Queria poder voar,
por aqui, por ali,
voar daqui em diante,
voar por ti e por mim.
Ser um pássaro ou quem sabe, um anjo,
anjo de asas brancas e longas penugens,
um anjo da guarda, um anjo protetor,
protejer a todos e a mim, voar no manto branco,
no leito de um rio de paz e abrigo de penas brancas,
ultrapassar os mil ventos que comigo se cruzam,
e ser apenas um anjo.
Queria ser um anjo bom,
ter a bondade expressa na minha face redonda,
e a sabedoria no meu olhar enquadrilhado,
saber dar e receber, aprender e ensinar,
saber enfrentar obstáculos, saber sofrer,
saber liberdade, saber VOAR!
Sair ao encontro do Verão,
das flores que brotam aos pouquinhos,
ir ao encontro de todos, e a todos amar,
seguir os pássaros que fazem seus ninhos,
e os homens que se matam a trabalhar,
viajar com eles, e a seu lado caminhar.
Um anjo não ama um ser só,
não tem amar exclusivo,
um anjo ama a todos,
porque o seu amor é extensivo.
Um anjo também chora,
de asas levantadas,
um anjo também cai,
um anjo também se magoa.
Queria ser um anjo,
quebrar todas as regras celestiais,
voar sem fim,
combater vendavais de asas abertas,
queria ser um anjo que sorri,
que chora de emoção,
que sente, um anjo vencedor,
libertado do amor único e das regras ditas.
Queria apenas ser um anjo digno,
um anjo que você veja a brilhar no céu,
que mire na noite, um anjo de que você se orgulhe,
um anjo que você queira amar, e nada mais do que isso.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Memórias Soltas...
logo, logo, ao amanhecer,
Sol intenso, bolinhos de canela,
Que lindo acordar e entardecer!
Já vi nuvens que tapassem este Sol,
já li pensamentos e pecados de horror,
já sonhei escuridão e fumaça negra,
Já desejei penumbra e sinal redentor.
Hoje vejo Sol e luz de alegria,
polvilhada pela magia de um dia de Verão,
chocolate quente ou docinho de aletria,
dias simples mas que nunca passam em vão.
Um sonho, um sorriso, um olhar de ternura,
uma chama enfeitiçada pela alegria de viver,
um desejo contínuo de ultrapassar cada vez mais,
resgatar momentos intensos e aprender a sofrer.
Por mais que a tristeza se esboce no meu olhar,
não vou deixar que ela prevaleça em mim,
os raios de Sol encorajam esta luta aberta,
este impulso reflectido de verdade e sentimento.
Passado:
Vai, vai-te embora e não regresses,
deixa-te por aí ficar,
o meu coração vai aguentar em preces,
aquilo que tu deixas-te por acabar.
Aprenderei a sorrir e esquecerei a dor,
aquela que cravaste em mim,
sou lutadora e menina feliz,
por mais que tentes, enfrentar-te-ei assim (sorrindo).
Publicidade ao blog!
Olá a todos, meninos e meninas, senhores e senhores, familiares, amigos, conhecidos, desconhecidos,visitantes e seguidores, enfim...
Neste momento o blog tem tido uma média de visitas mensais imensamente alta, o que me deixa felicíssima,
mas, se tem colegas, amigos, familiares, enfim, conhecidos, que ainda não visitaram o blog, toca a fazer publicidade. O blog já chegou para lá do continente Europeu (tal como podem ver mo mapa diário de visitas, situado abaixo do chat). O blog tem tido imensas visitas do continente Americano, destancando-se a California, o Brasil e Nova Iorque, da Alemanha, das ilhas, de França, entre vários outros países e cidades.
Aqui fica um "molde" publicitário!
Gostas de ler e escrever?! Gosta de prosa e/ou poesia?! Então, de que está à espera para visitar o blog "Poesia a Brincar", endereçado http://poesiaabrincar-ana.blogspot.com/ ?
Neste blog vais poder ler textos em prosa e verso, escritos por uma jovem.
Não hesites, visita, comenta, dá opiniões/sugestões, diverte-te!
Espero que gostes!
Beijinhos a todos, Ana Filipa :)
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O teu olhar...
um olhar feroz e enraivecido,
portador de mágoas e desilusões,
de ódio e indiferença.
Não quero que me olhes assim,
as tuas lágrimas magoam-me,
salpicam o meu coração de negro,
escurecem a minha alma com palavras tristes e,
fazem dos meus gestos, agressivos.
Procuro saber agradar-te,
procuro um sorriso em ti,
mas, só vejo tristeza,
vazio, solidão,
uma capa gélida,
uma máscara de horror,
um erro constante,
um refúgio endiabrado e sombrio.
Não quero uma pessoa assim,
que me arraste para a escuridão,
que me magoe e me faça chorar,
uma pessoa que não merece nada,
quanto mais que chorem por ela.
Apaixonei-me e nisso não tive culpa,
enfeitiçaste-me na minha profunda ingenuidade,
brincaste com os meus sentimentos e depois,
esqueceste-te que eu era gente,
fizeste como se eu fosse de pedra,
pedra dura ou diamante, mas não sou!
Sabes que mais?!
Ainda bem que assim foi,
custa-me dizê-lo, mas tens razão,
eu não te mereço,
mereço melhor do que tu.
Deste-te como vencedor,
mas aqui, se alguém saiu derrotado,
esse alguém foste tu,
o amor cega, mas eu aprendi que,
na vida, os pingos de chuva molham, mas não matam,
tu foste um pingo de chuva na minha vida,
desiludiste-me (muito), mas és passado,
agora, vou seguir em frente, seguir o meu coração e,
continuar a luta, de sorriso no rosto e olhar em diante.
sábado, 11 de junho de 2011
Aquilo em que te tornaste...
Custa-me acreditar naquilo que te tornaste,
na forma cruel como a nossa amizade desmoronaste,
Conheci-te e julguei que eras minha amiga,
agora percebo o valor da ingenuidade,
afinal de contas não és amiga de ninguém,
por mais que custe, é esta a verdade.
Vagueias, sem rumo, como boneca perdida em água,
vais e voltas conforme te convém,
as tuas inconstâncias magoam pessoas e vertem lágrimas,
se queres ir, vai, mas não arrastes mais ninguém.
