domingo, 28 de agosto de 2011

"Nova rubrica do blogue" - "Em acção"

Olá a todos, no facebook recebi alguns comentários sobre o projecto da possibilidade de haver uma nova rubrica aqui no blogue, esta rubrica não terá dia (logo, poderá "acontecer" de vez em quando), e o nome será sempre diferente, hoje, por exemplo será "Em acção". Acompanhado do nome terá sempre "rubrica diário" para que saibam que se trata da mesma rubrica. Let's go! Vamos lá começar!


"Às vezes na nossa vida temos dias em que não nos apetece nem sequer levantar, ora, hoje foi um desses dias. Mal acordei mais parecia que tinha sido atropelada por um camião XXL, daqueles atulhados de lixo ou coisa do género mas pronto, lá tive de me levantar, a muito custo. Olhei para o relógio, meu Deus, eram 10:30, que milagre, nunca costumo acordar tão tarde! Antes demais, uma banhoca para ver se acordava. Tomar e não tomar banho, secar e não secar o cabelo, passou-se mais uma meia hora. Incrível é pensar que só depois disto tudo é que me apercebi que estava sozinha em casa... Fui até à cozinha, tomei um copo de leite e regressei ao quarto. Peguei numa pasta de arquivo que estava em cima da secretária e pus-me a dividir uns papéis pelos separadores adequados. Que tédio!!! Pouco depois, vá uma hora e meia depois, estava na hora de almoçar, mas, a preguiça era tanta que nem me apetecia levantar da minha cadeira almofadada que é tão confortável... mas lá teve de ser. Entretanto chega a minha mãe, um ou dois sacos em cada mão, e eu, toda feliz julguei que tinha ido comprar alguma coisa e certamente que não se tinha esquecido de mim... pois, estava enganada... vasculhei todos os sacos, um por um e nada... Enfim, o almoço acabou por ser uma salada fria, daquelas que apetecem no Verão, só com coisas saudáveis. Depois de almoço fui ter com uma amiga, de maneira a poder matar as saudades e pôr a conversa em dia. Colocámos em acção a nossa língua e lá desabafámos tudo uma com a outra, coisas de raparigas... O dia acabou por ser divertido e quando duas raparigas se juntam, além de muitas fofocas, sobra sempre muita alegria. Por último e, como também já é tarde e está na hora de ir chonar, bem, depois de jantar eu e o meu pai fomos fazer algo que já estava para fazer há algum tempo, contar uma colecção de moedas de um cêntimo que já andávamos a fazer há algum tempo. Depois de cerca de 1900 moedas contadas, chegámos à brilhante conclusão de que afinal não tínhamos assim uma colecção tão grande e que podíamos continuar a angariar as moedinhas... Por hoje, é tudo (ou quase)... Até amanhã!"

Espero que tenham gostado deste primeiro "diário"... beijocas :)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Nova "rubrica" no blogue...

Olá a todos, hoje queria muito pedir-vos a vossa opinião, relacionada com aquela que poderá vir a ser a nova rubrica do blogue...
Apesar do blogue já ser conhecido pelos seus textos em prosa e poesia, está na hora de inovar e ir mais além... que tal criar uma espécie de "Rubrica" em que falássemos (ou eu falasse) um pouco de temas actuais, opiniões, coisas do meu dia-a-dia, ou assim...
O que acham ?! Manifestem-se através de comentários ou então através das "Reacções" em baixo do post, estou curiosa para saber as vossas opiniões. Avança-mos com a nova "rubrica"?! Vocês decidem!!!
Obrigada e um beijinho,
Ana Filipa :)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Já pensei...

