sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Se lutar é vencer, então, eu serei uma vencedora!" - Frase da semana

Olá a todos! Como já não fazia à algum tempo, "regressei" para vos explicar um pouco esta frase da semana, a primeira semana de Agosto.
Esta frase revela um pouco daquilo que considero ser os meus princípios. Nos últimos dias (especialmente) tenho sido bastante acarinhada por toda a gente, especialmente pessoas que vêm visitar o blogue e que na sua maioria eu desconheço. Tenho noção de que aquilo que escrevo nem sempre tem a melhor qualidade e que de vez em quando lá se encontram algumas falhas, mas, sinto-me bem a escrever, gosto de partilhar isso convosco, faz-me feliz! Aproveito o momento para agradecer a todos os que me têm visitado, a todos os seguidores, a todos os que comentam as minhas publicações e/ou que escrevem sempre umas palavrinhas através do chat. No outro dia conversei com um visitante (entre vários) muito simpático que (entre outra coisas) disse que "gostava muito mim, principalmente pela minha capacidade de sorrir e de lutar e que a minha força o inspirava". É claro que me lembrei logo desta frase para a primeira semana de um mês que, ao contrário do que se esperava, começou bastante cinzento.
Sabem, aos 13 anos às vezes temos sonhos estapafúrdios, desejos jamais concretizáveis, ilusões atrás de ilusões e, como consequente, bastantes DESILUSÕES. Sempre fui uma menina muito alegre, sempre tive um sorriso para dar, gosto de sorrir porque não vai ser a chorar que as coisas se vão resolver. É claro que todos temos dias maus mas, experimentei sorrir, nesses dias, encarem a vida não como inimiga mas como uma lição dela própria. Sinto-me feliz como sou, mesmo sabendo que muitos não gostam do meu feitio ou da minha maneira de ser mas, consciente de que também muitos me apoiam e gostam daquilo que faço e de quem sou.
Essas ilusões de que vos falei, se por vezes são estapafúrdias, caprichos momentâneos ou coisas do género, há outras em que são coisas muito desejadas, e que, podem não ser fáceis de concretizar mas que não são impossíveis. A minha principal filosofia sem foi aquela que diz que devemos SEMPRE lutar pelos nossos objectivos e superar-mo-nos mutuamente a cada dia que passa. Lutar custa, dói e corrói mas, compensa! Baixar os braços é render-mo-nos à infelicidade de um ser que se sente inútil e sem vontade de viver e isso é muito mau porque se alguém sacrificou a sua vida por nós, nós não temos o direito de acabar com ela assim, de bandeja como se fosse um lixo reles que não é sequer reciclável.
Pensei nisto, não desistam de vocês, dos vossos sonhos, nem das pessoas que se rodeiam, porque vale sempre a pena, SEMPRE! Sorriam muito, sejam felizes, porque a vida nada mais é do que uma prova intensa  que temos de saber encarar e gerir. Não desistam, por mais difícil que seja, SUPEREM-SE!
Beijinho enorme para todos!
Ana Filipa =)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sei :)

Sei que agora estás longe,
depois de muito te procurar,
percebi que não estavas,
foste embora sem nada dizer,
e, quando dei por isso,
era tarde demais...
Quis ir atrás de ti,
procurei-te por vales e montes,
por estradas e carróceis,
procurei-te na volta do Sol e da Lua,
do rio onde o lodo flutua.
Procurei-te pelos locais mais bizarros,
e também pelos mais óbvios,
porque, às vezes, a chave do enigma
está mais próxima do que julgamos,
é por estar tão próxima de nós
que tanto a procuramos e,
nunca a encontramos...
Chorei iludida na esperança oculta,
deitei lágrimas de tristeza,
de amargura, de perda,
mas, depois pensei melhor...
Percebi que, se calhar,
estava a desperdiçar sorrisos,
a perder tempo,
a negar a felicidade,
a viver em vão enquanto havia tanto para fazer.
Os pássaros cantarolavam lá fora,
mas, a mim, apetecia-me gritar,
gritar alto e incessantemente,
por ti, pelo teu amor, por algo que terminou,
e que a esperança iludiu.
Depois, tentei esquecer,
apaziguar o meu coração com as memórias e recordações de ti,
pensar que tudo era passado, um passado doce e suave,
uma recordação com cheiro a chocolate e sabor amorangado,
uma pedra valioza, de âmbar ou rubi,
uma dracma perdida, algures nas ervas do meu jardim.
Resultou por momentos, pensar assim,
mas, quando dei por mim,
afinal, não o tinha esqueçido,
ele continuava presente no meu coração,
talvez de uma forma diferente,
mas com uma força incontrolável,
um desejo insaciavél corria nas minhas veias,
o meu corpo mexia involuntariamente,
e as palavras saiam da minha boca ao mínimo custo,
afinal ainda estava apaixonada...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

