terça-feira, 8 de março de 2011

Lembra-me de viver...

Os dias passam e às vezes apetece desistir. Desistir de lutar, estamos cansados, desiludidos, tristes, para quê continuar com aquilo que nos deixou no fundo, no fundo do poço, num fundo sem fim onde viver é quase insuportável, porquê, para quê? Contigo aprendi que a vida é mais do que isso, é mais do que um poço, mais do que uma avenida, a vida é aquilo que pensamos e sentimos, mas mais do que isso, aquilo que queremos que ela seja, aquilo que construímos desde o primeiro ao último dia. Se um dia me esquecer disso, lembra-me, porque foste tu que mo ensinas-te! Se um dia pensar que já nada vale o esforço, mostra-me como viver é mais do que possa pensar e que lutar valerá sempre a pena. 
Perguntaram-me qual era o meu maior sonho, respondi que era viver, porque mais do que lágrimas, viver é sorrir, sorrir com a vontade de lutar e lutar com o objectivo de vencer! Tu, tens sido uma pessoa muito importante para mim, tu sabes disso, porque já te disse muitas vezes, mas acho que ninguém se cansa de ouvir dizer que é especial e que por muitas coisas que possam acontecer estarás sempre no meu coração, que ainda pode ser jovem, pequenino e até mesmo indeciso, mas que sabe muito bem quem és para ele, és um abrigo, um motivo para sorrir, a pessoa que o faz pular de alegria, és muito importante, nunca duvides disso, porque te adoro, porque gosto verdadeiramente de ti e porque, mesmo que um dia as coisas mudem, irás ficar para sempre gravado na minha memória e no meu coração...

(P.S: Este poema é dedicado a TI que sabes quem és, és o meu melhor amigo, és muito...para mim!)
Ana Filipa.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Resultados da sondagem (encerrada a 28/02/2011)

Páginas de uma vida
  7 (36%)
Peças de um puzzle
 9 (47%)
Recordações ao vento
  4 (21%)
Um olhar sobre...
  3 (15%)

Votos apurados: 23
Sondagem fechada 


Olá amigos! Aqui ficam os resultados da sondagem:  "Qual  o melhor nome/título para um futuro livro?"
O mais votado foi "Peças de um Puzzle" com 47% dos votos. Em breve irá ser colocada nova sondagem, até lá... Fiquem bem,
um beijinho adocicado, Ana Filipa :)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Do sentir ao dizer...

Preciso de libertar os meus pensamentos, preciso de registar aquilo que me vai na alma, ainda que não passem de coisas vagas e desordenadas, de pensamentos cruzados, de dúvidas, exclamações, sorrisos… lágrimas.
Os dias correm e cada vez mais acredito que, não sou nada mais, nada menos, do que uma pessoa, banal, como todas as outras. Sei que todos nós somos únicos, temos defeitos e qualidades, mas, às vezes pensar assim não é fácil.
Hoje, levantei-me com o objectivo de vencer, de lutar pelas minhas metas, de me sentir útil e de mais do que isso, lutar por um sorriso (verdadeiro).
Saber o que penso às vezes é algo muito delicado, compreender-me a mim própria, só por si já é uma grande meta! Sou atingida por nuvens escuras e sombrias que pairam sobre mim e me fazem levantar voo até sítios desconhecidos e aparentemente longínquos, onde nem sempre é bom estar. Se me perguntarem o que estou a pensar neste momento, responder-vos-ei dizendo que, estou a pensar naquilo que sinto e, resposta óbvia, naquilo que penso. Eu sei, é complicado de perceber, eu também gostava que as coisas fossem mais fáceis, mas, pelo menos por agora, vejo-as assim (talvez porque não as consigo ver de outra forma).
O meu coração sente-se abrigado (ó menos isso!), sente que finalmente encontrou um refúgio seguro, ainda que na incerteza de que esse refúgio seja duradouro, quer ele, quer eu, esperamos que sim! Nunca tive tanto a certeza duma coisa, nunca estive tão certa de querer tanto algo, ou lutar tanto contra os preconceitos, na maior parte das vezes estúpidos e ridículos, que as pessoas têm, grande parte deles fruto de uma grande ignorância e muita falte de humildade.
Talvez já se tenham apercebido no que estou a falar, encontrei finalmente um porto fixo, uma pessoa de quem gosto muito e sobre quem escrevo de vez em quando, mas em quem penso infinitas vezes. Agora, sei que tenho mais um motivo para sorrir, para sorrir de verdade, com o coração e com o sentimento de que, por mais que a vida possa parecer dura ou injusta, há sempre um motivo para parar e sorrir, nunca se esqueçam disso!

Ana Filipa :)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Um dia, poder perder-te!