Já pensei em desistir, de mim e de ti.
Já pensei em deixar tudo para trás,
Esquecer as memórias envelhecidas,
Enterrar o passado e até mesmo o presente.
Já pedi muito para sair deste inferno,
Precisava de me libertar, não sabia como fazê-lo,
Sentia-me oprimida num mundo fechado,
Presa a sentimentos obscuros,
A pensamentos loucos e incendiados pela fúria de um amor,
Presa a coisas que não queria sentir, nem ter por perto.
Quis fugir para bem longe daqui,
Correr em busca de algo superior,
Procurar um lugar melhor para mim,
Encontrar um refúgio, um porto seguro, um lugar encantado.
Precisa de pôr fim ao sofrimento, mas, como?
Sentia a dor presa em mim, sentia-me mal comigo própria,
Presa à tortura da realidade,
Às lágrimas que tendiam a cair incessantemente,
Presa a um coração insólito e indigesto, que precisava de parar.
Senti-me louca, revoltada, desorientada, desligada de quem era.
Chamei por mim, gritei, berrei, mas, nada!
Não sabia de mim, estava perdida algures, entre o tempo e o espaço,
Estava escondida por algo ou alguém que não me deixava revelar.
Precisava imediatamente de mim, de ser quem era, de ser como era,
Queria ser a pessoa feliz que sempre havia sido,
Queria de volta o sorriso rasgado do dia-a-dia,
Era inevitável viver sem eles,
Era impossível sobreviver assim,
Neste mar de angustias e recordações cruéis,
Debaixo destas nuvens escuras e sombrias que sobre mim pairavam,
Rodeada desta inveja do nada que era a minha vida,
Do ponto de interrogação que balançava na minha alma,
Perdida num céu chuvoso ou em espinhos de rosa.
Este meu coração estava cansado de tanto se debater,
Farto de lutas e carapaças,
Necessitava de algo mais,
Um mais prolongado numa estrada curvilínea.
Precisava de um olhar que me acalma-se,
De um sorriso que me aquece-se o coração,
De um gesto de meiguice que me reconforta-se,
De uma palavra de incentivo que me motiva-se,
Precisava de alguém que me ajudasse a reencontrar,
Precisava do meu sentir, do meu olhar, do meu sorriso,
Da minha felicidade, da minha alma e do meu coração,
Das minhas palavras amenas, dos meus murmúrios,
Do meu espaço, das minhas recordações,
Precisava de MIM, como realmente era.





Boa-noite!

Olá, passei aqui pelo blogue só mesmo para desejar um óptima noite a todos e fazer um pequeno rescaldo das visitas de hoje. Hoje no blogue fomos visitados por diversas regiões em Portugal, no Brasil, Suíça, Estados Unidos, Reino Unido e por último Canadá, que bom, não acham?! A nossa página do facebook vai de vento em popa e já vamos nos 185 "gostos". https://www.facebook.com/pages/Poesia-a-Brincar/238247872880748 Passem por lá :) Agora, bem, agora está na hora de ir para a caminha...Boa-noite a todos! Ah e não se esqueçam que amanhã há novas publicações, não prometo a hora a que irão ser feitas, mas, não deixem de visitar o blogue :)



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sonho enfeitiçado...

Sonhei uma noite, um sonho enfeitiçado,
parei as águas que no meu sonho corriam,
sussurrei ao vento um segredo encantado,
quimera de penas brancas e sorriso alegado.

Meu sonho esbateu em água cristalina,
o que já não posso mais ocultar,
a paixão febril que o meu coração domina,
um sonho agitado como barco em alto mar.

Os pássaros da madrugada,
perderam a vontade de cantar,
magia suave de um olhar,
luar mortífero, sem pressa de terminar.

Ondas de memórias sãs,
recordações empoeiradas,
livro de poções vãs,
mil e uma horas passadas.

Neste sonho sonhado,
pensei sorrindo,
que nas nuvens estava dormindo,
e que os teus braços tinhas alçado,
para que me pudesse debruçar,
e sobre ti dormitar...

Este sonho conduziu-me ao espaço,
bailámos por momentos sobre o céu,
em jeito de brincadeira sussurrei,
deixei cair o esplendor do véu,
que um dia à Igreja levei.

Voltas e voltas, girando docemente,
tu me abraças cada vez mais, e mais...
Sinto a tua voz rouca, o teu hálito quente,
os gestos doces que não quero largar, jamais...

Carícias sublimes, como só tu me sabes dar,
selas-me a boca com um beijo salgado,
e o olhar, como uma trama difícil de largar,
um momento doce, tão quente como molhado.

Sei em fim, que nada disto é verdade,
mas, quem sabe, se sonhar outra vez,
este sonho tão mágico e divino,
ele um dia se torne realidade...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Olho os teus olhos, tristes...


Olho os teus olhos tristes,
A tristeza apodera-se de mim,
A mágoa de um passado,
Loucura, ingenuidade doce, alegria em mim…

Lembro-me de quando sorrias,
Dos teus olhos caramelizados,
Do teu rosto angelical,
Das tuas gargalhadas e dos teus sussurros.