Sinto que nem sequer te conheço,
desiludiste-me, magoastem-me, iludiste-me,
foste uma delisusão, agora, olho-te e não vejo uma amiga,
vejo alguém cruel, mesquinho e sem razão.
Se quiseres ir, vai,
estendi-te a minha mão,
tentei levantar-te desse poço,
arrisquei ir buscar-te,
mas contra ti ages,
foste rígida,
magoaste quem te tentou ajudar,
quem pensava que éramos amigas,
quem só queria o teu bem e,
uma amiga para a vida.
Apesar de todas as palavras amargas,
de todas as desilusões e brutidades,
apesar de todos os gestos mal feitos,
sabes que me custa ver-te assim,
sem rumo, a afundares-te, escusadamente,
por isso, por muito que tenhas feito,
por muitas feridas que tenhas causado em mim,
continuo aqui para o que precisares,
ainda que a nossa amizade não prevaleça igual.
na forma cruel como a nossa amizade desmoronaste,
na pessoa linda que eras e naquela em que te formaste.
agora percebo o valor da ingenuidade,
afinal de contas não és amiga de ninguém,
por mais que custe, é esta a verdade.
Vagueias, sem rumo, como boneca perdida em água,
vais e voltas conforme te convém,
as tuas inconstâncias magoam pessoas e vertem lágrimas,
se queres ir, vai, mas não arrastes mais ninguém.
Sinto que nem sequer te conheço,
desiludiste-me, magoastem-me, iludiste-me,
foste uma delisusão, agora, olho-te e não vejo uma amiga,
vejo alguém cruel, mesquinho e sem razão.
Se quiseres ir, vai,
estendi-te a minha mão,
tentei levantar-te desse poço,
arrisquei ir buscar-te,
mas contra ti ages,
foste rígida,
magoaste quem te tentou ajudar,
quem pensava que éramos amigas,
quem só queria o teu bem e,
uma amiga para a vida.
Apesar de todas as palavras amargas,
de todas as desilusões e brutidades,
apesar de todos os gestos mal feitos,
sabes que me custa ver-te assim,
sem rumo, a afundares-te, escusadamente,
por isso, por muito que tenhas feito,
por muitas feridas que tenhas causado em mim,
continuo aqui para o que precisares,
ainda que a nossa amizade não prevaleça igual.
Ana Filipa Batista
(pode não rimar,
pode até não ser das melhores coisas que escrevi,
mas, mais uma vez, deixei o meu coração falar,
escrito com o coração, apenas.
Sabia que tinha de o fazer... ).
Beijinhos e um óptimo fim-de-semana para todos!!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Saudades tuas...
Tenho saudades tuas.
O meu coração chama por ti,
submerso em angústia,
desesperado de cansaço.
Chama como se não houvesse amanhã,
como se não pudesse viver sem ti,
será que pode?
Acho que não, apesar disso,
Sinto-me a esmorecer,
estou fraca, sem forças,
mas, o meu coração continua intacto,
parece potente e inabalável,
mas, na verdade, sei que não é bem assim,
também ele está frágil,
também ele está a sofrer deste desgosto.
Sinto-o a escurecer muito devagarinho,
é certo que, mais cedo ou mais tarde,
a noite se instale nele e, esta dor,
desgastante e cruel, o vença.
É por ti e só por ti,
é por acreditar no teu regresso,
acima de tudo, é por te amar,
muito possivelmente, mais do que o que mereces.
Por mais que eu lute para o manter,
por mais que me debata contra a vida,
por mais que chore e grite,
ele berra sempre mais alto,
berra por ti!
O meu coração chama por ti,
submerso em angústia,
desesperado de cansaço.
Chama como se não houvesse amanhã,
como se não pudesse viver sem ti,
será que pode?
Acho que não, apesar disso,
tento acalmar a tanta agitação,
a revolta incessante,
os gritos estridentes,
os palpitares mortíferos,
que ele lança de quando em quando.Sinto-me a esmorecer,
estou fraca, sem forças,
mas, o meu coração continua intacto,
parece potente e inabalável,
mas, na verdade, sei que não é bem assim,
também ele está frágil,
também ele está a sofrer deste desgosto.
Sinto-o a escurecer muito devagarinho,
é certo que, mais cedo ou mais tarde,
a noite se instale nele e, esta dor,
desgastante e cruel, o vença.
É por ti e só por ti,
é por ti que ele se está a deixar morrer,
aos poucos e poucos.
É por ti e só por ti,
que ele grita descomunalmente,é por acreditar no teu regresso,
acima de tudo, é por te amar,
muito possivelmente, mais do que o que mereces.
Por mais que eu lute para o manter,
por mais que me debata contra a vida,
por mais que chore e grite,
ele berra sempre mais alto,
berra por ti!
Ana Filipa Batista.
domingo, 5 de junho de 2011
Quando olhas para mim...
Quando olhas para mim,
vejo um olhar de recriminação,
um olhar de desprezo,
sinto demasida amargura e um só coração.
Sinto-te distante, tão longe, mas, tão perto,
olho para trás e penso que já quase nos beijámos,
olho em frente, o horizonte, e penso que me odeias,
que de nada valeu os obstáculos que enfrentámos.
Tentei esquecer-te, levar-te no encalço do meu passado,
para longe de mim, a fim de a distância pôr fim,
aquilo que, por mais que tente, sinto por ti,
um amor verdadeiro, um olhar sincero, saudade.
Queria tanto ter-te aqui, mas sei que não vais voltar,
permaneces no meu coração, por mais que me tente iludir,
por mais que tente transpor-te para o meu passado,
por mais que me queira afastar e deixar-te ir.
Preocupo-me contigo, choro as tuas lágrimas,
sinto a tua dor, aconchega-me o teu sorriso,
entristece-me o teu olhar, a tua ausência,
sinto a falta dos teus gestos, das tuas palavras, sinto a tua falta!
Preciso de ti, mas sei que jamais regressarás,
o passado desfez-se em dias,
a intensidade em nós perdeu-se algures no tempo,
tu partiste e eu fiquei, aqui, assim, perdida.
Sei que um dia vou conseguir,
que tudo isto faz parte de uma fase,
és mais do que pensas,
e eu, amo-te mais do que mereces.
vejo um olhar de recriminação,
um olhar de desprezo,
sinto demasida amargura e um só coração.
Sinto-te distante, tão longe, mas, tão perto,
olho para trás e penso que já quase nos beijámos,
olho em frente, o horizonte, e penso que me odeias,
que de nada valeu os obstáculos que enfrentámos.