Estou tão confusa, às vezes sinto que aquilo que sentes por mim é apenas um argumento estúpido e eficaz para me magoares. Sinto que aquilo que penso é vago e desordenado e que por mais que queira não consigo encaixar as peças deste puzzle gigante que me está a deixar desorientada. Mergulhada em pensamentos, voo no tempo para sítios que nem sequer conheço e onde não queria estar. Encontro-me algures entre as nuvens de um céu estarrecido que me assusta cada vez mais. Para onde irei a seguir? Soprada pelo vento a brisa faz-me balançar, estou frágil, já não sei o que hei-de pensar. Leve, fresca e aterrorizante, a brisa não só me faz balançar mas faz também com que os meus pensamentos, uns mais claros que outros, vão e venham como o balancé onde costumava brincar em pequena. As recordações do passado chegam e marcam um presente curvo, mas acima de tudo uma caixa por abrir, uma grande caixa, chamada de adolescência. Terei de a abrir, porem não me posso esquecer que na capa desta caixa reluz a palavra FRÁGIL. Terei de ter o maior dos cuidados a desembrulhá-la e lidar com ela. Nesta altura ocorre-me dizer que tenho medo que dentro desta caixa gigante não haja algures colado a um canto um livro de instruções.        Sentada num recanto deste céu sombrio, vejo-me perdida nestes pensamentos, loucos, ou talvez não. Sentir por sentir é como viver sem razão. Agora sinto que vivo por ti, és uma das minhas motivações para sorrir, uma das coisas que me leva a lutar, a não desistir, mas, por quanto tempo?! Sinto que te posso perder, não como um objecto que passa de moda ou se parte esbugalhado pelo chão, mas sim como uma pessoa muito importante na minha vida que não quero perder, como motivação, como amigo… Nesta viagem ao mundo dos pensamentos, percebi o quanto vales para mim e o quanto dói ser magoada pela pessoa de quem gostamos. Sentir por sentir é como viver sem razão, mas eu sinto mais do que isso, sinto-me feliz por estares por perto, mas a mágoa de te poder perder, vivo com a razão de ser feliz, de sorrir e de um dia conseguir acreditar por completo que sentes o mesmo que eu…

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A importância de ter alguém especial (por perto)...

Ainda ontem pensava que a nossa amizade era passado. Julgava que nunca mais viríamos a ser amigos e mais, julguei ter perdido um dos meus pilares, uma pessoa que me faz muita falta. Chorei algumas vezes ao pensar que somente já não o tinha perto de mim, que pura e simplesmente a nossa amizade se tinha desfeito no tempo, como areia soprada pelo vento.
O meu mundo, a concha, antes aberta, acabara de fechar, e as lágrimas correram o meu rosto pálido reflector a tristeza que o meu coração sentiu. Esquecer alguém é algo muito delicado (e complicado). Habituamo-nos a estar e a conversar com determinada pessoa, e, sem mais nem menos, do nada, essa pessoa deixa de existir por completo, nas nossas vidas. É duro, não? Sim, é duro, porque sentimo-nos como se nos tivessem tirado o chão debaixo dos pés, como se o sol tivesse virado chuva ou perdesse-mos o A’s do nosso baralho de cartas novinho em folha.
O meu coração sentia-se sozinho, sentia-se triste, com a necessidade de o ter por perto. Havia muita gente com quem podia falar, mas por mais que procurasse, ninguém o conseguia substituir, porque ele não era um rapaz qualquer, ele era O rapaz, aquele que fazia o meu rosto sorrir, que fazia os meus olhos brilharem, que dava cor ao meu pequeno mundo descolorado e que fazia com que as maçãs do rosto corassem. Especial, importante? Sim, ele era isso tudo, porque falávamos abertamente, como se nos conhecêssemos desde “piquenos” (como a minha avó diz). A minha concha perdeu o recheio e naquele momento era uma concha vazia, simples e igual a todas as outras conchas banais. Precisava dele! Precisava que ele me ouvisse, precisava de sentir que ele estava por perto, mas por mais que procurasse, ele não estava, será que algum dia viria a estar de novo? Achei que não, muito sinceramente. Vi o “caso” mal parado, mas sabia que tinha de esquecer, esquecê-lo a ele, esquecer o meu coração irritante que só chamava por ele e mais, esquecer o passado, porque, tal como o nome indica, é passado e o que lá vai, lá vai (infelizmente para uns, felizmente para outros). Deixei o tempo passar, tentei não pensar muito no assunto, mas bolas, custava! Passou muito tempo, pelo menos para mim pareceu uma eternidade, mas, na verdade, talvez tenham sido só um ou dois meses, o que para quem estava habituada a falar com ele dia sim, dia sim, foi… quase como tirar a chupeta a uma criança de mês e meio.
Ao fim daquele tempo imenso, acabamos por recomeçar a falar, na internet. Senti que ainda tinha uma oportunidade, senti que ele estava disposto a voltar a ser o meu amigo, aquele que havia sido antes.
Hoje estamos mais ligados do que nunca, gosto mesmo dele, muito, e pelos vistos ele também gosta de mim (?!). Já não consigo passar muito tempo longe dele, já faz parte de mim, simplesmente, adoro-o J!!!