Ainda não esqueci nem metade das tuas palavras,
Os teus gestos continuam a cruzar-se nos meus,
Continuas a presenciar os meus sonhos,
Continuas a não me ser indiferente, por mais que eu tente esquecer-te…

Sei que não me mereces,
Que a tua tristeza provém de ti,
E que contra ti próprio ages,
Mas que nos magoas aos dois…

Essa solidão sombria que sentes,
Tu próprio a geras-te,
Fechaste-te numa roma metálica,
Que já ninguém consegue perfurar…

Agora és só tu,
E a solidão,
E os teus erros,
E a infelicidade.

Sinto necessidade de te alertar,
Mas tu não me deixas chegar perto,
Estás a destruir o teu futuro mas,
Parece que ninguém te consegue demolir.

Pára, escuta, ouve as pessoas que realmente gostam de ti,
Estás errado, estás a seguir um caminho auto-destrutivo,
Mas, parece que não queres ver o poço em que te estás a enterrar,
Talvez assim aprendas com os teus erros e um dia, sejas feliz.

Não quero que me dês razão,
Quero que repares o mal que tens feito,
Que aprendas que a felicidade é mais,
Mais do que isso que pensas ser.

A magia das coisas,
Não está em quando as prevemos,
Mas em quando elas nos surpreendem,
Sem nós prevermos ser surpreendidos…

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Livro de prosa e poesia...

Olá a todos!!! Bem, ainda não posso adiantar muita coisa, até porque não passa simplesmente de uma ideia mas, se decidisse depois de "Diário de Filipa" (que será lançado por volta da 2ª ou 3ª semana de Outubro - quando souber a data certa, aviso), um livro com alguns textos em prosa e poesia, do género dos poemas e prosas que têm vindo a ser publicadas no blogue. Que acham ?! Acham que teria "sucesso"?! Arriscavam a comprar se eventualmente fosse publicado. Quero saber opiniões :)
Obrigada, 
Ana Filipa :)

Sou eu...


Sei de mim, tanto como tão pouco,
Sei de mim, como alguém que vive,
Sei de mim, como o inconstante,
Sei de mim, como do nada sei…

Sou aquela, a tal especial,
De quem todos falam,
Mas, que tão poucos conhecem,
Sou EU!

Sou especial à minha maneira,
Na minha forma de viver,
Na minha facilidade em sorrir,
No escuro que para mim, é luz…

Sou aquela que,
Transforma as palavras em sonhos,
E sonha com as palavras!

A menina que tem sonhos,
Ilusões, que sofre, que vive,
Um momento de cada vez,
Na intensidade brilhante de um sorriso.

Sou aquela da qual falam,
Da qual especulam,
Da qual duvidam,
Da qual nunca sabem o que esperar.

Sou aquela que luta,
Que encara o presente,
Que vive com a cabeça e o coração,
Sou aquela que olha a lua e encontra o luar…

domingo, 21 de agosto de 2011

Estou presa...


Estou presa!
Presa em pensamentos,
Presa a um passado, ainda presente em mim,
Presa a um coração que pulsa agitado,
Presa a memórias tuas,
Presa ao álbum de sorrisos que me fizeste soltar,
Presa ao teu olhar brilhante de ternura,
Presa à tua voz, que causa eco em mim,
Presa às tuas mãos que tanto me agarraram,
Presa às nossas conversas e discussões,
Presa aos teus lábios amorangados,
Presa ao teu rosto suave,
Presa a um sentimento,
Presa num íman gigante que não me deixa libertar,
Presa a uma pessoa que tão feliz me deixou,
Presa àquele que me fez rir e chorar, esconder e gritar,
Presa a um outro coração palpitante, embora indeciso,
Estou realmente presa, a TI! 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"Poesia a Brincar" no Facebook

Olá a todos! O blogue já anda a ser divulgado pelas diversas redes sociais e logo após a criação de um MSN, foi criada também uma página de "gostos" o facebook, a fim de divulgar o blogue e atrair mais visitantes :)
E vocês, já "gostam" da nossa página no Facebook?! Aqui fica o link para quem quiser visitar: https://www.facebook.com/pages/Poesia-a-Brincar/238247872880748
Beijocas e vamos lá a "gostar" do blogue no facebook :)
Ana Filipa.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sinto vontade de...