Tentei esquecer-te, levar-te no encalço do meu passado,
para longe de mim, a fim de a distância pôr fim,
aquilo que, por mais que tente, sinto por ti,
um amor verdadeiro, um olhar sincero, saudade.
Queria tanto ter-te aqui, mas sei que não vais voltar,
permaneces no meu coração, por mais que me tente iludir,
por mais que tente transpor-te para o meu passado,
por mais que me queira afastar e deixar-te ir.
Preocupo-me contigo, choro as tuas lágrimas,
sinto a tua dor, aconchega-me o teu sorriso,
entristece-me o teu olhar, a tua ausência,
sinto a falta dos teus gestos, das tuas palavras, sinto a tua falta!
Preciso de ti, mas sei que jamais regressarás,
o passado desfez-se em dias,
a intensidade em nós perdeu-se algures no tempo,
tu partiste e eu fiquei, aqui, assim, perdida.
Sei que um dia vou conseguir,
que tudo isto faz parte de uma fase,
és mais do que pensas,
e eu, amo-te mais do que mereces.
sábado, 4 de junho de 2011
Por entre mil vales e um bocejo :)
Em plena madrugada,
pedi ao vento um desejo,
que do meio da floresta encantada,
me chegasse o teu beijo.
O Sol rompia,
os pássaros voavam,
despertava ao dia,
e todos cantavam...
O vento levou na brisa
o meu desejo,
suave e delicado,
entre mil vales e um bocejo.
Fiquei à espera,
sentada num rochedo,
aguardando,
em segredo.
pedi ao vento um desejo,
que do meio da floresta encantada,
me chegasse o teu beijo.
O Sol rompia,
os pássaros voavam,
despertava ao dia,
e todos cantavam...
O vento levou na brisa
o meu desejo,
suave e delicado,
entre mil vales e um bocejo.
Fiquei à espera,
sentada num rochedo,
aguardando,
em segredo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Quem sou eu afinal ?
Procurei durante dias saber quem era,
Mas, ao fim de tantas tentativas falhadas,
Acabei por chegar à conclusão de que,
Fosse quem fosse, era feliz.
Procurei uma identidade, julgando alcançá-la,
Segui o meu coração, domei instintos incontroláveis,
Venci lutas aparentemente impossíveis, aprendi,
Aprendi coisas que nunca considerei existirem.
Fui à luta, agarrei-me à vida.
Apoiei-me num lema imbatível:
“A luta nunca será inglória,
Mas sim, recompensada”.
Nasci em berço de carinho,
Cresci em cama de amor.
Subi ao trono da felicidade,
Desci ao poço, conheci a dor.
Ultrapassei o rio dos obstáculos,
Venci a luta da maldade,
Conquistei-me e construí-me,
Moldei-me e olhei-me ao espelho,
Impressionada balbuciei:
Sou quem sou e como sou,
Sou genuinamente sincera,
Irrevogavelmente sensível,
Surpreendentemente imparável,
Estupidamente teimosa.
Sou filha da mãe, e do pai,
Sou HUMANA!
Mas, ao fim de tantas tentativas falhadas,
Acabei por chegar à conclusão de que,
Fosse quem fosse, era feliz.
Procurei uma identidade, julgando alcançá-la,
Segui o meu coração, domei instintos incontroláveis,
Venci lutas aparentemente impossíveis, aprendi,
Aprendi coisas que nunca considerei existirem.
Fui à luta, agarrei-me à vida.
Apoiei-me num lema imbatível:
“A luta nunca será inglória,
Mas sim, recompensada”.
Nasci em berço de carinho,
Cresci em cama de amor.
Subi ao trono da felicidade,
Desci ao poço, conheci a dor.
Ultrapassei o rio dos obstáculos,
Venci a luta da maldade,
Conquistei-me e construí-me,
Moldei-me e olhei-me ao espelho,
Impressionada balbuciei:
Sou quem sou e como sou,
Sou genuinamente sincera,
Irrevogavelmente sensível,
Surpreendentemente imparável,
Estupidamente teimosa.
Sou filha da mãe, e do pai,
Sou HUMANA!
domingo, 29 de maio de 2011
Espera... eu AMO-TE !
Um dia arrisquei dizer-lhe
lembro-me como se fosse hoje,
das palavras doces que sussurrei,
aos seus ouvidos.Deixei o coração falar por mim,
ele mirou-o num só olhar,
suspirou uma só vez,
seguiu em seu encalço,
alcansou-o e disse-lhe:
- Hey, espera,
não te vás embora,
eu AMO-TE.
Ele virou-se para mim,com um olhar estilhaçado,
e uma lágrima no canto do olho,
prestes, prestes a cair.
Correu para mim,
abraçou-e,
cruzou o seu olhar no meu,
e disse, carinhosamente:
- Tenho de ir,
não é aqui o meu lugar,
não é aqui que eu pertenço.
Olhei-o intensamente,
as lágrimas caiam
e desperçavam no meu rosto,
o meu coração batia velozmente,
descontrolado, magoado,
com vontade de gritar.
Ele mirou-me uma vez mais
e disse, sorridente:
- Vem comigo, fazer-te-ei feliz!
As lágrimas congelaram,
os meus olhos brilharam,
o meu coração sorriu,
pulei de alegria,
disse-lhe:
- Então, vamos?! Estou pronta!!
Ele esboçou um sorriso,
pegou na minha mão,
olhou em frente,
e guiou-me, rumo à felicidade.
Ana Filipa Batista, 29-05-2011.
sábado, 28 de maio de 2011
O que a esperança iludiu...
Sei que agora estás longe,
depois de muito te procurar,
percebi que não estavas,
foste embora sem nada dizer,
e, quando dei por isso,
era tarde demais...
Quis ir atrás de ti,
procurei-te por vales e montes,
por estradas e carróceis,
procurei-te na volta do Sol e da Lua,
do rio onde o lodo flutua.
Procurei-te pelos locais mais bizarros,
e também pelos mais óbvios,
porque, às vezes, a chave do enigma
está mais próxima do que julgamos,
é por estar tão próxima de nós
que tanto a procuramos e,
nunca a encontramos...
Chorei iludida na esperança oculta,
deitei lágrimas de tristeza,
de amargura, de perda,
mas, depois pensei melhor...