(P.S: Única e somente dedicado àquela pessoa (muitoooo) especial, que sabe muito bem quem é... um dia não sei o que irei sentir, agora sinto isto, cada palavra foi escrita com a maior das sinceridades, para que acredites no quão és importante para mim!)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dito da boca para fora...

Estou triste, há dias assim, mas hoje estou mesmo triste. Aconteceram muitas coisas ao mesmo tempo e acho que ainda estou um pouco à toa. Detesto que digam que me tratem como se fosse um objecto e pior ainda, como se tivesse dono, qualquer dia também tenho preço e posso ser comprada e vendida, ou até oferecida. Pode parecer tudo uma parvoíce, mas é verdade, é assim que me sinto, è assim que por vezes me tratam, detesto isso! Às vezes sinto que precisava de tempo, nem que fosse apenas para dormir umas longas horas de sono, mas precisava de tempo, para assentar ideias, para pensar melhor naquilo que tenho que fazer, para tomar decisões, para sonhar com aquilo que realmente me faz feliz e finalmente para poder estar um pouco sozinha comigo própria, pensar naquilo que só a mim me diz respeito, nas minhas coisas, em mim, nos meus problemas, sem ter ninguém por perto a gritar por socorro ou a precisar de desabafar. Dito da boca para fora as coisas são assim: Já não sei mais o que fazer… depois de dias a reflectir sobre a minha vida cheguei à conclusão que nada se aproveita. É um poço escuro e imenso onde eu mergulho diariamente e do qual por mais que queira não estou a conseguir sair.
O sufoco é cada vez mais, a dor, a mágoa o sentimento de perda, de fracasso, de cobardia. Atingem-me como se eu fosse algo forte e duradouro… mas não sou, antes pelo contrário, sinto-me fraca e muito quebradiça. Sinto que de um momento para o outro vou quebrar e aí ninguém me pode socorrer…
As lágrimas escorregam no meu rosto como se se estivessem a divertir, mas para mim são apenas provas de que cada vez estou mais perto do fundo.
Lutar é cada vez mais difícil, as forças começam a esgotar, chega a um ponto em que já não consigo sequer pensar… estou nas mãos do destino…A qualquer momento posso quebrar… como um copo na esquina de uma mesa, como um navio à beira de uma cascata, como uma lágrima no canto do olho…
Se quando quebrar alguém sofrer, lembrem-se de lhe dizer que não faço falta… neste mundo de escolhas e sofrimento onde já não estava a fazer nada…
Agora, dito com reflexão as coisas são: preciso de um SOS para pôr as ideias no lugar!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sondagem...

Vá lá pessoal, a sondagem está quase a encerrar e a votação, está renhida, toca a votar e a dar de vossa justiça... vamos lá... conto convosco!!
(Logo que encerrada, serão publicados aqui os resultados da referida e actual sondagem).
 Até lá... toca a votar!
E já agora um muito obrigada a todos os que já votaram e contribuíram para que por mais uma sondagem a votação ficasse renhida :)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Boneco (a) de trapos (ou pedra?)

Sinto-me como se fosse um boneco, mais do que isso, um boneco de trapos ou pedra! Percebi que o meu grande problema é ser tão ingénua. Como é que fui capaz de acreditar que gostavas de mim, como? Talvez porque te adoro, porque és importante para mim e porque me magoa ver-te e não te falar. Hoje senti que foste egoísta! Achas que eu sou uma boneca, que não sente nem chora? Pois então desengana-te, porque não sou, nem estou perto de o ser! Eu também choro, também me magoam, eu também sou humana. Não, não sou de pedra, sou de carne e osso e o meu coração também. Porquê? Porque é que me fizes-te isto?! Já não gostas de mim, um dia e meio fizeram com que deixasses de gostar de mim? OK! Eu não vou insistir mais, já percebi que não significo nada para ti, soubesses tu o tanto que significas para mim… Pensei que estava a viver uma fase boa da minha vida, mas afinal estava enganada, fizeste-me sofrer, magoaste-me e agora sinto-me como um trapo velho e inútil, desamparada algures num canto da minha sala vazia, sem ninguém para falar, nem um ombro para chorar. Parece que o “conto de fadas” acabou, talvez tenha sido melhor acabar já, de uma vez por todas, ACABOU… Desiludiste-me, magoaste-me, ainda por cima, se já não gostas de mim não te vais importar que esteja chateada contigo… Voei, para bem longe, para um sítio distante onde nunca mais me vão encontrar, para o meu mundo, para onde me sinto livre, isto claro, dentro da concha fechada que criaste em mim… A esperança morreu e as lágrimas perderam-se no meu rosto, agora tenho de te esquecer, mas lembra-te, até os robôs têm sentimentos, por isso, eu, que sou humana, também tenho… Foi bom, o pouco que durou.