Os meus olhos abrem e fecham,
Pestanejam e voltam a pestanejar,
O meu coração bate e rebate,
Bate um pouco mais e, volta a bater.
                                
A minha cabeça lateja saturada,
Estou cansada, sinto-me zonza,
Hoje, o dia longo que para mim foi noite,
Deixou-me completamente devastada.

Sinto vontade de fechar os olhos por uns segundos,
Sem que eles voltem a abrir tão depressa,
Sinto vontade de cometer uma proeza,
Sinto vontade de esculpir a minha mente.

Preciso de paz,
Sinto-me revoltada,
Mas,
Serei eu a culpada,
De tanta revolução?!

Às duas por três, já nem sei de nada,
Escuro, sombrio, cabisbaixo,
O sol teimou em se esconder,
E o sorriso, não se quis mostrar.

Estou sem jeito,
Incompreendida por mim,
Alheia de tudo à minha volta,
Desejosa que chegue o amanhã.

Apetece-me largar tudo,
Roupa, chinelas, bijutaria,
Soltar o cabelo apanhado num rabicho,
Destruir a maquilhagem.

Sentada no sofá, a ver TV,
Enrolada numa manta,
Bebendo um chá de cidreira ou camomila,
Ou simplesmente, dormitar,
Ignorar o pesadelo que é a realidade,
Despir de preconceitos e mágoas,
Nua de máscaras e demónios,
Somente eu e o sussurrar da brisa lá fora.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Naquele dia...

Naquele dia em que te vi,
O meu mundo parou,
O meu olhar congelou,
Com vontade de te abraçar.

Sentimento invulgar,
Anomalia alheia,
Pular singelo de um coração,
Agora, talvez, apaixonado também.

A tua doçura fez-me parar,
Ignorar o que estava em meu redor,
Mirar-te fixamente, como alguém especial.
Os teus olhos enfeitiçaram-me e o teu sorriso, derreteu-me.

Eras diferente,
Talvez os teus olhos brilhassem mais,
Talvez a tua boca fosse traçada a outro lápis,
Talvez os meus olhos te quisessem ver de outra forma.

Imparcial aos ruídos absortos, continuei a mirar-te,
Naquele momento, tudo ficou imóvel, mudo, surdo,
Simplesmente tudo parou, eu mirava-te,
Como se o amanhã não mais existisse e tu,
Com teus olhos doces me olhavas,
Como rouxinol que se preparava para cantar.

Mais uns minutos de contra-olhares e,
o sangue que corria no meu corpo, estagnou,
estava fascinada, rendida a ti,
um desconhecido encantado que,
por momentos me fez sentir algo invulgar.

Talvez amor,
Talvez devaneio,
Talvez uma dádiva,
Talvez um novo rumo.

O meu mundo voltou a ganhar cor,
O barulho, a agitação, voltou tudo ao normal,
O que mexia voltou a mexer,
E o que sentia, intensificou-se.

Tomei conta de mim,
Das figuras aparvalhadas que acabara de fazer,
Incomodada resvalei para o outro lado do passeio,
Escondi o rosto com o chapéu de palha antigo,
Mas o coração continuou a palpitar intensamente.

Olhei à volta, mas não estavas,
Desesperei, o pavor assaltou-me,
De repente, senti um arrepio, um calafrio,
Um pequeno suspiro, um bocejo de admiração,
afinal, estavas aqui, do mesmo lado do passeio,
mesmo juntinho a mim!





terça-feira, 16 de agosto de 2011

Amanhã...


Amanhã é o Sol quem ditará,
aurora de róseo fulgor ,
pássaro voador, sobrevoará,
leve sombra de uma rosa em flor.

Amanhã é a saudade que fica,
de um amor, de um momento,
um lume aceso que crepita,
o passado e um sentimento.

Amanhã é o vendaval,
vida dos ventos caiada,
dor superficial ,
mil direcções e um madrigal.

Amanhã é a chuva que corrói,
a água que escorre o leito,
moinho aceso que mói,
um milho mais-que-perfeito.

Amanhã é a Lua que muda,
de nova para minguante,
o anzol que o pescador lança,
com o poder do almirante.

Amanhã são acasos da sorte,
o queixume, o amor,
o triunfo de uma vida,
ou o baço palor da morte.

Amanhã é a folha que cai,
desprende-se de ternura,
são rouxinóis calados, pássaros afogados,
bosque sem Sol, árvores sem cor.