Percebi que, se calhar,
estava a desperdiçar sorrisos,
a perder tempo,
a negar a felicidade,
a viver em vão enquanto havia tanto para fazer.
Os pássaros cantarolavam lá fora,
mas, a mim, apetecia-me gritar,
gritar alto e incessantemente,
por ti, pelo teu amor, por algo que terminou,
e que a esperança iludiu.
Depois, tentei esquecer,
apaziguar o meu coração com as memórias e recordações de ti,
pensar que tudo era passado, um passado doce e suave,
uma recordação com cheiro a chocolate e sabor amorangado,
uma pedra valioza, de âmbar ou rubi,
uma dracma perdida, algures nas ervas do meu jardim.
Resultou por momentos, pensar assim,
mas, quando dei por mim,
afinal, não o tinha esqueçido,
ele continuava presente no meu coração,
talvez de uma forma diferente,
mas com uma força incontrolável,
um desejo insaciavél corria nas minhas veias,
o meu corpo mexia involuntáriamente,
e as palavras saiam da minha boca ao mínimo custo,
afinal ainda estava apaixonada...
Ana Filipa Batista, 28-05-2011.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Um dia...
Um dia, conheci uma pessoa que hoje vejo, acima de tudo, como uma grande amiga, quanto a éssa pessoa...
C onheci-a na escola, um professora,
A miga e talentosa,
R isonha e amorosa,
L inda e espantosa,
A legre e carinhosa.
S ensata,
O rganizada,
F iel,
I nteligente,
A fectiva.
O bservadora,
L ouvável,
I nconfundível,
V erdadeira,
E ncorajadora,
I ncrível,
R espeitosa
A tenta.
L ivre,
A ctiva,
P aciente,
A lguém que nunca irei esquecer, porque me marcou, pela positiva :)
C onheci-a na escola, um professora,
A miga e talentosa,
R isonha e amorosa,
L inda e espantosa,
A legre e carinhosa.
S ensata,
O rganizada,
F iel,
I nteligente,
A fectiva.
O bservadora,
L ouvável,
I nconfundível,
V erdadeira,
E ncorajadora,
I ncrível,
R espeitosa
A tenta.
L ivre,
A ctiva,
P aciente,
A lguém que nunca irei esquecer, porque me marcou, pela positiva :)
Mais um acróstico,
Ana Filipa Batista :)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Esperei por ti :)
Esperei por ti,
dias a fio,
chorei e ri,
lágrimas de um rio.
Onde estás?
Procuro-te, sem nunca me cansar,
de colmeia em colmeia, de cabaz em cabaz,
mel doce e escasso, pureza de um olhar.
Os pássaros cantam alegremente,
flores abrem, flores murcham,
rio nasce, rio seca, sinceramente,
que desencanto de nação!
Precisa-se de alegria,
de flores de belo odor,
rosas sem espinhos,
mel doce e um amor.
De uma essência perfeita,
ou do príncipe encantado,
aquele que vem e fica,
para ficar ao meu lado.
Sorrir já não é uma meta,
mas sim, um prazer,
ser atingida pela seta,
ter gosto em ser poeta :)
dias a fio,
chorei e ri,
lágrimas de um rio.
Onde estás?
Procuro-te, sem nunca me cansar,
de colmeia em colmeia, de cabaz em cabaz,
mel doce e escasso, pureza de um olhar.
Os pássaros cantam alegremente,
flores abrem, flores murcham,
rio nasce, rio seca, sinceramente,
que desencanto de nação!
Precisa-se de alegria,
de flores de belo odor,
rosas sem espinhos,
mel doce e um amor.
De uma essência perfeita,
ou do príncipe encantado,
aquele que vem e fica,
para ficar ao meu lado.
Sorrir já não é uma meta,
mas sim, um prazer,
ser atingida pela seta,
ter gosto em ser poeta :)
Ahahaha :) Escrito com o coração, o resultado está à vista, bom ou mau ?! ;)
Bejinhos, Ana Filipa, 25-05-2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Quero !!
Quero ser igual a ti,
tão perfeita e sublime,
Quero ter o teu olhar,
tão sincero e humilde
Quero poder voar,
neste céu, tão azul
e esplendoroso,
Quero descobrir
a receita ideal,
para esse sorriso,
tão simples e
contangiante,
Quero saber,
a fórmula correcta,
ou enigma guardado,
a chave certa,
para templo sagrado.
E por último...
Quero perceber,
qual a melhor forma
de te dizer,
que te AMO!

tão perfeita e sublime,
Quero ter o teu olhar,
tão sincero e humilde
Quero poder voar,
neste céu, tão azul
e esplendoroso,
Quero descobrir
a receita ideal,
para esse sorriso,
tão simples e
contangiante,
Quero saber,
a fórmula correcta,
ou enigma guardado,
a chave certa,
para templo sagrado.
E por último...
Quero perceber,
qual a melhor forma
de te dizer,
que te AMO!
Ana Filipa, 23-05-2011.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Vai então, deixa-me aqui!
Preciso que vás,
Flor de laranjeira,
Diamante precioso,
missanga de ouro e rabi,

mas não te quero deixar ir,
preciso que fiques,
mas tens de partir.Flor de laranjeira,
pé de alecrim,
semente de ervilheira,
chá de jasmim.Diamante precioso,
missanga de ouro e rabi,
colar de prata e pérolas,
pedra de ambâr e rubi.
Tarde de Kiwi,
Rebuçado de menta,
Mousse de abacaxi,
Compota de pimenta.
Vai então, deixa-me aqui,
sozinha, encostada no meu canto,
perdida e isolada,
sem rasto do teu encanto.
Ana Filipa Batista :)
Estou feliz :)
Finalmente voltei a ser quem era,
e que a recompensa só vem depois.
Dizer adeus não foi fácil, ouvi-lo resmungar, vê-lo partir,
o meu coração manifestou-se e as lágrimas cairam,
por mais que vagueie na minha mente!
o sorriso voltou a instalar-se em mim,
valeu a pena a imensa espera,
O bolo de mel e o chá de jasmim.
O tempo passou,
deixei o passado ir embora,
ele foi e não voltou,
deixei o passado ir embora,
ele foi e não voltou,
como chama que se evapora.
O brilho regressou ao meu olhar,
o sorriso preenche o meu rosto de alegria,
encostada à janela miro o luar,
enfeitiçada por um toque de magia.
enfeitiçada por um toque de magia.