(Des) Ilusão

·         Vivi tempos perdida na ilusão,
quis esquecer que te conhecia,
quis ignorar meu coração,
deitar fora as recordações daquele dia,
daquele dia em que te conheci,
daquele dia a partir do qual não mais vivi.
Quis deitar fora minha alma,
substituir meu coração,
atirar-me à tristeza,
morrer em solidão.
Silenciar o meu pensamento,
acalmar toda esta agitação,
fugir para longe,
apagar a recordação.
Já não quero estar mais aqui,
quero sair, quero-me libertar,
quero viver para lá do horizonte,
quero morrer, quero sonhar,
quero ir e não voltar,
sair sem deixar rasto,
apagar as marcas,
deste passado tão madrasto.
·          
·         (Hoje estou feliz! Sei que o passado acabou, convenci-me de uma vez que tenho de o deixar ir, por muito que custe, por muitas lágrimas que possam cair agora, vale a pena deixá-lo ir. Novas experiências virão, coisas novas surgirão na minha vida. Serei feliz tanto ao ainda mais do que fui. As desilusões fazem parte da vida. Custa enquanto as vivemos, mas ó menos aprendemos com elas, além disso, elas fortalecem-nos e mostram-nos como afinal somos mais fortes do que pensamos... és passado, um passado feliz enquanto durou, um obstáculo duro de ultrapassar, mas uma meta que já alcancei, agora sou feliz e sei que irei continuar a sê-lo, porque a vida é mais... mais do que tristeza e lágrimas, ás vezes até mais do que amor, quando o amor nos faz perder anos de vida.)

domingo, 31 de julho de 2011

Um sonho sonhado...

Sonhei uma noite, um sonho enfeitiçado,
parei as águas que no meu sonho corriam,
sussurrei ao vento um segredo encantado,
quimera de penas brancas e sorriso alegado.

Meu sonho esbateu em água cristalina,
o que já não posso mais ocultar,
a paixão febril que o meu coração domina,
um sonho agitado como barco em alto mar.


Os pássaros da madrugada,
perderam a vontade de cantar,
magia suave de um olhar,
luar mortífero, sem pressa de terminar.

Ondas de memórias sãs,
recordações empoeiradas,
livro de poções vãs,
mil e uma horas passadas.

Neste sonho sonhado,
pensei sorrindo,
que nas nuvens estava dormindo,
e que os teus braços tinhas alçado,
para que me pudesse debruçar,
e sobre ti dormitar...

Este sonho conduziu-me ao espaço,
bailámos por momentos sobre o céu,
em jeito de brincadeira sussurrei,
deixei cair o esplendor do véu,
que um dia à Igreja levei.

Voltas e voltas, girando docemente,
tu me abraças cada vez mais, e mais...
Sinto a tua voz rouca, o teu hálito quente,
os gestos doces que não quero largar, jamais...

Carícias sublimes, como só tu me sabes dar,
selas-me a boca com um beijo salgado,
e o olhar, como uma trama difícil de largar,
um momento doce, tão quente como molhado.

Sei em fim, que nada disto é verdade,
mas, quem sabe, se sonhar outra vez,
este sonho tão mágico e divino,
ele um dia se torne realidade...