Amanhã é dia 24,
mais um dia de uma vida,
o Sol queima nato,
os jardins da avenida.

Amanhã vou sonhar,
com o príncipe encantado,
que me vai levar a voar,
por mil vales, enlevado.

Amanhã vou sorrir,
amanhã vou ganhar,
vou cantar, ser feliz,
amanhã vou viver, só para te amar!

Amanhã Deus será somente o Senhor,
que me rege e ilumina,
mostrará todo o seu esplendor,
Quando o Sol romper pela cortina.

Amanhã é mais do que um momento,
é um dia especial, um dia exclusivo,
um dia de verdade e acontecimento,
um dia belo, mas, decisivo!


               O Amanhã será um amanhã, em tudo mais belo do que o Hoje! 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sinto-me...

Sinto-me culpada,
vítima de mim mesma,
ladra de mim própria,
Traída, enlouquecida...

Crueldade venenosa,
justiça empoeirada,
final presuntuoso,
mágoa dolorosa.

Vazio que queima,
diluente amargo,
ferocidade assombrosa,
solidão, penumbra escabrosa...

Filtro de maldições,
círculo de calamidades,
compota de revelações,
pungentes verdades.

Sentimento vagaroso,
arranhão profundo e infernal,
doença tenebrosa,
alavanca de corrosão.

Mancha negra,
lágrima fúnebre,
sombra vil,
espelho de horror.

Sinto monstro em mim,
ou sendo eu esse monstro,
sinto-me estilhaçada,
Sinto-me culpada...

Quero...

Quero ser
igual a ti,
tão perfeita
e sublime,
Quero ter
o teu olhar,
tão sincero
e humilde
Quero poder
voar,
neste céu,
tão azul
e resplendoroso,
Quero descobrir
a receita ideal,
para esse sorriso,
tão simples e
contagiante,
Quero saber,
a fórmula correcta,
ou enigma guardado,
a chave certa,
para templo sagrado.
E por último...
Quero perceber,
qual a melhor forma
de te dizer,
que te AMO!



Boa-semana :)

domingo, 14 de agosto de 2011

Olá :D

Olá a todos,
Hoje, o blogue fará uma pausa nas publicações mas, amanhã podem contar com novas publicações, nova frase da semana, e talvez até uma surpresa!
Até lá muitos sorrisos, muita felicidade e... muita diversão!
Beijocas hiper, mega, XL!
Ana Filipa :)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quero-te !!!


Quero, quero-te muito, muito,
Quero-te assim tal e qual,
Quero-te porque quero,
Quero-te porque aos meus olhos, és perfeito.

Quero-te porque és tu,
Rosto submerso de alegria,
Traços decalcados de ternura,
Esboço pintado a carvão.

Quero-te porque preciso de ti,
Desejo irrefreável, prodígio,
Íman matreiro que repela,
Capricho fervoroso e entusiástico.

Quero-te porque só assim te posso amar,
Tentação doce de chocolate e caramelo,
Pedra preciosa de diamante ou rubi,
Pássaro embalsamado, querubim ou rouxinol.

Perfume de rosas ou papoilas de Primavera,
Colecção infinda de cheiros e sabores,
Recordações vãs, memórias sãs,
Romance aceso de mágoas e dissabores.

Quero-te porque és ambição,
Quero-te porque quero,
E quero-te simplesmente, porque sim,
E mais… não digo!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Esperança

O coração palpita desregulado,
bate, rebate e volta a bater,
parece esperar por algo,
esperança ambulante, doce, encerada.

Os meus olhos brilham alternadamente,
o meu sorriso vai e volta, 
desvanece e mais tarde, regressa,
como se pelo meio algo o atormentasse.

Soberano sentimento,
irrevogável pensamento,
inconsciente delírio,
soberba perdição.

Tentação subtraída,
dia longo, fraqueza,
desejo ardente,
revolta incerta.

Místico confuso de sensações,
quimera branca que reluz,
pássaro que sobrevoa,
maré que avança e recua.

Incontrolável loucura,
divina doçura,
escombros, refúgios interditos,
memórias futuras, instinto.

Sonho esperado,
sonhado acordado,
que mexe connosco,
e nos deixa descontrolados...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cansada...