Custou-me muito deixá-lo ir,
pensar nos momentos que passámos os dois,
mas, sabia que tinha de conseguir,e que a recompensa só vem depois.
Dizer adeus não foi fácil, ouvi-lo resmungar, vê-lo partir,
o meu coração manifestou-se e as lágrimas cairam,
a minha alma revoltou-se sem vontade de sorrir,
mas enfim, tudo acabou, as recordações partiram...
Agora, aqui estou,
sorridente, feliz, consciente,
lembrada do que passou,
mas com vontade de seguir em frente,
porque, o que passou, passou...por mais que vagueie na minha mente!
Ana Filipa Batista.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Sondagem encerrada!
Olá a todos!!! É com muitaaa alegria que dou por encerrada mais uma sondagem do blog. Aqui ficam os resultados, sendo que estou muito satisfeita, quer com o número de votos, quer com as opiniões dos nossos visitantes. Obrigada a todos pelo vosso voto ;)
Votos apurados: 113
Sondagem Encerrada...
"Gostas deste blog?"
Sim!! 111 (97%)
Mais ou menos!! 1 (1%)
Não!! 0 (0%)
Detesto!! 2 (2%)
Detesto!! 2 (2%)
Sondagem Encerrada...
:) Ana Filipa (:
sábado, 14 de maio de 2011
Um amigo especial....
J amais irei esquecer os momentos que vivi contigo ao meu lado,
Ú nicos, simples, mas... tão belos e reconfortantes,
L i-te como nunca antes havia lido alguém,
I mpressionaste-me, marcaste-me com o teu jeito,
T rousseste-me o brilho ao olhar, o sorriso que me faltava,
E nfeitiçaste-me com a tua simpatia,
L embráste-me de que a vida era mais do que julgava,
H ouve momentos em que quis desistir, deixar tudo para trás,
O brigáste-me a seguir em frente, a erguer a cabeça e a sorrir.
D eixáste em mim uma marca de carinho,
E a lembrança de uma amizade especial.
C onhecer-te foi encontrar um tesouro perdido,
A chave para um enigma guardado...
R imos juntos, passámos momentos muito bons,
V ou guardá-los para sempre,
A rrumá-los no meu coração, e,
L ê-los sempre que a tristeza me venha visitar,
H oje é o dia de acondicionar as memórias e seguir em frente,
O passado acabou e não posso ficar para sempre presa a ti...
Ú nicos, simples, mas... tão belos e reconfortantes,
L i-te como nunca antes havia lido alguém,
I mpressionaste-me, marcaste-me com o teu jeito,
O teu olhar doce fez-me ver o mundo de uma outra forma.
C onstruímos uma amizade muito especial,
S ei de ti como ninguém, mas,
A quilo que sentes, já não é mais o meu sentir,
R i, chorei, brinquei contigo, mas, agora tudo mudou.
B uzinaste palavras de incentivo,
O uviste-me e ajudaste-me em tudo o que precisei,T rousseste-me o brilho ao olhar, o sorriso que me faltava,
E nfeitiçaste-me com a tua simpatia,
L embráste-me de que a vida era mais do que julgava,
H ouve momentos em que quis desistir, deixar tudo para trás,
O brigáste-me a seguir em frente, a erguer a cabeça e a sorrir.
D eixáste em mim uma marca de carinho,
E a lembrança de uma amizade especial.
C onhecer-te foi encontrar um tesouro perdido,
A chave para um enigma guardado...
R imos juntos, passámos momentos muito bons,
V ou guardá-los para sempre,
A rrumá-los no meu coração, e,
L ê-los sempre que a tristeza me venha visitar,
H oje é o dia de acondicionar as memórias e seguir em frente,
O passado acabou e não posso ficar para sempre presa a ti...
"Quem sabe um dia não nos voltemos a reencontrar..."
Ana Filipa Batista, 15:04, 14-05-2011.
Acróstico de um nome, juntem as iniciais
de cada verso e, descubram qual é o nome :P
de cada verso e, descubram qual é o nome :P
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A brisa que me envolve...
Sinto a brisa suave no meu rosto,
um palpitar de ternura,
o vento faz os meus cabelos voar,
o meu olhar espelha a agitação à minha volta,
o meu coração sente-a ao palpitar.
Apetece-me correr,
sentir a terra estalar por debaixo dos pés,
Sentir ainda mais o vento que me despenteia,
Sentir a adrenalina deste novo dia.
Apetece-me gritar por algo,
encontrar alguém que venha correr comigo,
partilhar desta felicidade,
sentir a brisa a envolver-lhe a alma,
com um suspiro profundo,um palpitar de ternura,
um beijo de amor,
um gesto de carinho,um grito doce de satisfação...
Vens correr comigo?!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Um "algo" a descobrir...
Sinto as tuas mãos presas nas minhas,
Os teus lábios suaves junto aos meus,
O teu olhar doce e reconfortante,
A ternura com que me embalas no teu abraço.
Sinto-te em mim, tanto presente como distante,
Ora estás aqui, ora estás longe de mim.
Tão perto como Sol da Lua, como a Terra do mar,
Tão longe como o vento da chama, como o dia do luar.
As nuvens embaciam a minha vista que tende em só te ver a ti,
As recordações de um passado nada longínquo, entristecem-me,
Sinto as lágrimas a caminhar neste rosto estarrecido que o tempo arrasou,
Sinto o coração bater devagar como se esta caminhada já estivesse perdida.
Sei que não és a pessoa ideal,
O módulo perfeito ou príncipe encantado,
Mas sei também que pessoas assim não existem,
Por isso, gosto de ti como és!
Grito continuamente por algo que ainda não descobri,
Algo que causa em mim um vazio profundo, uma dor insaciável,
Um algo que me está a deixar perdida algures entre o espaço e a Terra,
Serás tu esse algo?
Os teus lábios suaves junto aos meus,
O teu olhar doce e reconfortante,
A ternura com que me embalas no teu abraço.
Sinto-te em mim, tanto presente como distante,
Ora estás aqui, ora estás longe de mim.
Tão perto como Sol da Lua, como a Terra do mar,
Tão longe como o vento da chama, como o dia do luar.
As nuvens embaciam a minha vista que tende em só te ver a ti,
As recordações de um passado nada longínquo, entristecem-me,
Sinto as lágrimas a caminhar neste rosto estarrecido que o tempo arrasou,
Sinto o coração bater devagar como se esta caminhada já estivesse perdida.
