olhos,
senti-te em mim,
toquei na tua pele
suave como lençóis de cetim.

Disse adeus ao passado,
virei-lhe costas sem quê nem porquê,
fui em busca de algo mais, felicidade, talvez,
um mais profundo num mar imundo.

As lágrimas cairam por minha face,
dispersaram sem rumo, à deriva, portanto,
formaram um lago transparente, de amargura,
reflectiram um sentimento de tristeza, uma palavra de desilusão.

O mar revoltou-se contra mim,
o meu coração parou por instantes,
fiquei imóvel, ali, estendida, sem nada dizer,
de olhos abertos e face voltada para o céu.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sem querer... apaixonei-me !

Um dia, sem querer, apaixonei-me.
Era um moço alto, magrinho,
De cabelos castanhos e olhos cor de caramelo.
O brilho dos olhos dele era contagiante,
E o seu sorriso rasgado de orelha a orelha,
Fazia-me sorrir também.

Quando o conheci,
Era tímido e acanhado,
Mas, só depois entendi,
Que o “caso” era mais complicado.

Passámos dias e dias de provocações,
Parecia-mos cão e gato, sempre desencontrados,
Mas, depois de tantos furacões,
Ninguém diria que acabaríamos apaixonados.

Com um beijinhos especial para a Liliana Silva,
visitante do blogue :)
Ana Filipa!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vento...

Sopra o vento devagar,
Lá fora, na escuridão,
Frescura mirabolante de um olhar,
Palpitar lento de um só coração.

Brilha lá ao fundo uma luz,
Esperança, chamam-na assim,
Lá mesmo ao fundo, ao virar,
Como se estivesse prestes a fugir de mim…

Vê-la partir, causar estrago,
Mágoa corrosiva, desilusão,
Grito sôfrego que afago,
Como se a dor fosse em vão.

Aprisionei-a aqui, e não a deixei ir,
Sentimento sublime, sensato,
Cair no fundo e voltar sorrir,
Como se o coração fosse ingrato.

Vou despedi-la de mim,
Pregar-lhe uma rasteira, assim,
Sorrindo, cantando, vencendo,
Apaixonando-me pela vida aqui…

Agradecer o amor que recebo,
Retribuí-lo com exactidão,
Dizer palavras lindas e amar,
a quem me fala no coração…
(e a todos por quem o meu coração chama).

Mais um poemazito para vocês lerem!
Espero que gostem :)
Ana Filipa !          

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sonhos...

Sonhei uma noite, um sonho enfeitiçado,
parei as águas que no meu sonho corriam,
sussurrei ao vento um segredo encantado,
quimera de penas brancas e sorriso alegado.

Meu sonho esbateu em água cristalina,
o que já não posso mais ocultar,
a paixão febril que o meu coração domina,
um sonho agitado como barco em alto mar.

Os pássaros da madrugada,
perderam a vontade de cantar,
magia suave de um olhar,
luar mortífero, sem pressa de terminar.

Ondas de memórias sãs,
recordações empoeiradas,
livro de poções vãs,
mil e uma horas passadas.

Neste sonho sonhado,
pensei sorrindo,
que nas nuvens estava dormindo,
e que os teus braços tinhas alçado,
para que me pudesse debruçar,
e sobre ti dormitar...

Este sonho conduziu-me ao espaço,
bailámos por momentos sobre o céu,
em jeito de brincadeira sussurrei,
deixei cair o esplendor do véu,
que um dia à Igreja levei.

Voltas e voltas, girando docemente,
tu me abraças cada vez mais, e mais...
Sinto a tua voz rouca, o teu hálito quente,
os gestos doces que não quero largar, jamais...

Carícias sublimes, como só tu me sabes dar,
selas-me a boca com um beijo salgado,
e o olhar, como uma trama difícil de largar,
um momento doce, tão quente como molhado.

Sei em fim, que nada disto é verdade,
mas, quem sabe, se sonhar outra vez,
este sonho tão mágico e divino,
ele um dia se torne realidade...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sugestão de leitura :)

Olá a todos! Já há muito tempo que não vos deixo nenhuma sugestão de leitura, pois bem, aqui fica mais uma recomendação minha, um livro que achei simplesmente sensacional!


  Este mês, decidi "deixar-vos" um livro simplesmente maravilhoso. "Quando sopra o vento norte" é um romance do escritor Daniel Glattauer. Editado na Alemanha (e por falar em Alemanha, já temos visitas no blog da Alemanha), em 2006, tendo já sido traduzido para cerca de 32 idiomas e vendido mais de um milhão de exemplares. Entrando ainda em tops de vendas de países como a França, Espanha, Itália ou a Áustria.
Um romance da era digital, onde tudo começa e acaba numa caixa de correio electrónico! Conta a história de duas pessoas (de sexos opostos) que por engano começam a comunicar via e-mail e, quando dão por si, já conversam há mais de um ano, sem nunca se conhecerem e invadindo apenas aquilo que consideram ser a esfera privada um do outro. É claro que tantos e-mails, só poderiam dar em paixão, apesar da personagem feminina já ser casada.
Enfim, um livro muito, muito bom! Espero que a sugestão de leitura seja do vosso agrado e, além disso, espero ter conseguido conquistar novos leitores para este livro.


sábado, 25 de junho de 2011

Saudades...

Saudade: doce armadilha,
sentimentos misturados, explosão,
inevitável cedilha,
da palavra "coração".

Saudade que o tempo acumula,
carinho afagoso,
sino plangente, que badala,
ruído forte e estrondoso.

Saudade do tudo e do nada,
da manhã e do entardecer,
livro extenso, perna alçada,
palavra bonita, inventada.

Saudade dita ao ouvido,
cantada por quem a sente,
sem cessar, dentro da alma,
verdade acesa que chega a toda a gente.

Saudade minha,
Leva o vento as palavras,
esboçadas de repente,
alquimia das doces arcadas.

Saudade tenho eu,
dos tempos empoeirados,
memórias esquecidas, levadas pelo vento,
presentes em mim, como baralhos amotinados.

Saudade, estrela fulgente,
na noite eloquente,
que fica presente,
e fala no coração.

Saudade, chega devagar,
fica aqui, assim, refugiada em nós,
de onde ela vem? Não é preciso perguntar,
basta senti-la pulsar.

Saudade, sentimento real,
febre mortal, que todos podemos apanhar,
nunca mata de repente,
vai matando, lentamente!

Saudade, fim de um novelo, eriçado em mim,
que perdi com o tempo, não sei bem porquê,
sei apenas, que tudo isto que escrevo,
são saudades de você!