Ainda ontem pensava que a nossa amizade era passado. Julgava que nunca mais viríamos a ser amigos e mais, julguei ter perdido um dos meus pilares, uma pessoa que me faz muita falta. Chorei algumas vezes ao pensar que somente já não o tinha perto de mim, que pura e simplesmente a nossa amizade se tinha desfeito no tempo, como areia soprada pelo vento.
O meu mundo, a concha, antes aberta, acabara de fechar, e as lágrimas correram o meu rosto pálido reflector a tristeza que o meu coração sentiu. Esquecer alguém é algo muito delicado (e complicado). Habituamo-nos a estar e a conversar com determinada pessoa, e, sem mais nem menos, do nada, essa pessoa deixa de existir por completo, nas nossas vidas. É duro, não? Sim, é duro, porque sentimo-nos como se nos tivessem tirado o chão debaixo dos pés, como se o sol tivesse virado chuva ou perdesse-mos o A’s do nosso baralho de cartas novinho em folha.
O meu coração sentia-se sozinho, sentia-se triste, com a necessidade de o ter por perto. Havia muita gente com quem podia falar, mas por mais que procurasse, ninguém o conseguia substituir, porque ele não era um rapaz qualquer, ele era O rapaz, aquele que fazia o meu rosto sorrir, que fazia os meus olhos brilharem, que dava cor ao meu pequeno mundo descolorado e que fazia com que as maçãs do rosto corassem. Especial, importante? Sim, ele era isso tudo, porque falávamos abertamente, como se nos conhecêssemos desde “piquenos” (como a minha avó diz). A minha concha perdeu o recheio e naquele momento era uma concha vazia, simples e igual a todas as outras conchas banais. Precisava dele! Precisava que ele me ouvisse, precisava de sentir que ele estava por perto, mas por mais que procurasse, ele não estava, será que algum dia viria a estar de novo? Achei que não, muito sinceramente. Vi o “caso” mal parado, mas sabia que tinha de esquecer, esquecê-lo a ele, esquecer o meu coração irritante que só chamava por ele e mais, esquecer o passado, porque, tal como o nome indica, é passado e o que lá vai, lá vai (infelizmente para uns, felizmente para outros). Deixei o tempo passar, tentei não pensar muito no assunto, mas bolas, custava! Passou muito tempo, pelo menos para mim pareceu uma eternidade, mas, na verdade, talvez tenham sido só um ou dois meses, o que para quem estava habituada a falar com ele dia sim, dia sim, foi… quase como tirar a chupeta a uma criança de mês e meio.
Ao fim daquele tempo imenso, acabamos por recomeçar a falar, na internet. Senti que ainda tinha uma oportunidade, senti que ele estava disposto a voltar a ser o meu amigo, aquele que havia sido antes.
Hoje estamos mais ligados do que nunca, gosto mesmo dele, muito, e pelos vistos ele também gosta de mim (?!). Já não consigo passar muito tempo longe dele, já faz parte de mim, simplesmente, adoro-o J!!!
(P.S: Única e somente dedicado àquela pessoa (muitoooo) especial, que sabe muito bem quem é... um dia não sei o que irei sentir, agora sinto isto, cada palavra foi escrita com a maior das sinceridades, para que acredites no quão és importante para mim!)