Sei que não és a pessoa ideal,
O módulo perfeito ou príncipe encantado,
Mas sei também que pessoas assim não existem,
Por isso, gosto de ti como és!
Grito continuamente por algo que ainda não descobri,
Algo que causa em mim um vazio profundo, uma dor insaciável,
Um algo que me está a deixar perdida algures entre o espaço e a Terra,
Serás tu esse algo?
Ana Filipa :)
domingo, 8 de maio de 2011
Já pensei em desistir...
Já pensei em desistir, de mim e de ti.
Já pensei em deixar tudo para trás,
Esquecer as memórias envelhecidas,
Enterrar o passado e até mesmo o presente.
Já pedi muito para sair deste inferno,
Precisava de me libertar, não sabia como fazê-lo,
Sentia-me oprimida num mundo fechado,
Presa a sentimentos obscuros,
A pensamentos loucos e incendiados pela fúria de um amor,
Presa a coisas que não queria sentir, nem ter por perto.
Quis fugir para bem longe daqui,
Correr em busca de algo superior,
Procurar um lugar melhor para mim,
Encontrar um refúgio, um porto seguro, um lugar encantado.
Precisa de pôr fim ao sofrimento, mas, como?
Sentia a dor presa em mim, sentia-me mal comigo própria,
Presa à tortura da realidade,
Às lágrimas que tendiam a cair incessantemente,
Presa a um coração insólito e indigesto, que precisava de parar.
Senti-me louca, revoltada, desorientada, desligada de quem era.
Chamei por mim, gritei, berrei, mas, nada!
Não sabia de mim, estava perdida algures, entre o tempo e o espaço,
Estava escondida por algo ou alguém que não me deixava revelar.
Precisava imediatamente de mim, de ser quem era, de ser como era,
Queria ser a pessoa feliz que sempre havia sido,
Queria de volta o sorriso rasgado do dia-a-dia,
Era inevitável viver sem eles,
Era impossível sobreviver assim,
Neste mar de angustias e recordações cruéis,
Debaixo destas nuvens escuras e sombrias que sobre mim pairavam,
Rodeada desta inveja do nada que era a minha vida,
Do ponto de interrogação que balançava na minha alma,
Perdida num céu de chuvoso ou em espinhos de rosa.
Este meu coração estava cansado de tanto se debater,
Farto de lutas e carapaças,
Necessitava de algo mais,
Um mais prolongado numa estrada curvilínea.
Precisava de um olhar que me acalma-se,
De um sorriso que me aquece-se o coração,
De um gesto de meiguice que me reconforta-se,
De uma palavra de incentivo que me motiva-se,
Precisava de alguém que me ajudasse a reencontrar,
Precisava do meu sentir, do meu olhar, do meu sorriso,
Da minha felicidade, da minha alma e do meu coração,
Das minhas palavras amenas, dos meus murmúrios,
Do meu espaço, das minhas recordações,
Precisava de MIM, como realmente era.
Já pensei em deixar tudo para trás,
Esquecer as memórias envelhecidas,
Enterrar o passado e até mesmo o presente.
Já pedi muito para sair deste inferno,
Precisava de me libertar, não sabia como fazê-lo,
Sentia-me oprimida num mundo fechado,
Presa a sentimentos obscuros,
A pensamentos loucos e incendiados pela fúria de um amor,
Presa a coisas que não queria sentir, nem ter por perto.
Quis fugir para bem longe daqui,
Correr em busca de algo superior,
Procurar um lugar melhor para mim,
Encontrar um refúgio, um porto seguro, um lugar encantado.
Precisa de pôr fim ao sofrimento, mas, como?
Sentia a dor presa em mim, sentia-me mal comigo própria,
Presa à tortura da realidade,
Às lágrimas que tendiam a cair incessantemente,
Presa a um coração insólito e indigesto, que precisava de parar.
Senti-me louca, revoltada, desorientada, desligada de quem era.
Chamei por mim, gritei, berrei, mas, nada!
Não sabia de mim, estava perdida algures, entre o tempo e o espaço,
Estava escondida por algo ou alguém que não me deixava revelar.
Precisava imediatamente de mim, de ser quem era, de ser como era,
Queria ser a pessoa feliz que sempre havia sido,
Queria de volta o sorriso rasgado do dia-a-dia,
Era inevitável viver sem eles,
Era impossível sobreviver assim,
Neste mar de angustias e recordações cruéis,
Debaixo destas nuvens escuras e sombrias que sobre mim pairavam,
Rodeada desta inveja do nada que era a minha vida,
Do ponto de interrogação que balançava na minha alma,
Perdida num céu de chuvoso ou em espinhos de rosa.
Este meu coração estava cansado de tanto se debater,
Farto de lutas e carapaças,
Necessitava de algo mais,
Um mais prolongado numa estrada curvilínea.
Precisava de um olhar que me acalma-se,
De um sorriso que me aquece-se o coração,
De um gesto de meiguice que me reconforta-se,
De uma palavra de incentivo que me motiva-se,
Precisava de alguém que me ajudasse a reencontrar,
Precisava do meu sentir, do meu olhar, do meu sorriso,
Da minha felicidade, da minha alma e do meu coração,
Das minhas palavras amenas, dos meus murmúrios,
Do meu espaço, das minhas recordações,
Precisava de MIM, como realmente era.
Ana Filipa Batista, 19:38, 08-05-2011.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Quem sou?
Procurei uma identidade, julgando alcançá-la,
Segui o meu coração, domei instintos incontroláveis,
Venci lutas aparentemente impossíveis, aprendi,
Aprendi coisas que nunca considerei existirem.
Fui à luta, agarrei-me à vida.
Apoiei-me num lema imbatível:
“A luta nunca será inglória,
Mas sim, recompensada”.
Nasci em berço de carinho,
Cresci em cama de amor.
Subi ao trono da felicidade,
Desci ao poço, conheci a dor.
Ultrapassei o rio dos obstáculos,
Venci a luta da maldade,
Conquistei-me e construí-me,
Moldei-me e olhei-me ao espelho,
Impressionada balbuciei:
Sou quem sou e como sou,
Sou genuinamente sincera,
Irrevogavelmente sensível,
Surpreendentemente imparável,
Estupidamente teimosa.
Sou filha da mãe, e do pai,
Sou HUMANA!