Estou cansada,
Cansada de agitação,
Da sede que queima,
Do ardor que desgasta,
Do cansaço que corrói…

O amanhã vai ser longo,
Estrada de picos e salpicos,
Maré de altos e baixos,
Pétala de rosa ou flor de jasmim,
Sorriso escasso em rosto inerte.

Um dia direi que quero desistir,
Será talvez mostra de desespero,
Marca eminente de turbulência,
Saudade activa, incessante.

Dor que condena,
Chamamento de amor,
Banho de emoção, incerteza cruel,
Tortura ardente, obrigação inaudita,
Despontar, reacender…

Cólera de solidão,
Ilustre recordação,
Suprema atracção,
Palpitar desajeitado de um coração…

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um sonho encantado...


Sonhei uma noite, um sonho encantado,
Esboço de ternura e águas cristalinas,
Ainda um vale e um gesto de doçura,
Emoção fiel ou chocolate amargo, com doce de amargura.
 
Lágrimas caem neste rosto vazio,
Traição atroz,
Sentimento veloz,
Pássaro cantante às margens do rio.

Noite cerrada, parede pintada,
Com tinta de dor e pingos de sangue,
Choro intenso, maré brava,
Laços traçados em pano de algodão ou cetim.

Pânico sublime, grito berrante,
Olhos esbugalhados, coragem ou delírio,
Estonteante tristeza que acumula,
Razão infeliz que perde o valor.

Palavras dispersas,
Versos de sentir,
Pontas soltas,
Coração de vidro, que pode partir…


(Aqui fica mais um sonho. Não estou triste, a dor de que falo é apenas uma mistura de saudade e pressão. Sinto-me um pouco "pressionada" por uma pessoa, mas vai passar. Que tal o poema?? Gostaram/não gostaram? Toca a comentar quero saber as vossas opiniões! Bejinhos e uma boa semana para todos.)

Às vezes...


Às vezes sinto que bloqueio-o, sinto-me estranha, com vontade de chorar, de gritar, com vontade de sair para um mundo só meu onde só eu possa entrar. De me fechar numa concha delicadamente aberta, de fugir, de me refugiar nas minhas lágrimas. Quando não o posso fazer, escrever é o meu refúgio. O truque é sentir o que escrevo, escrever o que sinto, dar asas às palavras, idealizar situações, imaginar, apreender a fechar os olhos e a voar para outros mundos, com o coração na terra e a mente a planar, com o amor e a doçura que me fizeram crescer, com a coragem que sempre me fez enfrentar os meus medos, com o sorriso que sempre arrastou a mágoa, com o optimismo que sempre correu com a intriga e com a verdade que me fez chegar até aqui. Um dia a minha alma irá transformar-se e aí poderei amadurecer muito mais do que já amadureci até agora. Escrever é como que um encontro connosco próprios e também uma conversa nossa sobre nós mesmos. Sonhar acordada, viver (n)esses sonhos, saber adaptar-me às várias situações e aprender a ser eu mesma, é um processo longo, para o qual trabalho todos os dias. Lidar comigo própria é uma batalha, um desafio, uma meta todos os dias mais concretizável, um dia, será um prazer, um luxo, uma pérola ou uma dracma valiosa que já saberei como investir. Por agora, limito-me a viver na minha profunda ingenuidade, domada de uma imaturidade iludida pelo sonho de um dia ser alguém…

"Poesia a Brincar" no Querida Júlia (SIC)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Máscaras - Junho de 2010

Não digas nada,
deixa o silêncio falar.
Deixa cair a máscara que te esconde,
mostra-te como realmente és,
revela-te!
Sê tu mesmo, 
não te escondas por detrás desse véu negro,
dessa capa gélida, desse vazio imundo,
que tanto me assusta e atormenta.
Deixa falar o teu sentir,
diz somente as palavras que sabes que o teu coração
irá suportar ouvir e procura apenas respostas que ainda não descobriste.
Encontra no outro um ponto de encontro,
uma luz perdida na escuridão,
uma vela eternamente acesa,
um rosto de verdade e uma expressão de carinho,
encontra-te e mostra-te, como realmente és,
sente aquilo que queres sentir,
não te obrigues, não te resignes, não te escondas,
arrisca, dá sinal de ti, e eu seguirei os teus sinais!




P.S: Partilhem a vossa opinião, deixem-me o vosso rasto, as vossas palavras. Quero comentários! Beijinho :)