Segui o meu coração, domei instintos incontroláveis,
Venci lutas aparentemente impossíveis, aprendi,
Aprendi coisas que nunca considerei existirem.
Fui à luta, agarrei-me à vida.
Apoiei-me num lema imbatível:
“A luta nunca será inglória,
Mas sim, recompensada”.
Nasci em berço de carinho,
Cresci em cama de amor.
Subi ao trono da felicidade,
Desci ao poço, conheci a dor.
Ultrapassei o rio dos obstáculos,
Venci a luta da maldade,
Conquistei-me e construí-me,
Moldei-me e olhei-me ao espelho,
Impressionada balbuciei:
Sou quem sou e como sou,
Sou genuinamente sincera,
Irrevogavelmente sensível,
Surpreendentemente imparável,
Estupidamente teimosa.
Sou filha da mãe, e do pai,
Sou HUMANA!
Ana Filipa, 2011.
domingo, 1 de maio de 2011
Porquê?
Pensei que estava a viver um conto de fadas,
pensei que aquilo que me fazias sentir era real,
pensei que no fim de contas tu me amavas,
pensei que a alegria era imortal.
Fizeste-me sentir coisas que nunca senti,
fizeste-me pensar que não ia chegar ao fim da estrada.
Gritei por socorro, mas tu não estavas,
Chorei de amargura, lágrimas de desespero,
Precisava de ti, mas, tu foste embora,
Deixaste-me em silêncio,
Levaste o meu coração contigo sem pedir autorização,
Deixaste-me perdida em sentimentos,
Mergulhada em emoções,
Partiste sem te importar com nada,
Deixaste-me sem saber o que fazer,
simplesmente foste para não voltar,
PORQUÊ?
Porque é que partiste assim sem nada me dizer,
porque é que foste em segredo,
porque é que fugiste de mim,
porque é me deixas-te assim,
nesta cruel amargura,
nesta solidão profunda e insólita,
neste tunel nem fim,
neste presente sombrio,
nesta vida injusta.
(PORQUÊ?)
pensei que aquilo que me fazias sentir era real,
pensei que no fim de contas tu me amavas,
pensei que a alegria era imortal.
Fizeste-me sentir coisas que nunca senti,
fizeste-me acreditar que estava enganada,
fizeste-me achar que em tempos me iludi,fizeste-me pensar que não ia chegar ao fim da estrada.
Gritei por socorro, mas tu não estavas,
Chorei de amargura, lágrimas de desespero,
Precisava de ti, mas, tu foste embora,
Deixaste-me em silêncio,
Levaste o meu coração contigo sem pedir autorização,
Deixaste-me perdida em sentimentos,
Mergulhada em emoções,
Partiste sem te importar com nada,
Deixaste-me sem saber o que fazer,
simplesmente foste para não voltar,
PORQUÊ?
Porque é que partiste assim sem nada me dizer,
porque é que foste em segredo,
porque é que fugiste de mim,
porque é me deixas-te assim,
nesta cruel amargura,
nesta solidão profunda e insólita,
neste tunel nem fim,
neste presente sombrio,
nesta vida injusta.
(PORQUÊ?)
Ana Filipa, 2011.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Dor...
Dor,
Sinto-te em mim,
Constantemente no meu coração,
Vieste para ficar,
Arrebatar meu espírito,
Incomodar minha alma,
Impedir minha mente de pensar.
Vieste sem eu nada te pedir,
Alimentar lágrimas,
Lamentar perdas,
Alcançar tristeza,
Ofuscar o meu sorriso.
Vieste sem porquê,
Varrer o brilho dos meus olhos,
Correr com a alegria do meu ser,
Lançar a guerra dentro de mim,
Ferir-me e revoltar-me,Vieste causar estragos e prejuízos,
Pôr fim à minha coragem,
Fazer-me lastimar os meus erros,
Levar-me numa viagem,
Perder-me em pensamentos,
Vieste para me deitar abaixo,
Mas,
Se pensas que vais conseguir,
Desengana-te,
Vou lutar, mandar-te de volta,
Não me vou deixar levar,
Desta vez, quem perde és tu,
Porque vou ser mais forte,
Resistir-te e eliminar-te,
Vai de volta,
Liberta-me da tua prisão,
Mostrar-te-ei o quanto vale viver sem ti,
Transformar-te-ei no mais belo sorriso,
E depois verás como vale a pena sorrir,
Como vale a pena ignorar-te,
Como vale a pena lutar!
Sinto-te em mim,
Constantemente no meu coração,
Vieste para ficar,
Arrebatar meu espírito,
Incomodar minha alma,
Impedir minha mente de pensar.
Vieste sem eu nada te pedir,
Alimentar lágrimas,
Lamentar perdas,
Alcançar tristeza,
Ofuscar o meu sorriso.
Vieste sem porquê,
Varrer o brilho dos meus olhos,
Correr com a alegria do meu ser,
Lançar a guerra dentro de mim,
Ferir-me e revoltar-me,Vieste causar estragos e prejuízos,
Pôr fim à minha coragem,
Fazer-me lastimar os meus erros,
Levar-me numa viagem,
Perder-me em pensamentos,
Vieste para me deitar abaixo,
Mas,
Se pensas que vais conseguir,
Desengana-te,
Vou lutar, mandar-te de volta,
Não me vou deixar levar,
Desta vez, quem perde és tu,
Porque vou ser mais forte,
Resistir-te e eliminar-te,
Vai de volta,
Liberta-me da tua prisão,
Mostrar-te-ei o quanto vale viver sem ti,
Transformar-te-ei no mais belo sorriso,
E depois verás como vale a pena sorrir,
Como vale a pena ignorar-te,
Como vale a pena lutar!
Ana Filipa :)
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Apetece-me...
Apetece-me chorar,
apetece-me desistir,
apetece-me deixar tudo e ir embora,
apetece-me abandonar este mundo:
este horizonte,
tão tímido e sombrio,
esta terra,
tão escura, tão imunda,
este céu,
tão rígido e enublado,
este mar,
tão distante e agitado,
esta vida,
tão injusta e intolerante,
este frio,
tão gélido e cruel,
esta mágoa,
tão profunda e potente,
este desgosto,
tão súbito e desgastante,
este ruído,
tão forte e ensurdecedor,
esta dor,
tão dura e eficaz,
este amor,
tão inédito e inconstante,
este de desejo,
te querer e não te ter!
apetece-me desistir,
apetece-me deixar tudo e ir embora,
apetece-me abandonar este mundo:
este horizonte,
tão tímido e sombrio,
esta terra,
tão escura, tão imunda,
este céu,
tão rígido e enublado,
este mar,
tão distante e agitado,
esta vida,
tão injusta e intolerante,
este frio,
tão gélido e cruel,
esta mágoa,
tão profunda e potente,
este desgosto,
tão súbito e desgastante,
este ruído,
tão forte e ensurdecedor,
esta dor,
tão dura e eficaz,
este amor,
tão inédito e inconstante,
este de desejo,
te querer e não te ter!
Ana Filipa Batista, 16:56, 28-04-2011.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
"PERDI-TE"
Perdi-te,
perdi-te para sempre, sem quê nem porquê,
simplesmente,
já não estás aqui.
Foste,
sem deixar qualquer rasto,
abaidonáste-me,
traístes-me,
MAGOASTE-ME!
Porquê,
porque é que me fizes-te isto?
Estou farta,
farta de injustiças,
farta que brinques comigo,
como se o meu coração fosse de plástico,
como se o meu sentir fosse inútil,
como se a minha alma pouco te importasse.
Deixa-me de uma vez por todas,deixa-me viver a minha vida em paz,
vai-te embora, não voltes nunca mais,
deixa-te de jogos,
deixa-te de trocadilhos e mentiras,
assume os teus erros,
assume a responsabilidade dos teus actos,
aceita as consequências da tua infantilidade
e mais, aceita que mais do que eu,
quem perdeu foste tu,
porque,
com as tuas instabilidades e inconstâncias,
com os tuas manias e com os teus actos,
perdeste aquela que sempre esteve aqui,
aquela que te aceitava tal e qual como eras,
mas, digo-te,
perdeste aquela que também sente e chora,
aquela que também tem os seus prontos fracos,
aquela que nunca mais te irá perdoar,
aquela que tu feriste e marcaste.
Para que não restem dúvidas,
aquela, sou EU!
perdi-te para sempre, sem quê nem porquê,
simplesmente,
já não estás aqui.
Foste,
sem deixar qualquer rasto,
abaidonáste-me,
traístes-me,
MAGOASTE-ME!
Porquê,
porque é que me fizes-te isto?
Estou farta,
farta de injustiças,
farta que brinques comigo,
como se o meu coração fosse de plástico,
como se o meu sentir fosse inútil,
como se a minha alma pouco te importasse.
Deixa-me de uma vez por todas,deixa-me viver a minha vida em paz,
vai-te embora, não voltes nunca mais,
deixa-te de jogos,
deixa-te de trocadilhos e mentiras,
assume os teus erros,
assume a responsabilidade dos teus actos,
aceita as consequências da tua infantilidade
e mais, aceita que mais do que eu,
quem perdeu foste tu,
porque,
com as tuas instabilidades e inconstâncias,
com os tuas manias e com os teus actos,
perdeste aquela que sempre esteve aqui,
aquela que te aceitava tal e qual como eras,
mas, digo-te,
perdeste aquela que também sente e chora,
aquela que também tem os seus prontos fracos,
aquela que nunca mais te irá perdoar,
aquela que tu feriste e marcaste.
Para que não restem dúvidas,
aquela, sou EU!
Ana Filipa, 27-04-2011, 14:35.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
LUTA, VIVE, REAGE!
que para ti, já nada faz sentido,
entristece-me mirar-te e ver-te assim,
pessimista, cabisbaixo, infeliz.Fizeste o teu destino,
foste tu que o traçaste,
agora, só te resta pensar que não estás sozinho.
Foste tu, foste unicamente tu que te destruíste,
deitaste-te abaixo sem dó nem piedade,
arruinaste a tua vida, o teu futuro,
e o meu sorriso.
Ver-te assim dói demais,
não sabes o quanto me preocupo contigo,
não sabes o quanto me custa,
o quanto me custa ver-te a auto-destruir-te,assim, sem mais nem menos,
dotado de um pessimismo potente e inabalável.Quando será que vais perceber que estás a ser cobarde?
Luta, luta pela vida, não esperes que ela lute por ti,
faz alguma coisa para serenar o passado,
põe um fim neste desastre, antes que ele acabe contigo,
caramba, acredita, ainda é possível,
ainda tens uma oportunidade,
se não o fizeres por ti, fá-lo por mim,
LUTA, VIVE, REAGE,
irás conseguir!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Louca por ti
Já não suporto mais esta dor que carrego dentro de mim,
Este sentimento atribulado que não me deixa viver,
Esta mágoa, esta mágoa tão grande que tanto me atinge,
Deixar o tempo passar ao meu lado,
Já quis sofrer, cometer loucuras,
Já quis morrer, no meio de tantas juras,
Já quis gritar, já quis ir para não voltar,
Mas uma coisa ainda me mantém cá,
apesar da dor que o meu coração sente,
da agitação que toma conta da minha alma,
há uma coisa que ainda se mantém viva,
a esperança de te voltar a ver um dia,
a esperança de que voltes para mim,
a esperança de que venhas ver-me,
sim, porque apesar de tantas tentativas,
continuo louca por ti!
Este sentimento atribulado que não me deixa viver,
Esta mágoa, esta mágoa tão grande que tanto me atinge,
Este sentimento de raiva e revolta, esta agitação.
Quero-te, quero-te tanto, mas não te tenho,
Perdi-te no tempo, perdi-te sem saber porquê,
Foste e deixaste-me sozinha, perdida, louca por ti,
Com um sentimento de perda,
Que nada nem ninguém consegue apaziguar,
Porque foste e não me levaste contigo?
Porque foste sem dizer para onde ias?
Porque foste e me deixaste aqui, assim, perdida?
Já quis esquecer a mágoa,
Deitar fora o passado, Deixar o tempo passar ao meu lado,
Já quis sofrer, cometer loucuras,
Já quis morrer, no meio de tantas juras,
Já quis gritar, já quis ir para não voltar,
Mas uma coisa ainda me mantém cá,
apesar da dor que o meu coração sente,
da agitação que toma conta da minha alma,
há uma coisa que ainda se mantém viva,
a esperança de te voltar a ver um dia,
a esperança de que voltes para mim,
a esperança de que venhas ver-me,
sim, porque apesar de tantas tentativas,
continuo louca por ti!
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